segunda-feira, 28 de julho de 2014

O ANÃO DIPLOMÁTICO E OS CORAÇÕES FERIDOS

UM ALERTA AO SOFRIDO POVO JUDEU
Raul Longo
Estranhamente alguém me escreve estimulando ao boicote de consumo do Café 3 Corações, garantindo-o como produção de empresa israelense.
O que estranho não é o convite ao boicote, mas de quem partiu a iniciativa em divulgar a informação acompanhada de comentário com forte cunho antijudaíco, apesar de, sem assumir abertamente, se tratar de um evidente direita. De Pepe Mujica à Fidel Castro, acirrado crítico a todas iniciativas latino-americanas de escape ao controle financeiro e cultural do imperialismo euro-ianque.
Para não dizer pior, um colonizado. Daí nunca o ter imaginado com indisposições ao braço financeiro do capitalismo e resolvi responder à mensagem na tentiva de descobrir a origem da surpreendente aversão. Na mosca! Sem qualquer outra consideração, laconicamente definiu-se na frase: “Hitler estava certo!”
Quanto ao boicote, nada a considerar: passo pra outra marca de café e pronto! Mas essa troca de mensagens me provocou outras preocupações, inclusive por lembrar-me do latente antijudaismo sempre ressurgente em modismos como dos skinhead.
A mais caseira das preocupações a me incomodar o sono foi sobre qual marca de alguma coisa, hoje, será isenta ao sionismo? Se não for da China, o que a eles não pertence direta ou indiretamente? É quase o caso de dizer: “aos judeus o que é dos judeus e quem conseguir conservar a alma alugue-a pro Edir Macedo”.
E ao lembrar do Edir Macedo, recordo também que sua emissora de TV é um dos raros veículos de condicionamento de massas não sionista... No mundo!
Além do Rupert Murdoch, o maior empresário do planeta no setor, aqui no Brasil também são sionistas todos os donos dos grandes veículos de comunicação. Os Frias, da Folha de São Paulo, são a única oligarquia que não é de origem judaíca, embora se comportem tipicamente como sionistas, comprovando o que já concluímos na ditadura militar ao verificar que para ser nazista não é preciso ter nascido na Alemanha. Da mesma forma que nem todos os alemães eram nazistas e que o antisionismo cresce inclusive em Israel, também há sionistas que não são judeus.
No entanto, ainda que anti-semitas, quantos não financiam o sionismo por lhes ser rentável? O clã Bush, por exempo, que no governo dos Estados Unidos tanto apoiou aos sionistas, nos anos 40 perdeu um banco ao ser condenado por traição ao continuar financiando o nazismo apesar da guerra já declarada. E quantos bancos haverão recuperado em suas posteriores associações com os interesses sionistas? Talvez até mais do que nos negócios de petróleo em sociedade com a família do Bin Laden!
O raciocínio é lógico: se os sionistas, que são judeus, ganham muito dinheiro condicionando o próprio povo, porque outros capitalistas haveriam de se deixar levar por preconceitos milenares e abdicar dos interesses imediatos? Afinal, o bom cristão sabe que Deus perdoa tudo... Até aliança com judeus! Sobretudo se rentável!
E se amanhã voltar a ser rentável apoiar programas de extermínio de judeus, já se tem em quem pôr a culpa pelos crimes e genocídios hoje cometidos!
Aparentemente isso não acontecerá tão já, pois ao longo dos séculos os antigos pastores nômades formaram algumas das famílias mais poderosas do planeta. Um poder que superou a todos os preconceitos raciais e políticos, inclusive os dos nazistas!
Evidência que só surpreende aos que nunca se perguntaram por quais razões nenhum Rothschild, apesar de judeus alemães, jamais pisou um campo de  reclusão nazista? Tampouco de onde Hitler tirou dinheiro para formar o mais bem armado exército da época em que a Alemanha se recuperava do fracasso bélico e econômico da 1ª Guerra e a América se afundara no crack da bolsa de Nova Iorque?
Mistério?... Nem tanto! Apenas pra quem ignora quais as únicas corporações que então teriam condições de financiar os delírios nazistas, pois aos cientes da história do sionismo sempre foi muito evidente o motivo de todos os judeus recolhidos aos campos de concentrações e extermínio em maioria serem socialistas. 
