terça-feira, 26 de março de 2013

Festival Internacional de Filmes Curtíssimos


Abertas inscrições para a 6ª Edição Nacional do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, 4 e 5 de maio, no Museu Nacional da República em Brasília- DF

A 6ª Edição Nacional do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos e a  15ª Edição Internacional      des Très Courts, consiste numa mostra internacional de filmes de até 3 minutos de duração e também numa Competição Nacional. As inscrições são gratuitas e estarão abertas durante o período de 12 de março de 2013 até 22 de abril de 2013 valendo a data Postal ou Upload do filme.

O foco do Festival é a participação de filmes em qualquer formato de captação tendo como regra  não ultrapassar 3 min fora título e créditos.

O Festival de Internacional Très Court teve origem na França e acontece simultaneamente em mais de 80 cidades de 15 países. Um evento mundial único, com projeções organizadas nos cinco continentes, uma verdadeira ponte entre culturas, conectadas de Paris a Ramallah, de Brasília a Belgrado, de Singapura a Genebra.

O Regulamento e a Ficha de Inscrição encontram-se no site do Festival



Assessoria de Imprensa: I-MAGE
Cristina Moysés
 21 7434-9889 / 21 3734-9607 ( fixo) / 61 9279-7332
cristina@filmescurtissimos.com.br
Dúvidas: secretaria@filmescurtissimos.com.br

domingo, 24 de março de 2013

Situação do Brasil quanto a matriz energética nuclear,

Minha posição hoje é bem diferente sobre a energia nuclear. Há um mito muito grande e exagerado sobre os riscos de acidentes nucleares. Há que se discutir muito sobre essa questão pois ela deve ser considerada como uma das alternativas mais razoáveis para o desenvolvimento do planeta, mesmo com o desastre na usina de Fukushima. 

Situação do Brasil quanto a matriz energética nuclear

quarta-feira, 20 de março de 2013

Phillip Marshall, pesquisador, escritor e ex-piloto da CIA, foi encontrado morto.


E ainda tem quem duvide que eles (EUA) seriam capazes de matar Chávez. 
São os verdadeiros terroristas do mundo...morro de medo da maldade dessa gente!!!

TODOS NO GOVERNO AMERICANO SÃO SUSPEITOS DESSAS MORTES.

Phillip Marshall, pesquisador, escritor e ex-piloto da CIA, foi encontrado morto em 2 de fevereiro de 2013, com sua esposa e filhos, até o cão da família foi morto. De acordo com aqueles que o conheciam Phillip, ele vivia com medo desde que publicou seu livro "The Big Bamboozle: 9/11 e a Guerra ao Terror", que acusa o governo dos EUA pelos ataques. 
http://metabunk.org/threads/1149-Phillip-Marshall-9-11-Conspiracy-Theorist-Apparent-Suicide-Or-What

domingo, 17 de março de 2013

ORIXÁS

Raul,
Comecei a ler. Ando um pouco sem tempo, mas vou ler aos pouquinhos. Mas não quero esperar para divulgar essa obra, que tenho certeza ser do nível sempre excelente dos seus textos.
Abraço. 

Olá Cari!

