terça-feira, 30 de julho de 2013

O IDHM do Brasil revela um expressivo avanço do país nos últimos 20 anos

 
Índice do Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), revela um expressivo avanço do Brasil nos últimos 20 anos
 
 
País estava no nível 'muito baixo' de desenvolvimento humano em 1991. Com resultado de 2010, divulgado nesta segunda (29), saltou para 'alto'.
 
 
Educação se mantém como o principal desafio do país.
 
 
IDH municipal do Brasil cresce 47,5% em 20 anos.
 

 
 
Entre 1991 e 2010, o índice cresceu 47,5% no país, de 0,493 para 0,727. Inspirado no IDH global, publicado anualmente pelo PNUD, esse índice é composto por três variáveis (educação, saúde e renda). O desempenho de uma determinada localidade é melhor quanto mais próximo o indicador for do número um.
 
 
A classificação do IDHM do Brasil mudou de 'muito baixo' (0,493 em 1991) para 'alto' (0,727). É considerado 'muito baixo' o IDHM inferior a 0,499, enquanto que a pesquisa chama de 'alto', o indicador que varia de 0,700 a 0,799. Em 2000, o IDHM geral do Brasil era 0,612, considerado "médio".
 
 
Embora careça de muitas melhorias, foi na educação que mais houve avanço nas duas últimas décadas, ressaltaram os pesquisadores. Em 1991, a educação tinha um IDHM 0,279, o que representa um salto de 128% se comparado à pontuação de de 0,637 em 2010.
 
 
O componente da longevidade, por sua vez, que é calculado pela expectativa de vida da população ao nascer, é a área na qual o Brasil apresenta melhor pontuação. O índice de longevidade era de 0,662 em 1991, de 0,727 em 2000 e de 0,816, na atual edição.
 
 
Já a renda mensal per capita saltou 14,2% no período, o que corresponde a um ganho de R$ 346,31 em 20 anos.
 
 
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil cresceu 47,5% entre 1991 e 2010, segundo o "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013", divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). De acordo com a publicação, a cidade com o IDHM mais elevado é São Caetano (SP), e os municípios que tiveram maior evolução no quesito "renda" são das regiões Norte e Nordeste.
 
 
Em 20 anos, 85% dos municípios do Brasil saíram da faixa de “muito baixo desenvolvimento humano”, segundo classificação criada pelo Pnud. Atualmente, 0,57% dos municípios, ou 32 cidades das 5.565 do país, são consideradas de “muito baixo desenvolvimento humano”.
 
 
De acordo com os dados do "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013", 85,8% dos municípios brasileiros faziam parte do grupo de “muito baixo desenvolvimento humano” em 1991. Em 2000, esse número caiu para 70% e, em 2010, despencou para 0,57% .

As três instituições que elaboram o Atlas - PNUD, Ipea e Fundação João Pinheiro - ressaltam que 73% dos municípios avançaram acima do crescimento da média nacional. No entanto, há 11% de municípios com IDHM Renda superior ao do Brasil, "evidenciando a concentração de renda do país".
 

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O PAÍS VAI BEM, A MÍDIA VAI MAL

Por Raul Longo

Nos anos 70 o então ditador Gen. Emílio Garrastazu Médici, compôs sua mais famosa frase: “O país vai bem, mas o povo vai mal”.

Ao exemplo da de outro ditador imposto pelas armas que sustentavam aquele regime, o Gen. João Batista Figueiredo que afirmou preferir “... o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo”, a frase de Médici se tornou famosa pela impropriedade de raciocínio a quem pretende governar uma nação.

Estupidez é algo que sempre obtêm grande repercussão no Brasil e Médici se notabilizou como tal por esta absurda afirmação. Quem mais concluiria ser possível um país ir bem se o seu povo vai mal, além de um general brasileiro dos tempos da ditadura militar?

Só mesmo um jornalista como Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, que para comentar das manifestações de junho inverteu a idiotice proferida pelo general, demonstrando que nesta frase a ordem das assertivas não disfarça a estupidez de quem a profere, pois quem além de Rossi poderia afirmar que “O povo vai bem, mas o país vai mal”?

O que é um país para Clóvis Rossi ou para Garrastazu Médici? Como pode um povo ir bem, se o país vai mal, ou vice-versa?

