quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Síntese da MIDIA IMPRESSA

Líbia – Situação política do país continua nas manchetes dos jornalões. Folha destaca que “Rebeldes oferecem prêmio por ditador vivo ou até morto”. Informa que o presidente do Conselho Nacional de Transição, Abdel Jalil, anunciou que qualquer pessoa do círculo de Kadafi que o mate ou capture receberá "anistia total" de crimes cometidos durante o regime, além de recompensa de R$ 2,5 milhões. A frente de oposição diz ter o controle de 80% de Trípoli, que ainda registra fortes confrontos. Enquadramento dado pelo Estadão é que “Chanceler de Kadafi admite derrota, mas conflito continua”. Relata que o chanceler Abdul Ati al-Obeidi admitiu ontem que o regime instalado há 42 anos na Líbia caiu diante da ofensiva rebelde. As declarações foram feitas horas após a tomada de Bab al-Azizia, o quartel-general do regime em Trípoli. Segundo o chanceler, os ministros perderam o contato entre si, o que demonstra a dissolução da administração. Combatentes rebeldes, brigadas e mercenários leais ao ditador, no entanto, travavam ontem intensas batalhas na disputa pelo controle de pontos estratégicos da capital Líbia. Estado lembra que o ditador continua desaparecido e cita a recompensa. Em outra chamada de capa, Estado destaca que “Brasil vai discutir transição” em conferência organizada por França e da Grã-Bretanha no dia 1º, em Paris. Manchete do Globo é que “Rebeldes ainda combatem, mas já prometem eleições”.

Microcrédito – Folha registra na capa que “Até 2013, Planalto vai destinar R$ 850 mil para microcrédito”. Informa que, “na tentativa de se antecipar à queda no crescimento econômico nos próximos anos, reflexo da crise financeira internacional”, o governo anunciou que está disposto a gastar cerca de R$ 850 milhões do Orçamento com subsídios ao crédito para baixa renda até 2013.
Enfatiza que, como na crise de 2008, os bancos oficiais serão o principal instrumento para garantir os empréstimos para essa parcela da população e assegurar a renda, o emprego e o consumo. Explica que o Tesouro Nacional entrará com dinheiro para reduzir os juros cobrados nas operações, que cairão de 60% ao ano para 8% anuais. Os bancos do Brasil , da Amazônia e do Nordeste, além da Caixa Econômica Federal, terão metas para concessão dos financiamentos, de até R$ 15 mil.
Anota que o foco são trabalhadores formais e informais e microempreendedores que faturam até R$ 120 mil ao ano. Anota também que o programa já existia, “mas foi repaginado com foco nas operações voltadas aos pequenos negócios, mudou de nome para Crescer e foi relançado pela presidente Dilma Rousseff”. Valor e Brasil Econômico acompanham nos registros. Valor, internamente, informa que “Banco privado deve demorar a entrar no programa”. Cheque especial – Correio, em “O pesadelo do cheque especial”, informa que os juros dessa modalidade de empréstimo são os mais altos do crédito no país, com média de 188% ao ano. É o maior índice em 12 anos. BTG – Brasil Econômico dá segundo destaque de capa para “BTG negocia fusão para ser o maior da América Latina”. Notícia é que o brasileiro negocia com o grupo chileno Celfin para se tornar a maior instituição de investimentos da região.