Através do tudo que então já possuíam, após a guerra os sionistas poderiam ter investido e construído um mundo mais pacífico, saudável e solidário. Poderiam ter constituído, ali mesmo na Palestina, um estado onde ambos os povos, igualmente semitas, convivessem harmoniosamente como o fizeram durante tantos séculos, repartindo-se como palestinos judeus, palestinos cristãos e palestinos islâmicos.
No entanto, a mesma prepotência sionista que obrigou a imediata migração de centenas de judeus para a Palestina, assim que libertos dos campos de reclusão nazistas, sem qualquer consideração aos rogos dos que desejavam procurar familares perdidos em meio ao caos do holocausto; é hoje a arrogância que se repete na declaração do porta voz da chancelaria do governo sionista, ao classificar o Brasil de anão diplomático pela simples convocação de nosso embaixador para relato exato da situação naquela região.
Desconhecerá, o estado de Israel, procedimentos comuns a todas as nações em situações similares? Faltará àquele governo noção das responsabilidades dos corpos diplomáticos de cada país? Das naturais e necessárias previdências dos governantes?
Ou a pergunta mais exata será: Israel tem condições de se comportar como um estado civilizado ou se trata apenas de um desses estados espúrios, fundados por grupos de mercenários em continentes em fase de desconolização? Israel será mesmo uma excreção político/geográfica conforme o indicavam grandes sábios judeus como Freud e Einsten?
Já que a ONU – Organização das Nações Unidas, não se demonstra capaz de arcar com as responsabilidades para as quais foi criada, tampouco os Estados Unidos como hipotéticos mantenedores de civilizadas relações democráticas entre os povos ocidentais; não será caso de se alertar ao sofrido povo judeu sobre o grande risco a que vem sendo exposto pelo sionismo?
Isso não haverá de ser uma missão de todos aqueles de espírito humanitário, chocados pelo sofrimento do povo judeu ao longo da história?
Afirmações como a de meu correspondente de direita, não serão um preocupante alerta? Certamente aqueles judeus que conhecem a história de seus ancestrais haverão de entender os motivos de minhas preocupações, pois sabem que em toda a longa história de seu povo só houve dois períodos harmoniosos e muito produtivos, que lhes resultaram em aquisição de grandes conhecimentos e aprendizados.
O primeiro foi no chamado Cativeiro da Babilônia quando, em verdade, o que mais fizeram foi colher ensinamentos nas bibliotecas de tábuas de argila das escritas cuneiformes herdadas dos sumérios. Dali seus patriarcas desenvolveram as lendas de suas origens, baseados nas mitologias de civilizações milenarmente anteriores à hébreia. E os modernos sábios judeus têm consciência de que isso de terra prometida ou povo escolhido são fantasias comuns a todos os povos de todos os continentes e etnias. Alguns criaram suas próprias mitologias, outros as adaptaram de povos mais antigos, como fizeram os hebreus que, por sua vez, foram copiados por cristãos e mulçumanos que na Bíblia e no Alcorão transcreveram a mesma mitologia do Torá, em parte retirada da Epopeia de Gilgamesh e outros relatos cuneiformes.
Dali surgiu o judaísmo que originou o cristianismos e o islamismo que em outro profícuo período para as três culturas desenvolveram um dos mais significativos movimentos culturais da história da humanidade: o Moçarábe que na Ibéria não apenas resgatou a cultura clássica censurada pela Igreja e pouco mais tarde influiu para o surgimento do Renascimento em Itália, mas também criou expressões que ainda hoje influenciam modernos artistas contemporâneos

Azulejaria Moçárabe e obra do artista holandês Maurits Escher (1898-1972)
Sábios judeus não terão dúvidas de que mesmo detendo todo o dinheiro do mundo, não haverá mito que sustente um povo, uma cultura ou uma nação que através da arrogância e prepotência estimula o ódio do mundo contra ela própria. O Império Romano, não se sustentou.  Nem o Católico.