Garrastazu Médici também dizia que se sentia feliz por não ver, na época, o Brasil incluído nos noticiários sobre os problemas mundiais. Outra estupidez grosseira, pois enquanto os patrões da Folha de São Paulo do Clóvis Rossi emprestavam veículos da empresa para a repressão política do governo de Médici, aqueles mesmos repressores “suicidavam” todo jornalista que ousasse noticiar a realidade brasileira, importunando as fantasias do ditador. Como aconteceu com Vlado Herzog.

O país não ia bem coisa alguma. O “Milagre Brasileiro” decantado pela grande mídia da época logo se confirmou o que nunca deixou de ser: “O Inferno Brasileiro” que levou a vida de milhares de jovens e trabalhadores, enterrou a nação em dívidas externas e promoveu um dos maiores índices mundiais em pobreza e miséria.

Um país só vai bem quando seu povo vai bem. Se o povo vai bem, evolução de serviços prestados à população, da infraestrutura para melhorar a qualidade de vida, o combate a corrupção e demais reajustes para permanente desenvolvimento social, inclusive os políticos, serão consequências da maturidade nacional como um todo: povo e país.

A melhoria no atendimento à saúde da população já era uma providência anterior às manifestações que apenas a legitimaram, derrubando a obstrução da contratação de médicos estrangeiros proposta pelo governo porque o Brasil vai bem. Se o país vai bem é possível ao governo estender e aperfeiçoar o atendimento de saúde a todo o povo brasileiro, mesmo àqueles que não se enquadram nos interesses da categoria formada aqui no Brasil. É o que ocorre com o Reino Unido. Se a crise europeia perdurar e se aprofundar, o governo britânico não poderá mais manter os 40% de estrangeiros que compõem seu corpo médico. Se a Inglaterra for mal, ingleses e irlandeses do norte também irão mal.

E se o atendimento à saúde do brasileiro não melhora, é porque certos políticos se portam mal tornando cada proposta em benefício da saúde da população uma contenda congressual.

O radical projeto do governo para o combate à corrupção, criminalizando-a ao nível de homicídio por motivos fúteis ou estupro, foi formulado há dois anos exatamente porque o Brasil está bem e a compreensão do brasileiro sobre o problema melhorou muito desde o tempo em que corruptos eram eleitos sob o cínico e falso axioma do “rouba, mas faz”. Se nenhum corrupto foi condenado por prática de crime hediondo, é porque no congresso maus políticos sentaram em cima do projeto do governo.

Esses mesmos políticos são os que agora impedem o plebiscito proposto pela Presidenta. Não querem o plebiscito para não permitir que o povo seja conscientizado de que só o financiamento público de campanha eleitoral evitará maiores prejuízos à população e ao país que resultam na ausência de evolução da infraestrutura, na degradação dos serviços prestados à sociedade.

Por exemplo, no que se refere à mobilidade urbana. Para se descobrir porque não se expande e não moderniza, não apresenta novas e melhores opções, bastaria se conhecer o quanto os monopólios de empresas de transporte coletivo investem nas campanhas municipais, atrelando os prefeitos eleitos aos seus interesses em detrimento aos dos eleitores.

E os grupos políticos que impedem profundas e sensíveis melhorias no cotidiano do brasileiro, que se esforçam para que o povo vá mal e com isso o país ir mal para tornar a se locupletar entregando os potenciais nacionais pelo comissionamento dos interesses estrangeiros, são exatamente os apoiados pela mídia.

Apoiados pela Editora Abril, pelos veículos da Editora Globo e emissoras da Rede Globo, pelo jornal O Estado de São de Paulo e pelo jornal Folha de São Paulo para o qual escreve Clóvis Rossi. São apoiados por toda a grande mídia brasileira associada ou afilhada a estas empresas que, com a melhoria da situação do país e do povo na última década, vão mal. Muito mal.

Tão mal que já começam a sonegar importâncias milionárias em impostos. Milionárias? Somando-se as da Rede Globo e de sua afilhada RBS a dívida aos cofres públicos alcança volume bilionário com o qual se poderia investir em melhorias na infraestrutura do sistema de atendimento à saúde, ou no transporte e na mobilidade urbana, em efetivos da Polícia Federal para combater a corrupção e muito mais do que a vã e fútil cogitação do Clóvis Rossi e dos manifestantes de junho possam imaginar.