Dilma/“faxina”/Forbes – Globo destaca no alto, em “Isso não é Roma antiga, diz Dilma”, declaração da presidenta sobre o processo de “faxina” no governo. Chamada é aberta com a notícia da classificação como terceira mulher mais poderosa do mundo no ranking da revista "Forbes" – atrás de Angela Merkel, chanceler alemã, e de Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA. Em seguida relata que Dilma disse que a faxina ética não é meta de seu governo, mas sim a faxina contra a pobreza. E que não quer ranking de demissões. "Isso não é de fato Roma antiga", afirmou. Correio e Brasil Econômico também noticiam título da Forbes na capa. Demais jornais dão registro interno. Editorial da Folha “Faxina e sangue” afirma que, “enquanto o mal-estar na base de apoio persiste, presidente tenta controlar motins com mensagem, lamentável, de que demissões acabaram”. Estado, internamente, reporta que “Dilma nega ''faxina'', mas promete ''providências''”. Negromonte – Estado, em “Ministro pagou empresa da campanha com verba oficial”, informa na capa que, três dias após as eleições de 2010, o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP) – à época deputado federal que tentava a reeleição –, usou verba da Câmara para ressarcir despesas com empresas de táxi aéreo que prestou serviços à sua campanha. Segundo o jornal, a Aero Star Táxi Aéreo Ltda emitiu dois recibos, de R$ 18.300 e R$ 8.850, para Negromonte, que entregou as notas à Câmara para comprovar a despesa da "cota para exercício da atividade parlamentar". Valor, internamente, diz que “PP contém crise que ameaçava Negromonte”. Painel traz nota de mesmo teor. Folha, em nota, relata que Dilma e o comando do PP avaliaram como desastrosas as declarações em que Negromonte atribui a integrantes da própria bancada as acusações de suposta distribuição de mesada para deputados do partido. Estadão, sobre o ministro, afirma internamente que “Planalto quer evitar nova baixa para preservar governo”. Globo, internamente e no mesmo sentido, “Apesar das ameaças, Negromonte fica no cargo”. Novais – Correio, em “Dinheiro da Copa para entidades sob suspeita”, relata que, investigados pelo Ministério Público Federal, o Instituto Brasileiro de Hospedagem e o Instituto Centro-Brasileiro de Cultura têm convênios de R$ 18,9 milhões para qualificação de trabalhadores. Registra informação da assessoria do ministro Pedro Novais no sentido de que todos os contratos assinados serão revistos. Lupi – Em “'Faxina' contra ministro do Trabalho no Rio”, Globo informa que “baldes e vassouras colocaram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, na mira da faxina” promovida pela presidenta Dilma. Um grupo dissidente do PDT, o Movimento de Resistência Leonel Brizola, fez na tarde de ontem, em frente à Justiça do Trabalho no Centro do Rio, uma faxina simbólica das escadarias do prédio. O ato pedia a saída de Lupi por denúncias de irregularidades no uso da verba do FAT e por acusações de que portaria do ministério permitiu aumento indiscriminado de sindicatos. Bate-boca – Globo dá chamada de capa para bate-boca entre os senadores Humberto Costa, líder do PT, e Mário Couto (PSDB) sobre acusações de corrupção “que começou na tribuna e acabou no cafezinho”.

PT e PMDB/ “mais democráticos” – Valor destaca na capa, em “Ainda falta democracia nos partidos”, que levantamento obtido pelo jornal mostra que PT e PMDB são os partidos com mais democracia interna, por apresentarem as menores taxas de comissões provisórias nos mais de 5 mil municípios onde estão organizados. Explica que as comissões provisórias, que podem ser dissolvidas a qualquer momento, ao menor sinal de rebeldia, “são o principal instrumento de controle de caciques políticos sobre partidos médios e pequenos, independentemente de ideologias”. Informa que, entre os menos democráticos, com até 99% de comissões provisórias, figuram PP, PR e PTB até PDT, PSB e PV. PSDB, DEM e PCdoB estão no bloco intermediário, segundo esse critério. Globo chama na capa que PT e PMDB “obrigaram ontem os deputados João Paulo cunha, réu no mensalão e Eduardo Cunha, alvo de inquérito no STF, a desistir de comandar a comissão sobre mudanças no Código de Processo Civil”. Valor, internamente, “Pacto entre Henrique Alves e Eduardo Cunha revolta PMDB na Câmara” e deputados do partido ameaçam obstruir votações. Valor informa que parlamentares questionam por que o líder na Casa sempre indica Eduardo Cunha “para as melhores funções e relatar os projetos mais importantes, quase sempre aqueles que dão poder de barganha à bancada em relação ao Executivo”. Estadão traz editorial sobre a relação entre presidenta e o PMDB, “A formatura de Dilma”.