Como vai você?
Estou enviando o PDF anexo porque finalmente consegui cumprir meu compromisso com o parceiro Édison Braga. Compromisso que se completa com essa postagem, conforme explico nas duas primeiras páginas da apresentação do arquivo anexo e peço que as leia.
O restante do arquivo é bastante grande, praticamente um livro, e como acho cansativo ler arquivos tão extensos por computador ao invés de numerar os títulos de cada episódio do seriado “Orixás”, no índice da página 3 transformei-os em links seguidos de breve epígrafe para que possa ir direto àqueles que lhe parecer interessante ou sinta alguma identificação com o arquétipo representado pelo orixá a que se refere.
Se preferir conferir a sequência da história dos personagens criados pelo Édison, imprima o arquivo e boa leitura.
Conforme conto na apresentação, alguns desses episódios foram distribuídos assim que acabei de escrever cada roteiro. Mas aqui estão todos revisados e melhorados, até onde me foi possível fazê-lo na expressão cinematográfica em que tenho pouca ou nenhuma habilidade.
Meu esforço em promover a cultura afro-brasileira e o desejo do Édison -- que em suas palavras dizia pretender que fosse “a chave de ouro do fechamento de minha carreira” -- só se complementará com a colaboração de muitos na distribuição do anexo ao maior número de pessoas possível, juntamente com esta mensagem endereçada aos seus correspondentes para que a proposta se multiplique e se expanda pelos que consideram importante o desenvolvimento de uma linguagem de TV baseada na realidade e na cultura brasileira. Gostaria muito que todos houvessem conhecido o Édison para saberem o quanto ele merecia essa boa vontade de cada um.
Tanto que apesar das muitas atribulações no ano que passou, fui tentando desenvolver a história desses personagens para servirem de elo entre as histórias que escrevi quando vivia na Bahia.
E aí estão: a perspicácia do homossexual Bibi, as dúvidas militares do Tenente Ambrósio, os delírios de Ronald, o cineasta estadunidense a quem dotei do antiamericanismo emprestado de alguns amigos daquele país; e, sobretudo, a paixão da Marli que em comum eu e Édison idealizamos para construção da liberdade das mulheres brasileiras... De todo o mundo, na verdade.
Sentirei saudades desses personagens criados pelo Édison em nossa breve parceria. Inclusive do Dodô Excelência que originalmente Édison não imaginou de tão deturpado caráter, mas no decorrer da história foi se me revelando uma representação de certo político baiano de projeção nacional.
Espero que esses filhos do Édison a mim confiados para alimentá-los, também o comovam e divirtam bastante. Se gostar deles, por favor, apresente-os a todas as pessoas de seu relacionamento.
Ficaremos muito agradecidos!
Por mim e pelo Édison Braga, grande abraço!
Raul Longo
P.S.: aguardo sua opinião, críticas, comentários e sugestões.

quarta-feira, 13 de março de 2013

"G" de Globo e de Golpe

segunda-feira, 11 de março de 2013

Por Murilo Silva, no blog Conversa Afiada:
 
 
O Centro Acadêmico XI da Escola de Direito do Largo São Francisco promoveu nesta segunda-feira (11) um debate sobre a “Regulamentação da Mídia”.

Participaram o professor de Direito da PUC-SP e colunista da Carta Capital, Pedro Serrano; o professor titular da ECA, José Coelho Sobrinho; a diretora-executiva do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, Renata Mieli; e o jornalista Paulo Henrique Amorim.

O primeiro a falar à plateia de estudantes e professores foi Serrano, que fez uma ampla análise das diferenças entre Liberdade de Expressão e Liberdade de Imprensa.

Segundo ele, a Liberdade de Expressão é um princípio, que se limita no confronto natural com outros princípios. Ele dá como exemplo a Lei do Fumo, onde o princípio da liberdade se confronta com o princípio da saúde pública, e, nesse embate, se encontra um equilíbrio.

Já a Liberdade de Imprensa é uma garantia constitucional, “é a garantia de informar e sobretudo a garantia de a sociedade de ser informada”: “essa, sim, tem de ser regulada”, diz ele.

E informar, disse ele, é informar de forma verdadeira.

Para o professor Serrano, a regulação deve se dar na indústria da comunicação e, não, no conteúdo propriamente dito. Nessa matéria, ele qualifica a Constituição de 1988 com “um terror”.

De acordo com Serrano, os contratos de rádio-difusão deveriam ser licitados. “Por que a família Marinho e não outra família?”

Deveria haver uma licitação, com isonomia, como em qualquer concorrência publica.

A radio-difusão no Brasil é estatal – o Estado é o dono do espaço limitado de radio-frequência. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, a radio-frequência opera no sistema de “utility”: de propriedade privada, com observância do Estado.

A Constituição brasileira prevê que esses contratos sejam renovados “automaticamente”, sendo cassados, apenas, com 2/3 dos votos do Parlamento: “isso não é um contrato é uma capitania hereditária”, completa. “É medieval”, ele disse.