Mas se o país vai bem porque o povo vai bem e vice-versa, por que as gigantescas manifestações de junho? Quem responde com muita propriedade, mostrando a cobra e matando o pau, é o empresário Eduardo Guimarães. Leia-se atentamente o que escreveu para entender porque esses manifestantes, em grande maioria com idade por volta de 20 anos e sem possibilidade de memória de quando país e povo iam mal antes de terem completado 10 de existência, tomaram as ruas dos grandes centros do Brasil.
         


20.7.13
Se o Brasil estivesse em crise, sua vida já teria piorado
http://www.brasil247.com/images/f/e3/fe332c1c3d69b0577c709156503f809e91c54f1d.jpg
Eduardo Guimarães
* Originalmente publicado no Blog da Cidadania
Quem melhor definiu a atual conjuntura política do país foi, de forma surpreendente, foi o correspondente do diário espanhol El País no Brasil, Juan Arias, em meados do mês passado. Antes de abordar o que ele disse, vale explicar que a opinião desse jornalista chega a surpreender porque há anos ele vem sendo um dos grandes críticos dos governos Lula e Dilma.
Abaixo, alguns trechos do artigo de Arias em questão, publicado no diário espanhol.
” (…) Por enquanto, o que existe é um consenso de que o Brasil, invejado internacionalmente até agora, vive uma espécie de esquizofrenia ou paradoxo que ainda deve ser analisado ou explicado.
(…) Agora surge um movimento de protesto quando, ao longo dos últimos dez anos, o Brasil viveu como que anestesiado por seu êxito compartilhado e aplaudido mundialmente.
(…) O Brasil está pior do que há dez anos? Não, está melhor. Está mais rico, tem menos pobres e testemunha o crescimento do seu número de milionários. É mais democrático e menos desigual.
(…) Por que então saem às ruas para protestar contra a alta dos preços dos transportes públicos jovens que normalmente não usam esses meios porque já têm carros, algo impensável há dez anos?
(…) Por que protestam estudantes de famílias que até pouco tempo não tinham sonhado em ver seus filhos pisarem na universidade? (…)”
—–
Quando se analisa a situação do país até ao menos o mês de maio, ganha sentido o uso do termo “esquizofrenia” pelo jornalista espanhol, de forma a caracterizar o sentimento que se formou entre grande parte dos brasileiros.
As pessoas parecem acreditar que as suas vidas estão piorando, daí as manifestações de insatisfação, ainda que restritas a um setor minoritário da sociedade, a classe média. Contudo, o mero olhar para indicadores sobre os setores que mais afetam a vida do cidadão comum mostra que o país vem melhorando, sim, e muito.
Vejamos os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE sobre o índice de desemprego no país de 2002 (quando foi adotada a atual metodologia de mensuração do problema) até hoje.
O gráfico abaixo foi extraído do site do IBGE e mostra que em um mundo em que a falta de postos de trabalho se tornou uma epidemia, no nosso país o nível de emprego caminha no sentido inverso, com geração de cada vez mais postos de trabalho e de salários mais altos.
http://www.brasil247.com/get_img?ImageWidth=597&ImageHeight=382&ImageId=325727

