sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Síntese da MIDIA IMPRESSA

Temporais/ “país sem planos” – Globo diz na manchete que “País continua sem planos para enfrentar temporais”. Informa que o Ministério da Integração Nacional identificou 251 municípios onde há áreas com risco elevado de desastres provocados pelas chuvas de verão, que ontem castigaram São Paulo e Belo Horizonte. Segundo o jornal, do total das cidades, apenas 56 já foram mapeadas para identificar bairros vulneráveis e remover moradores. O ministro Fernando Bezerra admitiu a demora e disse que só conseguirá ter informação de todas até 2014. “O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, reconheceu que o governo não será capaz de impedir “mortes por causa das chuvas neste e nos próximos verões” [fala repetida em destaque em negrito na capa]. Globo mostra foto da avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte, tomada pelas águas. Na foto-legenda “Por água abaixo”, Folha mostra moradora de São Caetano do Sul chorando diante de móveis que foram salvos de casa atingida por córrego que transbordou.

Iraque/fim da guerra – Folha e Estado manchetam fim do conflito. Folha, em “EUA selam saída oficial do Iraque”, informa que cerimônia militar sóbria em Bagdá selou o fim da Guerra do Iraque, 8 anos, 8 meses, 26 dias e pelo menos 119 mil mortos depois de as primeiras bombas caírem sobre a cidade. Registra que na solenidade de 45 minutos no aeroporto da capital iraquiana ontem, as bandeiras dos EUA foram descidas e empacotadas [foto do alto] na presença do secretário da Defesa, Leon Panetta. Relata que nenhum dirigente iraquiano compareceu à cerimônia. "Após muito sangue de iraquianos e de americanos ter sido derramado, a missão por um Iraque capaz de se governar e de se manter seguro sozinho virou realidade", afirmou Panetta, que agradeceu a 1,5 milhão de soldados dos EUA que serviram no país. Estadão, em “EUA encerram Guerra do Iraque sem citar 'vitória'”, refere-se ao conflito como “o mais controverso envolvendo os EUA desde o Vietnã”. Anota que a Casa Branca evitou usar a palavra "vitória". Destaca em foto do alto de militares embarcando em Bagdá. Correio registra notícia no pé da capa.

Aeroportos/leilões – Folha destaca na capa que “Concessão de aeroportos vai exigir atuação de estrangeiros”. Jornal noticia que o governo criou modelo para a concessão dos aeroportos de Cumbica, Brasília e Viracopos que obrigará a entrada de estrangeiros, uma vez que os consórcios precisarão ter ao menos 5% de operador com experiência de cinco anos em terminais com 5 milhões de passageiros por ano. Informa que o valor mínimo de outorga para Cumbica, Viracopos e Brasília subiu de R$2,9 bilhões para R$5,5 bilhões e que o leilão será em 6 de fevereiro. Globo explica que a necessidade de constituir grupos com participação internacional ocorre porque a agência exige que os consórcios tenham participação mínima de 5% de um operador que comprove experiência de gestão de aeroportos com movimento de pelo menos 5 milhões de passageiros ao ano por um período mínimo de cinco anos. No Brasil, somente a Infraero tem aeroportos com essa capacidade operacional e o edital já exige que a estatal detenha 49% de participação dos três consórcios. Globo também destaca assunto na capa em “Governo sobe lance mínimo para aeroporto”. E Correio, que regionaliza enfoque: “Aeroporto JK será privatizado em fevereiro”. Brasil Econômico noticia na capa que “Leilão de aeroportos vai render R$ 5,4 bi”. Estado, internamente, informa que, até a Copa, aeroportos receberão R$ 2,9 bilhões” dos futuros concessionários.