Sobre os veículos impressos que, segundo ele, estão na esfera do privado – não dependem de concessão pública – também demonstram graves distorções de mercado. Para Serrano, o governo não pode obrigar ou controlar a atividade da imprensa escrita, mas pode incentivar novos empreendimentos que favoreçam a pluralidade no mercado editorial, e sobretudo, pode e deve combater o monopólio: “a revista Carta Capital, por exemplo, é distribuída por uma empresa da Editora Abril, que controla a distribuição de revistas. Não é à toa que uma edição da Carta que tratava do Carlinhos Cachoeira não chegou a Goias”.

“Penso que o CADE [Conselho Administrativo de Defesa Econômica - órgão responsável por garantir a concorrência nos mercados] poderia facilmente tratar disso se quisesse.”

Serrano revelou que ajudou Sergio Motta, ministro de Fernando Henrique Cardoso, a redigir um projeto de Comunicação de Massa que tinha as seguintes características – clique aqui para ler “Ley de Medios ? Por que não a do FHC ?”:

– proibia o monopólio; quem tem tevê não pode ter jornal; limitação do direito de a rede central determinar a programação regional; e estimulava a atividade privada.

O Estado não pode intervir na imprensa escrita, mas pode criar mecanismos para fomentar novas industrias – como faz em todos os outros setores da Economia, lembrou Serrano.

A regulação da mídia não tem nada a ver com censura. Regular a mídia é uma “questão banal”, ele enfatizou. Todo mundo regula.

Renata Mielli, do Barão de Itararé, concorda em que a “concentração do mercado” é danosa e deve ser combatida, mas vai além. Para ela, a regulamentação deve, sim, tratar de conteúdo, a posteriori, e chamar as empresas à responsabilidade; sobretudo no que diz respeito à classificação indicativa de programação – dispositivo que discrimina a faixa etária adequada.

Ela relembrou o caso de um estupro, ao vivo, no Big Brother, conforme denuncia inicial da vitima.

Renata denunciou a “judicialização” da questão. Por conta da omissão do Congresso em regulamentar os dispositivos constitucionais – que vem desde 1988: “a bola esta cada vez mais com o Judiciário, em especial com o STF”.

Clique aqui para ler sobre as ADINs do professor Comparato, que entrou no Supremo para punir o Congresso por omissão diante dos capítulos da Constituição que tratam da Comunicação.

Renata Mielli ainda enumera pontos importantes que esperam por decisão do Supremo – entre eles, a própria classificação indicativa por idade.

Quatro juízes já votaram contra a classificação – inclusive o ex-presidente Ayres Britto - , porque consideram ingerência estatal na programação das empresas e na decisão das famílias.

O que, segundo ela, cria “um conflito absurdo entre o direito da criança e o direito de expressão.”

Paulo Henrique Amorim vê o debate sobre a mídia no centro do debate político: “Não estamos discutindo a imprensa. Isso, como diz o professor Roberto Schwarz, é uma ideia fora do lugar. Estamos discutindo a Política.” Política que cada vez mais se desdobra no plenário do Supremo Tribunal Federal.

Já que falava para estudantes de Direito, que vão trabalhar no exercício da Lei e da Justiça, o ansioso blogueiro abriu a apresentação lembrando da iniciativa de um Juiz de São Paulo de permitir a transmissão ao vivo do julgamento do acusado de assassinar Mércia Nakashima:

“A culpa é da TV Justiça, que institucionalizou a invasão da TV no processo judicial. O IBOPE participa da administração da Lei. O espectador é como aquela massa enfurecida, que, nos filmes de faroeste, tira o suspeito da cela e o enforca em praça publica.”

Não deixe de votar na enquete do Conversa Afiada, “o que mais a TV Justiça deve mostrar ao vivo ?”

Assim como o Supremo na Ação Penal 470, esse Juiz vai levar a TV e seus interesses empresariais e comerciais para o território em que se celebra a Lei.