Alguns dizem que a inflação teria parte da responsabilidade pelo aumento da insatisfação com o país. Contudo, ao analisarmos um dos indicadores mais usados para mensurar o impacto dos preços sobre a vida das pessoas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), percebe-se que tampouco o aumento de preços chegou a um nível que possa explicar alguma coisa.
Abaixo, os índices anuais do IPCA entre 1998 a 2012 e os dos meses de 2013.
Quadro inflacionário medido pelo IPCA cheio, no período 1998-2013:
1998 = 1,95%
1999 = 9,52%
2000 = 6,59%
2001 = 8,23%
2002 = 12,53%
2003 = 9,3%
2004 = 7,6%
2005 = 5,69%
2006 = 3,14%
2007 = 4,46%
2008 = 5,90%
2009 = 4,31%
2010 = 5,91%
2011 = 6,5%
2012 = 5,84%
2013 = 3,15% no ano e acumulado em 12 meses (entre janeiro e junho deste ano) é de 6,7%. Fonte IBGE
Como se vê, não há nenhum estouro da inflação. O nível de inflação atual permanece no patamar histórico. Contudo, o que se vê na mídia sobre o assunto induz à crença de que estaríamos à beira de uma crise de hiperinflação.
Em relação aos salários, o valor deles nunca foi tão alto. Abaixo, dados da última PME do IBGE, que mostra que, em relação a 2012, os salários continuam crescendo.
Pessoas Ocupadas                     (abril 2012) 1.949,81   -       (maio 2013) 2.010,69
Empregados no Setor Privado (abril 2012) 1.749,34   -    (maio 2013) 1.841,51
Empregados no Setor Público  (abril 2012) 2.701,27   -    (maio 2013) 2.572,53
—–
O que mais impressiona é que, em 2002, o salário médio do trabalhador teve declínio de 8,3% em relação a 2001, passando a corresponder a R$ 889, valor 28,3% menor do que o registrado em 1997.
Ou seja: o Brasil de 2013 é um país infinitamente melhor do que o de 2003, quando o PT chegou ao poder.
E além dos ganhos para todos, relatório sobre as cidades latino-americanas feito pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), divulgado no ano passado, mostrou que o Brasil diminuiu a desigualdade social como nenhum outro país ao longo da última década.
Nos anos 1990, o Brasil era o mais desigual na região. Nesta década, foi o país que mais reduziu a desigualdade enquanto em outros países ela cresceu.
Nos últimos anos, a renda dos brasileiros mais pobres cresceu 70% e a dos mais ricos, cerca de 10%. E esses 10% mais pobres tiveram a renda aumentada justamente por causa do trabalho, ou seja, dos novos empregos que estão sendo gerados. E pelos aumentos reais do salário mínimo, claro.
A despeito de tudo isso, o grupo político que promoveu melhora tão expressiva na vida deste povo se encontra diante de um paradoxo que, usando o adequado termo do corresponde do jornal espanhol supracitado, pode ser considerado “esquizofrênico”.
Uma parcela imensa do povo brasileiro está sendo enganada tanto por grandes meios de comunicação quanto por partidos políticos de oposição. As pessoas acham que o país está “indo mal” apesar de estar acontecendo justamente o oposto.
Pesquisa recente do instituto MDA, feita para a Confederação Nacional dos Transportes, mostra que 84% dos brasileiros aprovam protestos de rua que desembocaram em uma imensa queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff.
Essa grande maioria dos brasileiros, que até dois ou três meses atrás dava enorme apoio ao grupo político que fez o país melhorar tanto, de repente passou a achar que vive em um país à beira da ruína.
Tudo isso decorre de um artificialismo que, conforme entrevista de Marcos Coimbra (sociólogo e diretor do instituto Vox Populi) concedida a este Blog na última quinta-feira e conforme a mesma pesquisa MDA citada acima, implantou na cabeça das pessoas uma sensação de mal-estar.
Ora, como o país pode estar indo bem se vemos cenas de guerra como as que vimos recentemente na zona Sul do Rio de Janeiro? São cenas que só se explicam por um grave descontentamento social que só poderia decorrer de o país, de fato, estar “indo mal”. É isso que o povo pensa.
Contudo, você, leitor, tem visto muita gente reclamando de ter perdido o emprego ou de seu salário não estar comprando mais o que comprava antes? A sua própria vida piorou? Muito pelo contrário. O Brasil vive uma febre de consumo porque as pessoas têm dinheiro no bolso.
As ruas estão cada vez mais entupidas de carros zero quilômetro. As residências mais humildes, hoje, estão sendo reformadas e entupidas de bens de consumo como televisões, computadores, novos móveis etc. E, hoje, só não encontra emprego quem não quer trabalhar.
O que é preciso, portanto, é fazer os brasileiros refletirem que quando um país vai mal a vida das pessoas piora. Entretanto, quem pode dizer que sua vida tem piorado? Só o que tem piorado é a percepção sobre o futuro.
Essa percepção se fundamenta, basicamente, na informação. As pessoas vêm sendo bombardeadas pelos meios de comunicação de massa com cenas de guerra e previsões catastrofistas e, juntando umas e outras, construíram essa percepção pessimista.
Urge, portanto, que seja levada a cabo uma campanha de comunicação governamental que faça os brasileiros refletirem sobre a realidade. O povo brasileiro foi posto em pânico por ação de concessões públicas de rádio e televisão que estão sendo usadas com fins políticos.
É mais simples do que parece desmontar a campanha insidiosa que foi construída na mídia e nas ruas para apavorar a sociedade. Há fartura de dados que comprovam que o país vai bem. Mas se uma campanha em sentido contrário não for feita, o brasileiro, ano que vem, irá votar por mudança daquilo que, como se vê neste texto, está dando muito certo.
Fica a dica.