Não se sustentaram porque o ódio fomentado para promover a violência da conquista, sempre acabará se voltando contra o conquistador que será derrotado por si próprio como os britânicos foram derrotados por Gandhi, um pacifista, ou se derrotaram na China. Como os Estados Unidos foram derrotados no Vietnam e nada obtiveram de evolução no Iraque ou no Afeganistão.
O ódio nunca promove evolução. Quando muito poderá promover a compaixão como do ódio nazista surgiu a compaixão que hoje desculpa os sanguinários sionistas perante o mundo, mas até quando? Até quando um ódio jusfitificará outro? Até quando um engodo será usado para enganar outros sobre engodo igual?
Esses judeus que realmente conhecem a história do próprio povo sabem o quanto essa complacência é efêmera e a que interesses corresponde. Sabem que a qualquer momento a situação pode ser revertida e sabem contra quem se reverterá.
Sabem que o controle do sistema econômico construído ao longo da Idade Média pelos judeus e que na oportunidade surgida com a Revolução Industrial promoveu o desenvolvimento da elite burguesa em substituição à decandente aristocracia, substituta da nobreza excecrada na Revolução Francesa, foi uma evolução como apontou um de seus sábios. Mas também sabem que o capitalismo por eles criado também compreende contradições que um dia o tornarão tão débil e falível quanto o feudalismo que substituiu a monarquia aos moldes da antiguidade.
Sabem, esses que anotam os anais milenares da história do povo judeu, onde sempre aperta o garrote da história e estala a volta da chibata do ódio. Sabem que se hoje a condição econômica do mundo lhes garante poder sobre nações poderosas, também hoje o poder dessas nações oscila na crise financeira internacional.
A imprevissibilidade de até quando a população dos Estados Unidos e Europa sustentará os prejuízos da irresponsabilidade neoliberal, torna a condição do sionismo e de todo o povo de crença judaíca bastante tênue, débil e arriscada. Mesmo sendo injusto responsabilizar os judeus pelo desastre financeiro global do neoliberalismo, apenas porque seu ideólogo Milton Friedman era judeu de origem, ou somente porque as instituições financeiras que mais se beneficiaram com a aplicação do golpe neoliberalista no mercado mundial são de associonistas judeus; o estado de Israel deveria usar de sutileza acima da tão baixa estatura diplomática de seu porta-voz..
Onde andará a sabedoria daqueles judeus capazes de aprender com a própria história? Aqueles não se iludirão com a hipocrisia da aparente tolerância e boa disposição mundial aos desmandos e crueldades sionistas, pois há muito já sabem quão fácil é lavar as mãos e empurrar a culpa e a cruz para os judeus em cada canto do mundo.
E também sabem que quando ocorrer uma inversão de poderes e forças, os arrogantes sionistas se asilarão, construirão novas alianças e se sujeitarão a novos desígnos. Se necessário, a novos deuses! Foi assim quando fugiram da inquisição na Espanha, chamados por seus ricos patrícios amigos do rei de Portugal. E depois de espoliá-los, venderam seus filhos como escravos para colonizar São Tomé e Princípe (Golfo da Guiné). Então fugiram abandonando-os para serem obrigados a renunciar a própria fé tornando-se cristão novos e ainda assim trucidados no Program de Lisboa em 3 dias e noites de assassínios e orgias de sangue e estupros.
Os sábios judeus sabem que o Bezerro de Ouro e a Arca da Aliança são símbolos míticos que comprovam não haver realidade imutável. A evolução é uma realidade e nenhuma involução jamais será eterna. E o ódio jamais promoverá evolução alguma, sempre se voltando contra os que o promovem.
O Império Japonês demorou a enxergar essa evidência, mas depois que passou a respeitar seus vizinhos chineses e a cooperar com seus vizinhos coreanos, se tornou uma das nações mais ricas do planeta, apesar de ser um arquipélago subdividido em 6.852 pequenas ilhas vulcânicas.
Como que justificar o ódio sionista? Os massacres das crianças de Gaza? Pelos foguetes do Hamas? Na Faixa de Gaza se concentram quase 2 milhões de pessoas em 365 km2. Na ilha de Santa Catarina a ocupação se dá em 424 km2 por pouco mais de 300 mil pessoas e os pescadores adentram o mar até onde desejarem. Única fonte de alimentos para a população de Gaza, o mar também lhes é exíguo pela marinha sionista que impede saída ou aproximação além dos limites impostos por Israel.