Fiemg sobre Pimentel/“Deixa eu pensar um pouquinho” – Globo, em “'Deixa eu pensar um pouquinho e responder'”, destaca na capa fala do presidente da Fiemg, Olavo Machado, sobre palestras que ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, teria dado para a entidade em 2009 e 2010, ao ser “confrontado [Machado] com o fato de dirigentes da Fiemg terem desmentido” que houve a atividade. Relata que Pimentel, que foi a Suíça, para encontro da OMC, não participou dos principais eventos e voltou ao Brasil. Globo recapitula que, segundo o ex-presidente da Fiemg Robson Andrade, Pimentel teria participado de eventos nas 10 regionais. “Ainda não tive tempo de ler os jornais hoje. É um assunto polêmico, deixa eu pensar um pouquinho como é que estão as coisas que eu volto a responder”, disse o presidente da entidade, segundo o jornal. Machado disse que se pronunciaria até o fim da tarde por e-mail. A negativa de esclarecimentos saiu em formato de nota oficial: "Com relação a este assunto, não temos mais informações a prestar”. Globo registra que, no almoço, Machado declarara que achava que a mídia estaria sendo injusta com as reportagens sobre a consultoria de R$1 milhão paga pela Fiemg a Pimentel, em 2009. Assunto volta à capa do Estadão, que informa que “Pimentel, na Suiça, falta a reunião da OMC”. Na capa diz que “surgiram mais suspeitas contra ele de tráfico de influência”. Internamente, jornal afirma que Pimentel simplesmente não apareceu na abertura do evento da OMC e não participou de outra reunião em que era aguardado, com países emergentes. “Flagrado pelo Estado no aeroporto de Genebra ao deixar o país, Pimentel recusou-se a dar explicações sobre as conflitantes versões dos serviços de consultoria prestados à Fiemg por sua empresa, a P-21”. Estado cita reportagem do Globo de ontem, sobre unidades regionais da Fiemg desconhecerem palestras do ministro do Desenvolvimento. Em Genebra, segundo o Estado, Pimentel disse que “Eu não falo sobre isso. Tudo o que tinha para falar já falei". Relata que, segundo a assessoria dele, o ministro havia se referido a atividades de consultoria para a Fiemg, e não a palestras. Estado registra ainda um diálogo final no aeroporto, antes de embarcar de volta ao Brasil: "‘No more’ (não mais). Esse assunto já não é mais comigo. Agora estou voltando para o Brasil, tenho que trabalhar, queridos". Folha, internamente, registra que “Pimentel e federação evitam falar sobre 'palestras-fantasmas'”.

IBGE/recalcular royalties – Valor da manchete para “IBGE refaz cálculos e pode mudar royalties do petróleo”. Notícia é que o IBGE vai começar no próximo ano a estudar alternativas para refazer cálculos para tratar de um dos temas mais polêmicos entre Estados e municípios brasileiros: os limites utilizados para definir quem tem ou não direito às receitas dos royalties da produção de petróleo e gás. A amazonense Wasmália Bivar, primeira mulher a presidir o órgão responsável pelo cálculo das estatísticas oficiais do país, disse que em 2012 o instituto vai procurar alternativas para, com base nos avanços tecnológicos, refazer os "procedimentos" que desde 1986 definem a repartição dos royalties. “O que pretendemos é começar, no próximo ano, a analisar alternativas, que certamente existem, aos procedimentos adotados em 1986".

SP/Comissão da Verdade estadual – Estado, na capa, noticia que “São Paulo cria outra Comissão da Verdade”. Informação é que a Assembleia Legislativa de São Paulo criou ontem a Comissão da Verdade do Estado, para investigar crimes de violação de direitos humanos no território paulista entre 1964 e 1982. O projeto é do petista Adriano Diogo, perseguido na ditadura. Estado diz que “órgão segue na contramão da Comissão Nacional da Verdade. Enquanto na federal, tentou-se evitar a politização na escolha dos integrantes, a estadual será composta só por deputados”. Voos da morte – Globo, na capa, noticia que “Argentina obtém fotos de voos da morte”. Informa que a justiça daquele país obteve um relatório confidencial da OEA com 130 fotos de cadávares encontrados no litoral uruguaio de pessoas atiradas ao mar durante ditadura militar.

Fumo em lugar fechado/proibido – Folha informa na primeira página que “Dilma sanciona lei que proíbe fumo em lugar fechado no país”. Notícia é que, após sanção da presidenta, já entrou em vigor a lei nacional que proíbe fumar em recinto coletivo fechado, público ou privado, incluindo fumódromos. O texto também limita a publicidade nos pontos de venda. Explica que, por falta de regulamentação, ainda não estão definidas as punições em caso de infração. O Ministério da Saúde pretende detalhar a lei até março.

Dólar/leilão/banda? – Correio, na capa, informa que “BC faz leilão para evitar falta de dólar”. Reporta que, num tipo de intervenção que não fazia desde abril de 2009, o Banco Central tentou por duas vezes vender a moeda americana, mas não aceitou nenhuma proposta. Correio relata que, para operadores do segmento, a autoridade monetária deu, mesmo de maneira velada, um forte sinal de que os investidores não estão livres "para operar para o lado que bem entenderem". Além disso, prossegue, “deixou a impressão de que há um limite extraoficial para a cotação, entre R$ 1,70 e R$ 1,90, apesar das negativas oficiais de que a equipe econômica tenha uma banda de flutuação em mente”.

Judiciário/reajuste – Correio informa na capa que “Senado prevê reajuste de 5% ao Judiciário”. Informa que Plano Plurianual 2012/15 aprovado na Comissão Mista de Orçamento abriu uma brecha para que as contas públicas do próximo ano comportem reajustes para categorias do funcionalismo público, especialmente para os servidores do Judiciário, que travam guerra com o governo por aumento salarial. Diz que o relatório do senador Walter Pinheiro (PT-BA) indica que há receitas para absorver despesas em vários programas. Somente o de Controle da Atuação Administrativa e Financeira no Poder Judiciário tem R$ 939 milhões reservados até 2015. Do montante, R$ 209 milhões estão previstos já para 2012 e uma média de R$ 240 milhões para os anos de 2013, 2014 e 2015, indicando crescimento dos gastos. O aumento de 5,2% para os servidores do Judiciário significaria R$ 1 bilhão. Nota de abertura em Panorama Político, do Globo, “O governo levou”. Estado, internamente, destaca que “Dilma resiste a lobby por aumento do Judiciário e compra briga com PMDB”. Segundo o jornal, presidenta prefere adiar votação do Orçamento Geral da União a conceder reajuste para magistrados; diz também que PMDB, que conseguiu que STF confirmasse posse de Jader Barbalho, defende juízes.