terça-feira, 23 de julho de 2013

INGENUIDADE POLÍTICA

Este sentimento popular difuso de que não precisamos de partidos políticos é um grave risco. Sem um centro de debates e de coordenação política, os objetivos políticos da maioria do povo não serão alcançados. Sem um ideário em comum, organizado para a prática, nada se constrói. Sem partidos é a ditadura. 

http://3.bp.blogspot.com/-ng4XKWn6Kgo/UcWqfZso2yI/AAAAAAABPPQ/gKTeR8_K5xY/s640/bessinha_1828.jpg


Seremos comandados pelos interesses dos grandes conglomerados empresariais. que são absolutamente organizados. Enfrentar estes gananciosos, sem ORGANIZAÇÃO POPULAR e a Globo fazendo a doma da massa, será uma missão impossível.

Este repúdio à ação partidária é de uma grande ingenuidade política. Favorece sobretudo aos poderosos e fragiliza a organização do país, voltada aos interesses da maioria da população. Esta queima generalizada dos políticos, ditada pela grande imprensa, serve apenas aos interesses da ORGANIZADA elite bilionária do Brasil e seus parceiros das grandes empresas multinacionais. Devem estar esfregando as mãos de felicidades, pelo sucesso alcançado por esta tática política, muito bem articulada 

Luiz Fernando Carceroni

Professor de Física
Belo horizonte

terça-feira, 16 de julho de 2013

Como desestabilizar uma nação Chicken Little 1943

Esse vídeo tem uma mensagem muito importante e encaixa bem na conjuntura política que vivemos. Vamos fazer um exercício de dar nomes aos personagens do desenho animado (tipo: PIG, Governo, classe média, lideranças políticas, etc.


Aconteceu na Islândia

Parece ficção mas aconteceu de verdade na Islândia.





LUCRÔMETRO + MAMÔMETRO x IMPOSTÔMETRO = GOLPISTAS

Raul Longo

Um amigo empresário que há pouco mais de uma década transferiu-se da Europa para o Brasil me enviou uma página que se pretende como ranking da honestidade política. Interessante os parâmetros utilizados para demonstrar quais deputados são os mais atuantes e menos utilizam os tão discutíveis benefícios do cargo.
Tudo muito bem, tudo muito bom, mas anexava-se, com recomendações para ser visto antes de abrir o link à página, um filmetinho manjado e de conteúdo bastante contraditório, lançado já há alguns anos.
Demonstrei ao amigo algumas contradições do filme e acusei a falsidade da informação de que o governo não faz nada, lembrando que se verdadeira nem sua empresa nem as grandes montadoras de automóveis do seu continente se interessariam em se estabelecer em nosso país.
E utilizei o ranking mundial de impostos para demonstrar que apesar do Brasil ter sido saqueado para manutenção das riquezas de outras nações, o que exige a reconstrução do país depois do agravamento do abandono nos períodos em que aquelas nações mais enriqueceram, aqui a carga tributária ainda não é tão alta quanto a de algumas nações de seu continente, apesar de cada uma delas não ter nem metade de nossa população e todas juntas caberem no nosso território e ainda sobrar espaço para muitas das subsequentes naquele ranking.
Lembrei também das contas de um tributarista convidado a dar sua opinião sobre o tema a alguns ditos jornalistas da Globo e que decepcionou muito a produção do programa ao fazer as contas e demonstrar que mesmo retirados todos os impostos de determinado produto, ele ainda mantinha para o consumidor brasileiro um valor quase dobrado do que paga o consumidor norte-americano pelo mesmo produto, da mesma marca.
O amigo não se conformou e foi dizendo logo que os índices divulgados no Brasil não são confiáveis e que está convencido de que paga de imposto muito mais do que o exposto naquela aferição por países que lhe mandei. Mas ressalvou que o Brasil é um bom país, no entanto que deva ser criticado nisso de imposto abusivo.
Respondi que há muito de criticável no Brasil como em qualquer país do mundo, concordando que uma crítica possa ser positiva desde que honesta, e sugeri que alertasse a uma das maiores montadoras de seu país em início de instalações aqui em Santa Catarina, antes de entrarem na mesma fria.
Fui breve e conciso porque acredito que contra a inconfiabilidade de dados e fatos não há argumentos.
Tudo isso foi ontem, mas eis que, hoje, por coincidência recebo uma notícia interessante que me pareceu bastante exemplar quanto aquilo de “governo não faz nada”.
Tornei a escrever ao amigo o que segue e distribuo para esclarecimentos aos sempre interessados na rápida sucessão dos dígitos dos impostômetros, mas que não se interessam e se se interessassem não conseguiriam acompanhar os dígitos dos lucrômetros.
Talvez mal contabilizados ou deficientemente administrados na empresa do amigo. Ou, talvez, no Brasil se repita o mesmo processo que tem engolido muitas das médias e pequenas empresas da Europa. Mas aí eu não saberia dizer se a culpa é de algum governo ou é a característica do sistema econômico mundialmente hegemônico.