Bovespa/sem pânico – em “Maiores lucros da bolsa sobem 40% e somam R$ 83,3 bi”, manchete do Brasil Econômico, informa que ranking das 15 empresas com melhores resultados na Bovespa mostra que pânico dos mercados não tem respaldo no desempenho operacional das companhias.

Jânio/50 anos da renúncia – Folha chama na capa extrato de artigo de Jânio Quadros Neto: “Meu avô pensava que iria voltar mais fortalecido”. Lembra que “hoje é o 50º aniversário da renúncia de meu avô à Presidência. Em 25 de agosto de 1991, ele me disse já no hospital: "A renúncia era para ter sido uma articulação, nunca imaginei que seria executada. Imaginei que voltaria ou permaneceria fortalecido". Economista e mestre em economia, o neto do presidente que renunciou aos sete meses de mandato é coautor do livro "Jânio Quadros: Memorial à História do Brasil".


Brasil/dependência da China – Valor destaca internamente que o Brasil está ajustando "passivamente" sua economia a demandas da China, numa forma crescente de dependência, avalia o banco Nomura, em Nova York, em nota enviada aos clientes. "Vemos a dependência se aprofundar. Para o melhor ou pior, o futuro econômico do Brasil será mais e mais em função de decisões tomadas em Pequim", estima o banco. Brasil/EUA – Também em Valor, matéria interna informa que Brasil deve ser prioridade da política externa, dizem empresários dos EUA. Notícia é que “a influente Câmara de Comércio dos Estados Unidos” pretende comandar o lobby no Congresso americano para acabar com subsídios e taxas que distorcem o comércio do etanol e de outros produtos, como o algodão, informou o vice-presidente da instituição, Myron Brillant.

Gabrielli/alerta – Valor destaca internamente que o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou ontem em audiência pública no Senado que as concessionárias de campo de petróleo recorrerão ao Poder Judiciário se o Congresso Nacional derrubar o veto presidencial à regra de divisão dos royalties proposta pela "Emenda Ibsen". "Se o veto for derrubado, haverá duas judicializações: por parte da União e das concessionárias, que poderão alegar ter feito um contrato que está sendo rompido", disse o executivo da estatal. Uma consequência dessa judicialização seria, segundo Gabrielli, o adiamento das licitações dos campos de pré-sal, "porque não é possível fazer nova licitação sem a definição dessas regras". Panorama Político traz nota sobre isso. Também em Valor, matéria interna sugere que a indefinição sobre a fórmula de partilha de royalties está por trás do atraso na definição da data da 11ª rodada da Agência Nacional do Petróleo.


Mineração – Folha informa internamente que o novo marco regulatório da mineração, em fase de conclusão no governo para ser enviado ao Congresso, vai instituir um novo modelo de outorga de jazidas: a licitação. O objetivo é ter maior controle sobre a exploração de minérios estratégicos à economia. Jornal afirma que veio da própria presidenta Dilma Rousseff a determinação para que a exploração de novas áreas se dê por meio de licitação.

Lula/mulher no TCU – Folha, internamente, em “Lula defende nome de aliada para o TCU”, afirma que o ex-presidente Lula assumiu a campanha para a deputada Ana Arraes (PSB-PE) ocupar a vaga de ministra do TCU. Jornal diz que articulação passa pelo Instituto Cidadania e que ele também tem se reunido quinzenalmente com a presidenta Dilma para discutir política. Relata que, em encontro com parlamentares em BH na última semana, ele pediu votos para a filha de Miguel Arraes e mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Segundo os presentes, ele alegou que o TCU, órgão com o qual teve problemas no passado, precisa de uma mulher.
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