terça-feira, 16 de agosto de 2011

Síntese da MIDIA IMPRESSA

LDO/aposentados – Veto da presidenta Dilma a artigo da LDO que possibilitava reajustes acima da inflação a aposentados e pensionistas que recebem mais que o mínimo é manchete em três jornais – Estadão, Globo e Correio, além de chamada da capa na Folha. Estado, “Governo veta aumento real no valor da aposentadoria”. Diz que, para mostrar rigor fiscal, Dilma vetou a possibilidade de dar reajustes acima da inflação para aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefício com valor superior ao do salário mínimo no ano que vem. Esse foi um dos 32 artigos que a presidente retirou da Lei de Diretrizes Orçamentárias, atendendo recomendação da equipe econômica. “Para o senador Paulo Paim (PT-RS) e representantes dos aposentados, o veto demonstra falta de sensibilidade política”. Também reporta outros vetos: déficit nominal; relação custeio/investimentos; ressarcimento em razão da Lei Kandir. Globo, “Dilma veta aumento real já acertado para aposentados”. Acrescenta ao cenário descrito pelo Estado que, com as medidas, Dilma sinaliza que o Orçamento de 2012 será de arrocho nos gastos e que o governo pretende ter controle mais rígido sobre os cortes e as áreas que serão ou não poupadas. Frisa que, ao todo, foram 32 vetos – “um recorde”. Diz que a oposição considerou um desrespeito ao Congresso a quantidade inédita de vetos e ameaça obstruir sessões de interesse do governo até que eles sejam postos em votação. Correio faz coro: “Aposentados vão ficar sem ganho real em 2012”. Diz que a decisão atinge nove milhões de pessoas. Folha, na capa, registra que “Governo veta em 2012 aumento real a aposentado”. Em editorial “A imagem de Dilma”, Folha reconhece que popularidade da presidenta bate antecessores, mas diz que “sua administração ainda não começou. Nenhum grande plano seu viu a luz do dia, com exceção de pacotes publicitários como o Brasil sem Miséria”. Vaticina que “futuros índices de popularidade de Dilma resultarão menos de sua imagem presente ou de suas iniciativas erráticas e mais dos atos de governo real que será obrigada a praticar. Ontem, a presidente vetou na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012 um artigo que reservava verba para reajustar acima da inflação os proventos de aposentados do INSS. Por elogiável que seja tal disciplina fiscal, decerto não contribuirá para torná-la mais popular”. Editorial de O Globo, “Dilma estará certa ao conter gastos”.

Agricultura – Folha mantém denúncias de irregularidades na Agricultura na manchete: “Para servidor, ministério de Rossi está corrompido”. Relata que o ex-chefe da comissão de licitação da Agricultura Israel Leonardo Batista, entrevistado pelo jornal, disse que o ministério foi "corrompido" após a chegada de Wagner Rossi, que colocou pessoas que "vão assinar o que não devem". Segundo o jornal, ele confirmou que o lobista Júlio Fróes tentou lhe dar propina dentro do ministério, em sala próxima da do ministro. Ele disse à Folha que fitas do circuito interno provarão se Rossi conhece o lobista. Correio, em “Rossi usa jatinho de amigo”, informa que o ministro viajou em avião cedido por dono de uma empresa paulista de agronegócios. Segundo o jornal, ele usa aeronave emprestada por empresa de agronegócio que cresceu 81% depois de ser beneficiada pela pasta.