ICMS/custo da mudança – Valor, na capa, anuncia que “Troca do ICMS terá custo moderado para a União”. Informa que a mudança na tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), da origem para o destino, vai custar à União, na hipótese menos favorável, de R$ 45,6 bilhões a R$ 84,2 bilhões, dependendo do prazo de transição, segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que foi apresentado ontem aos secretários estaduais de Fazenda, em São Paulo.

Brasil/milionários dobrarão até 2016 – Valor, na capa, informa que “Número de milionários no Brasil vai dobrar até 2016”. Notícia é que o mercado de "private banking" brasileiro caminha para alcançar R$ 1 trilhão em 2016, mais que o dobro dos R$ 430 bilhões atuais, projeta Marco Abrahão, da área de gestão de fortunas do Credit Suisse Hedging-Griffo, a partir dos dados da última pesquisa divulgada no relatório Global Wealth Report, do CSHG.

Kassab/aluguel suspeito – Estado, na capa, informa que “Kassab suspende contrato para aluguel de tablet”. Reporta que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) mandou suspender o aluguel de 10.041 tablets para profissionais da administração pública. O Estado revelou, na edição de ontem, que o aluguel dos aparelhos por três anos custaria R$ 138,9 milhões, cinco vezes mais do que o valor de compra do tablet mais caro disponível no mercado. Além disso, o dono da empresa contratada foi condenado por fraudes em contratos de inspeção veicular e está foragido da Justiça. "Pedi que seja apurado e esclarecido para a opinião pública", disse o prefeito.

Cristina x jornais – Folha, na capa, noticia que “Câmara argentina dá ao governo poder sobre papel-jornal”. Informa que a Câmara dos Deputados argentina aprovou ontem, por 134 votos a favor, 92 contra e 13 abstenções o projeto do governo federal que declara o papel-jornal um bem de interesse público. Segundo a Folha, o Senado já começaria a tratar do tema em comissões ontem à noite, e espera-se a aprovação nesse plenário até hoje. Para virar lei, terá depois de passar apenas pela presidente Cristina Kirchner. A lei permitirá ao Estado regular a produção e a comercialização do papel-jornal em todo o país. Globo acompanha edição e noticia na capa que “Cristina aprova lei contra jornais”.

DF/91 PMs rebaixados – Correio dá de manchete que “Justiça rebaixa 91 PMs promovidos por Rosso”. Informa que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios cassou liminar que amparava a promoção de policiais militares pelo ex-governador Rogério Rosso aos cargos de tenente-coronel e coronel. Eles podem ter de devolver o dinheiro recebido desde a promoção, concedida no fim do ano passado. Jornal explica que número de promoções foi exagerado e não levou em conta que, além de antiguidade e merecimento, é preciso que haja vaga disponível para a promoção da patente.

João Dias/barrado – Correio informa que, oito dias após ser detido, o policial militar João Dias acabou impedido de entrar no Palácio do Buriti. Ele tentou marcar uma audiência com o governador Agnelo Queiroz, na tarde de ontem, mas recebeu a ordem de um major para que o acompanhasse até o 3º Batalhão da Polícia Militar (Asa Norte). O soldado foi liberado três horas depois, após a chegada de advogados.

AGU/ “Refis dos corruptos” – Brasil Econômico destaca como manchete que “Dinheiro de corrupção volta para o governo em suaves prestações”. Informa que a Advocacia Geral da União decidiu parcelar os montantes que devem ser devolvidos aos cofres públicos em ações contra o desvio de verbas. Numa “espécie de Refis dos corruptos, os prazos chegam a 60 meses. Informa o jornal que, só em 2011, cerca de 2,3 mil ações foram ajuizadas para reaver mais de R$ 2 bilhões.

Bachelet/ “invisibilidade” da mulher – Sob o título “ ‘Mulheres são vítimas de uma invisibilidade'” – declaração de Michelle Bachelet –, Globo entrevista a diretora da ONU e ex-presidente do Chile, que ressalta que o sexo feminino é alvo de 80% do tráfico de pessoas no mundo. Na conversa, ela falou sobre o complexo tema da mulher com teses e números na cabeça. Entre os fatos citados, destacou que, por ano, três milhões de meninas estão sob risco de mutilação genital; Brasil tem apenas 8% de mulheres na Câmara e a crise econômica afeta mais as mulheres.
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