terça-feira, 23 de agosto de 2011

Síntese da MIDIA IMPRESSA

Líbia – Jornalões mantêm cerco a Kadafi em Trípoli nas manchetes. Folha diz que “Rebeldes celebram, mas Gaddafi não se entrega”. Destacam que um dos filhos do ditador reaparece e afirma que pai está em Trípoli com a família. Estado destaca que “Rebeldes consolidam posição em Trípoli e Kadafi some”. Estado anota que o presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu dar seu apoio a uma transição "pacífica" no país. Diz que o Brasil aguarda a decisão da Liga Árabe e conversas com os demais países dos Brics para decidir se vai reconhecer os rebeldes como o novo governo líbio. O Itamaraty quer esperar para ver se algumas condições serão cumpridas, como a criação de um governo estável, com algum padrão de democracia. Globo noticia que “Otan e rebeldes caçam Kadafi, que ainda resiste”. Em outra chamada de capa, Globo fala em “O Brasil contra a parede”. Afirma que Brasília deve anunciar esta semana, “após meses de indefinição”, apoio aos rebeldes líbios, motivado pelo reconhecimento de vários países. Correio, em “O tirano que virou fumaça”, destaca o reconhecimento internacional para o Conselho Nacional de Transição. Afirma que “o Brasil, que tinha no então presidente Lula um ferrenho defensor de Kadafi, continuava aguardando “uma definição” do confronto”. Registra declaração do porta-voz do Itamaraty, Tovar da Silva Nunes: “Algumas vozes mundo afora nos sugeriram apoio a uma coalizão de forças, não apenas a um grupo”. Jornais econômicos também trazem registros de capa. Brasil Econômico informa que “Expectativa com novo governo na Líbia provoca queda no preço do petróleo em Londres”. Valor, que “Líbia inspira os avanços contra Assad”, na Síria. Folha traz retranca na capa, “Hesitação de Dilma pode custar caro a empresas do país”, em que força a mão no título a propósito de fala atribuída a porta-voz da petroleira local Agoco sobre a possibilidade de Brasil, Rússia e China ficarem fora dos negócios do país “no novo governo”, ainda uma peça de ficção. Ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia escreve no Estadão que “Brasil acerta com Líbia e erra com Síria”. Editorial da Folha, “O Brasil e a primavera”.

São Gonçalo do Amarante/ágio – Valor e Brasil Econômico dão manchetes para leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN). Valor destaca que “Consórcio com argentino leva aeroporto de RN”. Relata que o consórcio Inframérica, formado pelo grupo Engevix e pela Argentina Corporación América, venceu o leilão de concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Depois de cerca de 90 lances, o consórcio ofereceu R$ 170 milhões pela outorga, com ágio de 228%. Destaca que o desfecho marca a entrada no mercado brasileiro da Corporación América, que controla 33 aeroportos na Argentina, “onde ganhou fama pelas dívidas milionárias, atrasos no pagamento de royalties, descumprimento de cronogramas de obras e duas grandes renegociações de contratos”. Diz que seu principal proprietário, o argentino de origem Armênia Eduardo Eurnekian, faz parte do seleto grupo de “empresários Kirchneristas”. BE, Estado e Globo registram resultado do leilão na capa com a mesma informação de ágio de 228%. BE lembra que a Anac prevê para dezembro a licitação de outros três complexos – Brasília, Guarulhos e Viracopos. Estado ressalta que o grupo vencedor prometeu empenho para concluir a construção do aeroporto antes da Copa de 2014 e já pediu à Anac para antecipar a assinatura do contrato.

“Faxina” – Estado destaca na capa que “Três ministros de Dilma vão se explicar”. Informa que, depois de perder três ministros por suspeita de envolvimento em irregularidades, a presidenta Dilma verá hoje mais três auxiliares darem explicações no Congresso “por supostos desvios de conduta”. Pedro Novais (Turismo), Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Paulo Bernardo (Comunicações) vão enfrentar questionamentos da oposição, “que promete ser dura”. Afirma que parte da base aliada começa a cobrar que a "faxina" de Dilma na administração seja igual para todos os partidos. Globo, na capa, diz que “Dois ministros perdem apoio nos partidos”, referindo-se a Novais e ao titular das Cidades, Mário Negromonte. Por perda de apoio, jornal alude a declarações apoio à “faxina” da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), do partido de Negromonte e de Ricardo Ferraço (PMDB-ES), de Novais. Informa que a audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, marcada para a manhã de hoje, “pretende traçar os primeiros passos para o envolvimento da população na luta contra a corrupção, fornecendo o apoio necessário para que a presidente Dilma Rousseff continue a fazer uma faxina ética no governo”. Relata que se dará encontro entre senadores que lançaram a Frente Suprapartidária de Combate à Corrupção e à Impunidade e segmentos da sociedade civil: OAB, CGU, CNBB, ABI e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), responsável pela Lei da Ficha Limpa. Correio Braziliense chama na capa: “Turismo: ministro vai ao Senado em meio a novas denúncias”. Globo, internamente, diz que “Deputados do PMDB pedem a saída de Novais”. Informa que, “com a bancada rachada, Dilma delega ao vice Michel Temer a decisão sobre o destino do ministro do Turismo”. Globo, internamente, diz que, diante da briga de facções na bancada do PP na Câmara, emissários da presidenta Dilma mandaram um recado a Negromonte: “se ele insistir em se meter na disputa da bancada, poderá perder o cargo. E, se comprovada a denúncia de que ofereceu uma mesada de R$30 mil para deputados do PP, estará fora do governo. O tom do recado, de acordo com o núcleo palaciano, foi de ultimato”. Panorama Político traz nota “Mensalão do PP: Planalto acha grave”, que diz que “o governo Dilma não recebeu bem a tentativa do ministro Negromonte de tentar retomar o controle da bancada do partido na Câmara. A denúncia de mensalão é considerada "grave", de acordo com um integrante da coordenação, e pode comprometer sua permanência no governo, "se for comprovada". Por isso, o que se diz é que "Negromonte vai ficando, por enquanto".” Coluna também anota posição do senador Cristovam Buarque (PDT-DF): "CPI tem momento. Qual esse momento? Ele virá se a presidenta não levar adiante o que ela própria chamou de faxina. Se ela titubear lá, eu não titubearei". Globo, internamente, informa que “Paulo Bernardo diz que só usou jato fretado”. Anota ainda que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também nega ter utilizado avião que não os alugados por sua campanha para o Senado, no ano passado. Estadão, internamente, diz que “Setores do PMDB já rifam Novais e cresce pressão sobre Paulo Bernardo”. Valor, internamente, “PSDB busca unidade para reagir à Dilma”. Arnaldo Jabor, no Globo, “Os ladrões estão indignados com a faxina de Dilma”. Editorial do Estado, “Lambança nos projetos”.

Juíza executada/PM participou – Estadão chama na capa que “PMs tiveram participação na morte de juíza”. Jornal relata que o comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, admitiu a participação de PMs na execução da juíza Patrícia Acioli, no dia 12, depois que exames da Divisão de Homicídios revelaram que pertencem ao paiol da corporação os balas que mataram a magistrada. A Corregedoria da corporação vai apurar o desvio da munição para pistola do mesmo calibre das armas utilizadas no assassinato. O coronel disse que "trabalhava com a possibilidade" de envolvimento de policiais desde o dia do crime e apontou que houve a participação de PMs "no mínimo em alguma fase, da execução até a preparação" do assassinato. Correio, na capa, diz que “Assassinato de juíza perto de ser elucidado”.
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