quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Síntese da MIDIA IMPRESSA


    Jornais destacam nas capas os números do Ideb de 2011. Estado, em manchete, admite avanço tímido enquanto demais dão enquadramentos francamente negativos ao assunto (Folha também em manchete). Mensalão continua no alto da agenda da mídia, com tese de desqualificação da lavagem de dinheiro pelas defesas e início previsto para hoje do voto do relator. Destaques de capa no Globo e Correio para paralisação de Belo Monte pela Justiça. Valor, Estado, Folha e Brasil Econômico trazem chamadas de capa sobre novas concessões que governo anuncia hoje. Greves dos servidores públicos alimentam manchetes do Globo, sobre perdas no comércio exterior, e no Correio, que diz que estão emperradas

Ideb/pouco avanço – Estado diz em manchete que “Educação avança no país, mas aluno aprende pouco”. Destaca que o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado pelo MEC mostra que o Brasil obteve avanços nos primeiros anos do ensino fundamental, mas o ensino médio apresentou piora em oito Estados e no Distrito Federal, apesar de a meta nacional ter sido atingida. Frisa que em outros 12 Estados, a meta não foi alcançada. Aponta que, com o aumento na progressão dos estudantes, houve menos repetência. “Para especialistas, os dados indicam que o Brasil teve avanços muito tímidos e grande parte dos estudantes ainda sai da escola sem aprender o que deveria”. Jornal relata ainda que, no ensino médio da rede particular, 15 Estados e o DF não atingiram a nota mínima e dois terços dos 20 Estados avaliados em 2009 apresentaram queda ou mantiveram a mesma média. Folha também dá manchete ao assunto. Em “Novos dados ruins fazem MEC mudar ensino médio”, diz que o governo federal quer reduzir o número de disciplinas no ensino médio público após a divulgação dos resultados de 2011 do Ideb. Globo destaca na capa que “Devagar, quase parando: Ensino médio avança pouco”. Correio noticia assunto no alto da capa com infográficos, “O ensino médio parou no tempo”. MG/RS – Estado de Minas destaca no alto da capa que “Minas tem o melhor ensino básico do país”. Zero Hora vai na direção contrária, com manchete “RS tem pior resultado em educa;ao no sul do Brasil”. Cotas/universidades – Globo traz internamente que “MEC quer aulas de reforço para cotistas em federais”. Em outra retranca, sobre o assunto, destaca declaração de FHC, que “O risco é de criarmos racismo no Brasil”. Em ainda outra retranca, Globo diz que “Governo tenta impedir que Senado vote investimento de 10% do PIB em educação”.

Mensalão/lavagem desqualificada – Estado destaca na capa que “Defesa tenta desqualificar “lavagem” no mensalão”. Afirma que tentativas de desqualificar o crime de lavagem de dinheiro tomaram conta ontem das sustentações orais de advogados de réus do mensalão no STF. O advogado do ex-ministro Anderson Adauto, acusado de comprar o apoio de deputados do PTB, disse que a denúncia do Ministério Público Federal contra seu cliente não deve dar em nada. Correio noticia na capa que, “Atacado, Gurgel quebra o silêncio”. Informa que na véspera do voto do relator do mensalão, o procurador-geral da República critica advogados dos réus, a quem acusa de grosserias. Jornal diz que Roberto Gurgel descarta pedir a palavra Corte para rebatê-los. Matéria relata ainda que ele considera assunto superado a hipótese de incluir o ex-presidente Lula no processo. Outra retranca interna do Correio registra mesma posição sobre Lula do ministro Marco Aurélio Mello. Ministros/votos – Em outra chamada de capa, Estado noticia que “Ministros apresentam votos”. Informação é que os ministros do STF começam a apresentar hoje mais de mil votos pedindo a condenação ou absolvição de cada um dos 38 réus do processo do mensalão. Globo acompanha em “Relator inicia hoje leitura do voto”. Folha, na capa, reporta que “Ministro do STF ironiza relator do mensalão e pede serenidade”. Diz que Marco Aurélio Mello criticou a tentativa de colegas de acelerar o julgamento do mensalão, para permitir o voto de Cezar Peluso, “tido como rigoroso”, que se aposentará em setembro. Registra que Mello chamou Joaquim Barbosa de "o todo-poderoso relator" e cobrou serenidade de Ayres Britto, presidente da corte. Folha destaca internamente opinião de FHC que “Condenação vai manchar o governo Lula”. Valor, na capa, chama “a parte decisiva e enfadonha do mensalão”, artigo de doutor em direito penal Victor Gabriel Rodríguez, da USP. Globo, internamente, traz matéria com posição de ministros do STF, “Defesa de Jefferson não convence sobre Lula”. Editorial da Folha, “Pedagogia mensaleira”.