Turismo – Estado, em “18 no caso do Turismo serão denunciados”, informa na capa que o procurador da República no Amapá, Celso Leal, disse que ao menos 18 pessoas devem ser denunciadas no escândalo do Turismo. Ele pretende pedir ainda o bloqueio de bens dos envolvidos. Relata que o procurador negou que tenha havido abuso na operação da Polícia Federal, mas observa que a presidenta Dilma criticou ontem as "afrontas à dignidade de qualquer cidadão investigado" [mais sobre isso, abaixo]. Globo anota na capa que “Até fiança é paga com cheque sem fundo”, em referência à atitude do pastor Wladimir Furtado, dono da Conectur, empresa que recebeu R$ 2,7 milhões do Ministério do Turismo, que pagou fiança de R$ 109 mil com cheque sem fundo assinado pela mulher, e que, libertado, foi ontem a emissoras de rádio e TV do Amapá pedir doações a fiéis, parentes e amigos. Levantou apenas R$ 16.200, mas o juiz Henrique Vieira, da 1ª Vara Federal de Macapá, decidiu ampliar o prazo para quitação da dívida até sexta-feira. Pagot – Estado registra na capa que, “Fora do cargo, Pagot 'assina' contrato”. Relata que a assinatura do ex-diretor do Dnit, demitido em 25 de julho, aparece em aditivo contratual publicado ontem. Globo, internamente, diz que Dilma decidiu vetar compensação ao PR pelas “perdas” de postos no Ministério dos Transportes depois das denúncias de irregularidades na pasta. Diz que o partido deve reafirmar hoje posição de independência em novo discurso do ex-ministro e senador Alfredo Nascimento (AM), presidente da legenda. Revela que até ontem, interlocutores da presidenta tentavam aprovar uma compensação, mas “Dilma disse não". Globo destaca internamente que a presidenta pede união da base contra a crise e que datas de liberação de emendas devem sair nesta semana. Raymundo Costa, em Valor, diz que “a greve branca” da base aliada, na Câmara dos Deputados, semana passada, tem muito de coreografia e pouco de uma articulação concreta para capturar e aprisionar politicamente o governo da presidente Dilma.

Pela “faxina” – Chamada de capa do Globo “Em defesa da faxina” informa que, sem a adesão de líderes governistas e com resistências do próprio PT, nove senadores, liderados por Pedro Simon (PMDB-RS), lançaram ontem a frente suprapartidária contra a corrupção, em apoio à faxina pretendida pela presidente Dilma em setores do governo. O senador Jarbas Vasconcelos defendeu punição para todos, inclusive para o seu partido, o PMDB. Correio faz jogo com títulos de capa e associa à ideia de veto a aposentados, que lhe rendeu a manchete, a ironia: “...E, acredite, [há] ética na política brasileira”. “Chantageada por aliados, por causa das medidas que vem adotando contra a corrupção, a presidente Dilma Rousseff ganhou ontem um apoio inesperado no Congresso. Dez senadores não alinhados com o Planalto decidiram formar uma frente suprapartidária justamente para defender a faxina que ela iniciou no governo. "presidente, apure o que deve ser apurado", discursou Pedro Simon, o líder do movimento”. Internamente, ao registrar a repercussão da frente suprapartidária, Globo destaca discurso do senador José Pimentel (PT-CE). Relata que ele alertou, da tribuna, que esse movimento pode ter desfecho parecido com movimento da faxina anticorrupção da década de 50, que bombardeou o então presidente Getúlio Vargas e depois atingiu o presidente Juscelino Kubitschek com a desmoralização da classe política. Valor, internamente, diz que “Senadores elogiam medidas anticorrupção”. Globo entrevista autor do livro virtual "O papel do Congresso Nacional no presidencialismo de coalizão" e coordenador do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, José Álvaro Moisés, que avalia que a presidenta terá que buscar na sociedade apoio político se quiser continuar a faxina no governo sem pôr em risco a governabilidade. Editorial de O Globo, “O suprapartidário apoio à faxina”.

Dilma/ “críticas a PF” – Globo chama na capa que “Presidente sobe o tom de críticas à PF”. Reporta que a presidenta Dilma aproveitou a posse do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que foi reconduzido ao cargo, para mandar recados aos membros do próprio Ministério Público e da Polícia Federal. Conta que ela afirmou ontem que seu governo se empenhará para coibir abusos e respeitar a dignidade humana e a presunção de inocência de acusados de cometer irregularidades. Afirma que foi uma crítica indireta à ação da PF, na semana passada, durante a Operação Voucher, que prendeu 36 pessoas suspeitas de desvio de recursos no Ministério do Turismo. Diz que Dilma não gostou de ver os detidos algemados quando embarcavam para Macapá e que ficou irritada com o vazamento de fotos dos detidos sem camisa. Globo informa internamente, em “Morte anunciada”, que dois dias antes da execução da juíza Patrícia Acioli, no Rio, na quinta passada, policial civil denunciou existência de plano à PF. Registra que execução teria sido comemorada por policiais em São Gonçalo.
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