Eis aqui um exemplo do que lhe escrevi sobre as críticas inconsequentes quando não mal intencionadas.

Como todos sabem que a maior parte da carga tributária é destinada ao governo federal, quando naquele filme se diz que “o governo não faz nada”, automaticamente se está levando a quem o vê a compreensão de que o governo federal não faz nada.

Uma inconsequência de quem informa por não especificar a qual governo está se referindo, e de quem é informado por não conseguir imaginar que governo federal de país nenhum faz tudo sozinho. Exatamente por isso existem os governos municipais e estaduais, aos quais o governo federal repassa o arrecadado pelos impostos, usando como parâmetro projetos e planejamentos de custos públicos apresentados por estes governos regionais.

O processo é o mesmo utilizado em qualquer organização política medianamente satisfatória do mundo e não acredito que na Europa exista algum país cuja estrutura de governo não utilize os mesmos padrões, ainda que de forma mais ou menos eficientes. Quaisquer delas criticáveis e de forma a desenvolver reajustes que poderão cooperar com cada cidadão, desde que sejam críticas consequentes.

Mas com a má intenção de quem informa sem o cuidado sequer de usar o plural para afirmar “os governos não fazem nada”, não contribui com o contribuinte.

Embora, nesse caso do plural, se estivesse também incluindo o governo federal, ao menos se estaria dividindo a crítica a todos os governos. O que não provocaria dúvidas sobre as intenções do informante que nunca se preocupou em criticar o grande aumento da carga tributária por quem a promulgou. No caso do Brasil, se consultar pelo histórico de quando houve um pulo da carga tributária e custos de diversos serviços públicos e privados (como as taxas dos serviços bancários, por exemplo), você retornará ao governo FHC que realmente não fez nada.

Para exemplificar o nada feito pelo governo FHC apesar de então não se questionar a carga tributária, procure se lembrar de que tivemos ao final daquele governo, quando você já estava no Brasil, um prejuízo de R$ 42,5 bilhões só em razão do apagão por falta de investimento em infraestrutura energética.

Aquele apagão que só não tivemos em nossa região sul porque a Dilma Rousseff, como secretaria do estado do Rio Grande do Sul previu o problema e o comunicou a FHC que não tomou as providências necessárias em tempo, em parte justifica os impostos só criticados quando passamos a ter um governo que apenas na área de educação construiu e instituiu 14 universidades e mais de 100 escolas técnicas pelo país, no mesmo período em que o governo do Professor não construiu nenhuma unidade educacional de qualquer nível.

Ou seja, se o informante ao menos tivesse o cuidado de usar o plural, se poderia concluir que estivesse se referindo inclusive à inoperância de governos anteriores. Mas como conheço esse vídeo e sei que foi realizado e divulgado durante o governo Lula, me é evidente que a intenção tenha sido a de indicar aquele como um governo que não faz nada. Da mesma forma que essa nova circulação quer se referir ao governo Dilma como outro governo que não faz nada.