Belo Monte/interrupção – Globo destaca na capa que “TRF manda parar Belo Monte”. Informa que o desembargador federal Souza Prudente, da 5ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), determinou a interrupção da obra de construção da hidrelétrica, com multa diária de R$ 500 mil à empresa Norte Energia, responsável pelo empreendimento, se descumprir a determinação. Relata que o juiz determinou consulta aos índios pelo Congresso Nacional para que a obra seja liberada. Jornal registra ainda que, segundo o desembargador, os parlamentares também terão que editar novo decreto legislativo autorizando as obras em Belo Monte. Correio acompanha em “Justiça barra construção da usina de Belo Monte”. Editorial do Estado sobre tema correlato, “Os índios e suas terras”.

Concessões/menor taxa – Valor chama na capa que “Novas concessões terão menor taxa de retorno”. Segundo o jornal, a taxa de remuneração dos investimentos privados nas novas concessões a serem anunciadas pela presidenta Dilma cairá para um nível entre 6% e 6,5% ao ano, no máximo, em termos reais. Serão, “conforme dois funcionários do governo com conhecimento do assunto”, as taxas de retorno mais baixas da história recente do país para projetos de infraestrutura. Jornal informa que as taxas de retorno dos investimentos seguem uma trajetória de queda desde o primeiro ciclo de privatizações, na década de 1990, durante o governo FHC. Prazos e metas – Estado, em “Concessão à iniciativa privada terá prazo e meta”, noticia na capa que governo anuncia hoje um pacote de concessões em rodovias e ferrovias, “obras que até então faziam parte do PAC e deveriam ter sido tocadas pela União”. Jornal diz que, para assegurar que os investimentos privados de fato ocorrerão, os contratos terão metas de execução, com prazos detalhados. Rodovias/investimento menor – Folha, na capa, informa que, “Privatizadas há 4 anos, rodovias só investiram 10% do previsto”. Reporta que, nos contratos assinados de 2008, que previam investimentos de R$ 1,2 bilhão (valores atualizados) em 270 km, apenas cerca de R$ 100 milhões haviam sido gastos até fevereiro deste ano. Anota que dos oito grandes projetos, cinco nem começaram. Brasil Econômico destaca na capa declaração de Jorge Gerdau, da Câmara de Gestão do Governo Federal, que “o governo não pode agir sozinho” para contornar os gargalos logísticos e precisa também do investimento privado.

Greves/comércio exterior – Globo, em manchete, diz que “Comércio exterior perdeu dois anos em oito em razão de greves do “funcionalismo sindical”. Afirma que em meio a uma greve de 57 dias na Receita Federal e 29 dias na Anvisa, o comércio exterior do Brasil continua perdendo. Cita levantamento da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que afirma que, nos últimos oito anos, o setor produtivo foi afetado pelo equivalente a quase dois anos de greve. Número é a soma dos dias parados nos diversos órgãos responsáveis pela liberação do comércio exterior do Brasil. Segundo a AEB, greves sucessivas e longas afetam a competitividade do país. Negociação/ “emperrada” – Correio, na manchete “Negociação emperra, servidor radicaliza”, diz que, inconformados com a falta de novas propostas pelo governo, depois de duas horas de conversas, servidores trancaram-se na sala de reuniões do 7º andar do Ministério do Planejamento, detiveram o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, e ameaçaram que ninguém sairia de lá enquanto não recebessem uma proposta do Planalto. Policiais militares cercaram o prédio e, no início da noite, eles decidiram deixar a sala. Jornal aponta “outro impasse” nas universidades. Refere-se ao fato de o governo ter mandado cortar o ponto dos grevistas, enquanto o MEC prefere a compensação dos dias parados. Folha, internamente, noticia que “Greve ameaça estoques de genéricos, diz entidade [Pró-Genéricos, em referência à paralisação da Anvisa]. Estado, internamente, afirma que “PT já se preocupa com impacto da onda grevista nas eleições”. Em outra matéria interna, Estado diz que “Paralisações atrasam grandes obras do PAC”, referindo-se a Abreu e Lima, Belo Monte e Teles Pires.
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