quinta-feira, 23 de maio de 2013

SÍRIA E LÍBANO


O fogo amigo dos sionistas brasileiros
Raul Longo

O que me escandaliza não é o Rui Mesquita -- que já foi. Atrasado, mas foi! -- ser judeu. Bob Civita é outro judeu e isso não me escandaliza em nada.

Não me escandalizam porque sei que apesar do trabalho conjunto entre judeus sionistas e os nazistas na II Guerra, nem todos os socialistas judeus foram exterminados e ainda tem muitos bons judeus espalhados pelo mundo para um dia se libertar o povo de Israel dos criminosos nazi-sionistas.

Também não me escandaliza os retardatários Rui e Robert serem sionistas. Pelo mundo afora os sionistas são mesmo os maiores detentores dos meios de condicionamento de massas. Judeu libertário dono de empresa de comunicação de verdade, se que existe, é raríssimo. Com perdão à má memória o Roberto Marinho, por exemplo, era judeu. Dizia-se católico, mas na hora de reportar os crimes nazistas do Estado de Israel contra os palestinos e árabes em geral se revelava sionista dos mais sinistros.

Católico para disfarçar a origem judaica ou por real conversão, também pouco importa, pois judeu não é etnia nem nacionalidade. É religião. A etnia é semita, como a de qualquer palestino e de todo o povo árabe, incluindo os hebreus. Já que foi forjado um país chamado Estado de Israel, digamos que Roberto Marinho era um descendente de israelitas que se dizia católico, mas pelos veículos de suas empresas de condicionamento de massas se assumia um autêntico sionista, com todas as mentiras e deturpações da realidade dos fatos, comuns ao sionismo.

Isso de alguém se assumir sionista deveria ser execrável, já que sionista e nazista são sinônimos com nacionalidades diferentes. Nazistas eram os sionistas alemães e sionistas são os nazistas israelitas que dizem seguir a fé judaica. Mas em Israel mesmo há muito rabino que contesta e diz que todo sionista é tão infernal e nocivo aos judeus quando foram os nazistas.

Então não é por acaso que os donos dos maiores conglomerados condicionamento de massas do Brasil: Organizações Globo, Editora Abril e O Estado de São Paulo apoiavam a Ditadura Militar, de franca orientação nazista.

Só aqui no Brasil é que se faz de conta que a Ditadura Militar não foi nazista, pois o resto do mundo inteiro reconhece e a Argentina assume que a ditadura militar lá deles foi nazista. Ainda agora, com a outra retardatária da Thatcher, um amigo inglês lamentou os bombardeios que seu país sofreu na II Guerra Mundial para depois vir a ser governado por uma nazista. E confirmou: “Tão nazista que era amiga do Pinochet”.

De fato, Pinochet negou a extradição de Walter Rauff que executava judeus através de uma frota de 20 caminhões de caçambas fechadas com pouco menos de 2 metros de largura por 6 de comprimento, conectadas ao cano de escape dos veículos para asfixia por gás. Requisitado para julgamento por crime contra a humanidade, Pinochet negou sua extradição.

Rauff também foi usado para espionar Fidel Castro, conforme noticiado pela revista alemã Der Spiegel. Em contrapartida o nazista Pinochet foi protegido pela inglesa Thatcher, também amiga dos sionistas que apoiaram todas as ditaduras nazistas da América Latina, inclusive a do Brasil que através dos Mesquitas, Marinhos e Civitas foi condicionada ao povo brasileiro.

Isso de que O Estado e o Jornal da Tarde tinham de substituir matérias por receitas e versões de Camões é balela. O Otávio Frias fazia a mesma coisa contratando colunistas e até editores de esquerda como o Abramo e o Amâncio, enquanto publicava foto e notícia de morto em resistência à prisão que só morreria dias depois, nas celas do DOI CODI.

Frias e Mesquitas conquistavam leitores passando por críticos de seus aliados da ditadura, mas nunca sofreram os mesmos atentados, sanções financeiras e pressões experimentadas pelos que eles mesmos chamavam de imprensa marginal: Pasquim. Ex, Movimento, Opinião, etc.

Portanto nenhum escândalo em a Veja, o Estadão ou o Jornal da Tarde e o jornal ou a TV Globo sempre denegrirem árabes e apoiarem o estado nazi-sionista de Israel, o que está muito claro na diferenciação que fazem ao noticiar alguma ação palestina contra Israel, sempre indicando como de autoria de extremistas, fundamentalistas ou terroristas; e quando contra um governo antissionista como foi o de Kadafi se referirem a heroicos rebeldes.

Jamais apontarão os grupos que atacam o governo da Síria como um exército de mercenários. Para os sionistas da Globo, do O Estado de São Paulo ou da Editora Abril não passam de rebeldes.

E tome pau no Egito, na Líbia, no Iraque, na Palestina, na Síria ou no Líbano.

Tudo muito normal, compreensível. Hitler e Goebbels usaram das mesmas mentiras e condicionamentos contra os judeus socialistas e já com apoio dos sionistas como o Rui Mesquita que morreu e o Robert Civita que segundo as notícias está muito mal.

O que não consigo compreender é por que esses sionistas não foram para o Hospital Albert Einstein. Einstein também era antissionista e foi contra a criação do Estado de Israel, mas se o Hospital é de judeu e considerado uma referência nacional, por que quando mal de saúde o Rui e o Bob vão para o Sírio-libanês?
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