sexta-feira, 14 de novembro de 2014

"MAXPARK"---MOSCOU, 13/11/2014

COMEÇA A GUERRA TOTAL CONTRA O BRICS.

Tradução do russo: Giovanni G. Vieira

Preparem-se, pois já está desencadeada a guerra de informação contra a Rússia, destinada a propagar-se ao Brasil (já aportou em nossas paragens tropicais bem antes da reeleição da presidente Dilma Rousseff, com campanhas descabidas e ridículas, porém insidiosas com pedido de "impeachment" da presidente --- tudo muito bem orquestrado com bilhões de dólares da CIA, Departamento de Estado de Uncle Sam "tio Sam", multi/transnacionais e da alienígena, corrupta, dissoluta, cínica e hipócrita "elite" burguesa do Brasil, nota do tradutor). 

Brasil, Rússia, China, África do Sul e India, como bem sabemos, são países do grupo de nações em desenvolvimento, o BRICS, que estão provocando extremo alarme em Washington e seu "think Tank" em razão do grupo encarnar um esforço concertado e concentrado do Sul Global por um mundo multipolar.

O BRICS é tido por Washington a principal ameaça, o principal obstáculo ao domínio imperialista norte-americano sobre o mundo. (Nota do tradutor).

A situação atual mostra que há tentativas sérias de pressão não só contra a Rússia, mas também contra os demais países do BRICS, com destaque contra o Brasil, onde a direita ensandecida já ensaia os primeiros passos para o desfile do bloco "galinhas-verdes"(fascistas). (Nota do tradutor).

A demonização da Rússia e do Presidente, Vladímir Putin, aumenta rapidamente junto com as sanções e a comparação ridícula de Putin como um "novo Hitler", além da ressurreição da "Guerra Fria".

No caso do Brasil, a guerra de informação, diz o articulista do Maxpark, começou antes da reeleição da presidete Dilma Roussef. Wall Street e as "elites" compradoras locais estão fazendo todo o possível para minar a economia do Brasil, que eles definem como "controlada pelo Estado". Dilma é demonizada pessoalmente. O mesmo já acontece com a China devido sua posição "agressiva" no Mar do Sul da China, em Hong Kong ou no Tibet. Há sanções contra a India pela Caximira.

O Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS será uma realidade em 2015, o que já desperta a fúria de Washington.

Uma equipe de técnicos russos está preparando um relatório do BRICS, que deve ser discutido exaustivamente durante uma semana , em Pequin, na cimeira da APTEC.

A queda dos preços do petróleo bruto em um dólar por barril, vai fazer com que a principal empresa brasileira --"PETROBRÁS" --perca cerca de 14 bilhões de dólares por ano, prejudicando a expansão da empresa a longo prazo.

O Irã não faz parte do BRICS, mas compartilha da política do grupo por um mundo multipolar. Para equilibrar seu orçamento o Irã precisa do petróleo ao preço de 136 dólares o barril. O Acordo Nuclear com o P5+1, que deverá ser concluído até 24 de novembro próximo, pode levar ao alívio das sanções contra o país -- pelo menos na Europa -- e permitir que o Irã possa aumentar as exportações de petróleo.

A moeda americana e a chinesa estão praticamente ligadas. Quando o dólar sobe, o mesmo não acontece com o yen. Com isso sofre a economia chinesa. Pequim está preocupado com o fato da produção chinesa se tornar muito cara em uma série de mercados, em que as margens de lucro já são muito pequenas.

Então, aqui está o que vai acontecer -- o Banco Central da China estabelecerá uma queda controlada do yen --e, ao mesmo tempo, desenvolverá mecanismos para lidar com a saída de dinheiro "quente", especialmente em Hong Kong. A China pode ficar relativamente invulnerável ao fim da flexibilização quantitativa. Mas todos na Ásia se lembram da crise financeira de 1997, que se converteu na crise de 1998 na Rússia. A única vitória foi, então, dos interesses corporativos dos Estados Unidos e a hegemonia de Washington.

Não há absolutamente nenhuma evidência de que Washington esteja disposto a sequer discutir a possibilidade de modificar o atual sistema mundial em direção a um governo mais democrático, como Immanuel Wellerstein teorizou. Então, o que acontece com o sistema, cada vez mais quebrado, inexoravelmente tendendo a um ponto de ruptura catastrófico?

No final, Wellerstein estava certo: O mundo após a Guerra Fria está condenado a permanecer altamente volátil.
Postar um comentário