E Israel também controla a distância do muro que isola a população de Gaza da fronteira com o Egito que, por sua vez, instala redes de obstrução de até 18 metros de profundidade para inviabilizar os tunéis palestinos, uma tentativa subterrânea de obter recursos importados: alimentos, vestuário, remédios, etc..
Em 1998 foi inaugurado em Gaza o Aeroporto Internacional Yasser Arafat. Bloqueado por Israel em 2000 e de pista destruída pelas forças armadas sionistas em 2001, ao silêncio da ONU e com o apoio da chamada “democracia” estadunidense Gaza foi transformada no maior campo de concentração do mundo!
E como não reagiriam? Não houveram judeus resistentes e combativos que reagiram às limitações impostas pelos nazistas ao Gueto de Varsóvia?
Como justificar a expansão da ocupação da Palestina desde 1947, dizendo-se atacados pelos países árabes vizinhos logo após a saída das forças britânicas do território?
Como não seriam atacados se em 1946, liderados por Menachem Begin, os sionistas  explodiram o Hotel King David que sediava o quartel general e o governo civil de seus aliados britânicos? Por mera impaciência às recomendações do governo britânico para se aguardar mais propício momento para definição de ocupação do território palestino, o atentado terrorista de Begin matou 28 de seus aliados ingleses, 17 judeus e 41 árabes. A maioria dos mortos integravam as delegações diplomáticas que Begin também considerou anãs. Mesmo assim, em 1977 Bein foi eleito primeiro-ministro de Israel, cargo que ocupou até 1983.
Hotel King David após atentado do terrorismo sionista em 1946. Total de mortos: 91, entre diplomatas, militares, hóspedes e funcionários do hotel. Em 2006 o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu presidiu um grande evento comemorativo ao aniversário de 60 anos do ato terrorista.
Esse ato sionista foi o precursor do terrorismo na região e se não há como justificar o ódio palestino pelo ódio judeu, muito menos o inverso. Mas não é o ódio de palestinos a judeus o que mais preocupa e sim o do resto do mundo.
Preocupa a todos que saibam o quanto judeus já sofreram ao longo da história e se pode prever que mercenários sionistas promoverão a continuidade desses sofrimentos ao futuro desse povo. Previsão que se evidencia nas notícias das manifestações de repúdio ao massacre de Gaza em todas as grandes cidades do mundo. 
E quando essas multidões que protestam contra a morte das crianças palestinas, se aperceberem que elas próprias financiam esse massacre não apenas em cada café que tomam, mas também a cada sanduíche que comem? A cada lâmpada que acendem? A cada ligar de TV? A cada jornal ou revista que compram? A cada juros no pagamento da prestação! A cada depósito bancário!
Goebbels precisou repetir mil vezes a mentira de que os judeus seriam responsáveis pelas dificuldades financeiras da população germânica do pós Primeira Guerra, mas a verdade não terá de ser repetida tantas vezes. O que ontem foi uma mentira hoje é uma evidência e também se faz evidente que são os que criaram a atual crise financeira, através de suas instituições securitárias, seus bancos, seus créditos podres.  Quem são esses que manipulam o grande capital? O grosso da grana do mundo acessada pelas grandes corporações sionistas e, como sionistas, consequentemente de judeus. Mas saberão as multidões distinguir judeus de sionistas?
O nanismo diplomático talvez impeça que de dentro de Israel se enxergue a realidade das colônias judaicas espalhadas pelo mundo, mas os judeus que vivem próximos de tantos corações feridos pela arrogante desumanidade dos sionistas, urgentemente precisam começar a se manifestar.
Não apenas no Brasil, mas em todo o mundo precisam se manifestar pela própria segurança, pois se continuarem tão omissos aos massacres de Gaza acabarão sendo confundidos até por ser filhos que amanhã poderão cobrar-lhes como muitos alemães hoje cobram, duramente, a omissão de seus pais e avós aos campos nazistas de extermínio. Não tão grandes nem tão populosos como Gaza, mas muito similares.
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