Paulo Henrique lembrou aos estudantes de Direito as palavras do ministro Lewandowski, professor titular daquela casa: “como disse o ministro Levandowski, o problema será quando o domínio do fato chegar a todos os juízes do país. O problema será quando todos os julgamentos forem televisionados”.

Paulo Henrique lança ainda um olhar ao ponto mais nevrálgico do monopólio:

“A Globo tem 40% da audiência e 80% da verba destinada à TV aberta, que, por sua vez é 50% de toda a receita publicitária do país. Se você somar à Rede Globo a Globosat, a radio Globo e a CBN, o jornal Globo, o Valor etc etc, a Globo terá, sozinha, uma empresa de capital fechado, sozinha ela terá MAIS DO QUE 60% DE TODA A PUBLICIDADE DO PAIS.

“Em nenhuma democracia jovem do mundo, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Chile, Venezuela, Argentina, Portugal, Espanha… em nenhuma há uma concentração como no Brasil”.

Paulo Henrique disse aos estudantes o que os leitores do Conversa Afiada já sabem há muito tempo: a imprensa é o verdadeiro partido de oposição no Brasil.

“O PiG (*) tem o poder! O PiG tem o poder de matar Vargas, o PiG tem o poder de derrubar João Goulart, o PiG tem o poder de impedir Brizola de ser Presidente, de tentar derrubar o Lula, de tentar derrubar a Dilma [...] De julgar o mensalão. Dizer quem vota e a que horas vota. Mas o PiG não tem o poder de ganhar eleição. O poder do PiG é o poder de gerar crises, desestabilizar instituições: tirar o povo da jogada !”.

É o Partido da Imprensa Golpista, o PiG, expressão cunhada pelo Deputado Fernando Ferro, ao se referir a um artigo de Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo.

Para o Professor Coelho, o quadro se mostra desolador. A influência dos meios de comunicação se reflete diretamente na omissão crônica do Congresso: “o que esperar de um Congresso onde muitos dos seus representantes são donos de emissoras de rádio e TV, que fazem uso político das outorgas que recebem.” Segundo ele, “a regulamentação no Brasil é uma ficção”.

O professor Serrano, nos debates, insistiu em que quando se trata de regulamentação da mídia, na verdade, se trata de discutir a soberania popular: até que ponto a República respeitará a soberania popular ?

O Direito não é uma abstração, lembrou Serrano. Não está fora do espaço vivido pelos cidadãos. E os agentes do Direito usam o Direito com intenção – com intenção política.

E não se pode esquecer, disse Serrano, que a Constituição americana foi feita para conter os avanços democráticos dos estados da jovem republica americana.

Que a primeira Constituição francesa previa o voto censitário, era uma Constituição burguesa.

E o que está em jogo, disse ele, é determinar até que ponto a soberania popular será respeitada.

Para Renata Mielli, a regulamentação é um desafio que só pode ser superado pela mobilização social: “a sociedade precisa se apropriar desse debate”, diz ela.

Renata conclui dando o tom do movimento pela regulamentação: “Paulo Bernardo [ministro das Comunicações] passou três anos enrolando a sociedade para admitir que o debate está fora da pauta do governo. Agora vamos sem o Governo, sem os empresários. Vamos mobilizar um milhão e meio de assinaturas, e vamos apresentar um projeto de iniciativa popular. Vamos levantar esse debate na sociedade. Vamos à luta!”.

Paulo Henrique Amorim concorda com Renata.

É muito difícil a Presidenta Dilma e o Congresso tomarem a iniciativa de enfrentar o PiG .

Ele lembrou que a discussão sobre a regulamentação na mídia não é uma questão de Direito, uma questão de administração técnica de meios eletrônicos ou impressos de comunicação.

No Brasil, a questão do PiG é A questão Politica.

O PiG é mais do que Imprensa.

O PiG é Poder.

E, hoje, no Brasil, como no Paraguai, quem dará o golpe final no Golpe contra a Dilma será o Supremo.

“O PiG não ganha eleição, o PiG dá golpe. O ‘G’ de Globo é o ‘G’ de Golpe”, disse o ansioso blogueiro.