Melhor ainda do que pesquisar nome por nome de políticos no ranking que apontaram ali, ou mesmo no de partidos do Supremo Tribunal Eleitoral que te indiquei, acredito que seja os informados procurarem conhecer o que está sendo feito pelos estados e municípios. Nem sempre as legendas partidárias são boas referências, pois num mesmo partido cabem bons e maus políticos, mas ao menos pode se tirar uma média mais segura.

Esse processo me parece de maior praticidade inclusive para se ter ideia de porque o retorno da porcentagem de impostos pagos no Brasil é tão aquém dos tais 34% que você não considera confiáveis, acreditando serem falsificados pelo governo ou por alguma instituição brasileira, embora tenham sido aferidos pela KPMG, uma cooperativa Suíça com sede em Amsterdã e que inclui o “Big Four”, grupo das 4 maiores empresas do setor no mundo, todas do Hemisfério Norte.

Enfim, queira você acreditar ou não nos índices da KPMG, veja a que tipo de políticos favorece a crítica contida naquele filminho que você distribui. E conclua se essa distribuição poderá realmente colaborar positivamente com o que há de criticável no Brasil e, sobretudo, a que ponto colabora com a redução dos impostos cobrados à sua empresa ou quaisquer outras.



 

No Brasil, prefeituras criam 64 mil cargos em 4 anos

Publicado em 14.07.2013, às 09h52

Nos quatro anos de mandato entre 2008 e 2012, os 5.566 prefeitos do País criaram, em conjunto, 64 mil cargos comissionados - aqueles para os quais não é necessário fazer concurso público, e que costumam ser loteados por indicação política. Com a massiva abertura de vagas, o total de funcionários públicos municipais em postos de livre nomeação subiu de 444 mil para 508 mil. Juntos, eles lotariam os oito maiores estádios da Copa de 2014.

Na semana que passou, milhares de prefeitos, que comandam essas máquinas municipais muitas vezes infladas por loteamentos políticos, se deslocaram a Brasília a fim de pressionar a presidente Dilma Rousseff a liberar mais recursos.

Dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais, divulgada no início do mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o porcentual de servidores não concursados é maior nas prefeituras pequenas - as mais dependentes de verbas federais e as que lideram o lobby pela ampliação dos repasses.

Na média, as cidades com até 5 mil habitantes têm 12% de seu quadro ocupado por servidores comissionados. No restante do universo dos municípios, essa taxa cai para 8%.

Em Brasília, os prefeitos foram agraciados com o anúncio de R$ 3 bilhões em recursos extraordinários. Parte da plateia, porém, vaiou Dilma, pois queria a ampliação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal canal de repasses federais para as prefeituras.

O FPM é especialmente importante para os micromunicípios. A receita tributária própria, de impostos como IPTU, ISS e ITBI, chega no máximo a 3,5% do orçamento das cidades de até 5 mil habitantes, segundo estudo do pesquisador François Bremaeker, da Associação Transparência Municipal.
Fonte: Agência Estado

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Se você viu o Jornal Nacional, você não viu nada disso.

Hoje a tarde em Porto Alegre (RS) aconteceu mais um escracho em frente à sede do Grupo RBS. Manifestantes picharam o chão, colaram adesivos e jogaram fezes de animais na entrada do estabelecimento. 
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Manifestantes que saíram essa manhã da Praça Sete de Belo Horizonte estão na porta da sede regional da Rede Globo em ato simbólico pela democratização da mídia. Participam do ato dezenas de centrais sindicais e representantes da Assembleia Popular Horizontal :: Belo Horizonte.
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1º grande ato contra o monopólio na mídia chega até a sede da Globo em Sã Paulo (SP) - milhares de pessoas participam do protesto, que saiu da Praça General Gentil Falcão.

Assista as cidades AO VIVO: http://on.fb.me/189WhmX

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O Cartunista Carlos Latuff participou agora a pouco da reunião da Comissão de Comunicação do Bloco de Lutas pelo Transporte Público na Ocupação da Câmara Municipal de Porto Alegre (RS). Ele desenhou junto aos manifestantes para entender a melhor forma de retratar o contexto da ocupação.

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Centenas de manifestantes estiveram na sede do Grupo RBS nesta tarde para protestar contra o monopólio da mídia. 
"O povo não esquece! Abaixo a RBS!"
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Do Mídia Ninja: Em ato simbólico durante o Dia Nacional de Luta em Belo Horizonte, manifestantes renomeiam Viaduto Castelo Branco com nome de militante mineira que é uma das fundadoras do PT no estado e primeira vereadora mulher de Belo Horizonte.
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"RECIFE ESTÁ PARADO!

A mídia está fazendo um verdadeiro bloqueio a essa informação no resto do país: não diz nada porque não quer que o exemplo se espalhe. Mas em Recife, a greve dos rodoviários parou a cidade. Há uma semana as principais universidades suspenderam suas aulas. Boa parte das lojas está fechada também, pois quem não tem carro, tem imensa dificuldade de chegar ao trabalho e sem trabalhador o mundo para. É uma espécie de "greve geral" forçada por uma categoria com potencial piqueteiro inerente num grande centro urbano brasileiro do nosso tempo: a dos rodoviários. Eles param, todos param. Sem ônibus, praticamente nada funciona. E, em Recife, sem ônibus, praticamente nada está funcionando. Para a pouca frota que está em circulação, a orientação do movimento grevista, impulsionado pela Oposição Rodoviária da CSP-Conlutas, e que passou por cima do próprio sindicato, está sendo a de rodar com as "catracas livres" (abrindo a porta de trás), isto é, sem cobrar passagem. O Governador Eduardo Campos, do PSB, está tratando a greve como ilegal e mandou a Polícia deter e prender agitadores grevistas, especialmente os que estão circulando sem cobrar passagem. Façam a informação furar o bloqueio da mídia. COMPARTILHEM! "
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Mais aqui: https://www.facebook.com/profile.php?id=100000292564613

Vejam as fotos das manifestações que aconteceram pelo Brasil






















sábado, 6 de julho de 2013

Dublê da Globo é o herói da Veja

05/07/2013
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Fernando Brito, via Tijolaço

O Blog Contexto Livre publica e a gente foi conferir. E achou muito mais. Maycon Freitas, o entrevistado das páginas amarelas da Veja desta semana, como “representante” dos manifestantes da onda de protestos que tomou as ruas, presta serviços como dublê a Rede Globo de Televisão.
A Veja, é claro, nem se importou que Maycon tenha quase o dobro da idade da maioria dos manifestantes, mas o transformou num grande ativista cibernético.
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Apresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é apresentado como líder de uma comunidade no Facebook, a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí em cima, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.
Se tivesse ido olhar o perfil de Maycon no Facebook veria que, antes de virar “celebridade”, suas últimas postagens foram em janeiro, com pérolas do tipo:
“Mulher que diz que homem é tudo igual. É porque nunca soube fazer a diferença na vida de um.”, ou “no carnaval as mina pira, em novembro as mina “pari”. “No carnaval os mano come, em novembro os mano some.”
Antes, em 2002, a vida estava boa para Maycon, como você pode ver nas fotos do líder de massas em Cancún, no México, num turismo “padrão Fifa” de deixar a gente com inveja. Como está sofrendo o revoltado Maycon!
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Ah, essa internet…
Ah, essa Veja
PS.: Até de um mistificador como o Maycon a gente respeita a privacidade. Todas as fotos são públicas em seu Facebook não necessitam de compartilhamento.



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Herói da Veja: “Eu trabalho na Globo, melhor trabalho do mundo.”

Fernando Brito, via Tijolaço

Só para acabar de mostrar que o “herói” das páginas amarelas (ou seriam marrons) da Veja desta semana, como “representante” dos jovens que participam das manifestações de rua é uma manipulação sem-vergonha, que ofende qualquer um que se pretenda jornalista, posto aí embaixo o vídeo do canal do YouTube do Rei Lux.

Fantasiado de policial, pendurado num helicóptero, o nosso “Rambo”, entre uhus e ahhas grita: “Eu trabalho na Globo, melhor trabalho do mundo!”

Rambo ou Bozó?

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão




Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.
Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.

Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa "competir" com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar - como faz a poderosa mídia - se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.

E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo "direto" porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs - e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo "indireto" porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o "poder midiático".

Este vídeo foi postado originalmente com o nome "Levante a Sua Voz". Eis o crédito do mesmo:

Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá