terça-feira, 18 de setembro de 2012

O Enterro de José Dirceu




Obra de ficção, interpretada pela jornalista e atriz Hildegard Angel, em adaptação livre, feita por ela, do célebre discurso de Marco Antonio, na peça "Julio Cesar", de Shakespeare, inspirada em personagens e fatos da atualidade brasileira. 
Obs: Este vídeo foi veiculado antes do julgamento do personagem aqui enfocado, não se sabendo se ele seria inocentado ou condenado, deixando-se assim bem evidente que se trata de uma obra de ficção, não se fazendo qualquer juízo de valor a respeito das ações que venham a ser tomadas pelas autoridades mencionadas nesta obra aberta.

Hildegard Angel

"Neste momento  que vive nosso país, uma adaptação do magnífico discurso de Marco Antônio, extraído da peça “Júlio César”, de William Shakespeare.

Amigos, brasileiros, meus compatriotas, escutem-me. Vim  para enterrar José Dirceu, não para louvá-lo. O bem que se faz é enterrado junto com os nossos ossos, que seja assim com Dirceu. O nobre ministro Joaquim Barbosa disse a vocês que José Dirceu era ambicioso. E, se é verdade que era, a falta era muito grave, e José Dirceu pagou por ela com a vida, aqui, pelas mãos do Relator e dos demais Ministros do Supremo Tribunal Federal, sem esquecer de citar o nobre Procurador Geral da República. Pois Joaquim Barbosa é um homem honrado, e assim são todos eles, todos homens honrados.

Venho para falar neste emblemático "funeral" de José Dirceu. Ele era meu amigo, fiel e justo comigo. Mas Joaquim Barbosa diz que ele era ambicioso. E o ministro Barbosa é um homem honrado.

José Dirceu arriscou sua juventude, os anos mais vigorosos de sua vida, e dedicou todos os seus sonhos a tentar libertar o Brasil de uma ditadura sanguinária. Isto seria uma atitude indigna e ambiciosa de Dirceu? Quando o povo sofria oprimido, Dirceu se solidarizava. Ora, a ambição torna as pessoas duras e sem compaixão. Entretanto, Barbosa diz que Dirceu era ambicioso. E Barbosa é um homem honrado.

Vocês todos souberam que, travando seu bom combate, por três vezes, Dirceu teve que se despojar de tudo, de seu país, de sua família, de seu rosto e até de renunciar à sua identidade. Passou a se chamar Daniel, teve que mudar o nome para Carlos Henrique. Enfrentou o bisturi do cirurgião, desfigurando a própria face. Escondeu da mulher que amava, mãe de seus filhos, o seu passado, para proteger a família do perigo de saber quem de fato ele era, clandestino que estava em seu próprio país. Em nome de uma ideologia, ousou viver e sobreviver despojado dos mais básicos elementos essenciais à auto-estima de um indivíduo. E se despojou de um ministério poderoso, de um governo que ajudou a eleger, para travar nova luta. Seria este um homem ambicioso? Mas Barbosa diz que ele era ambicioso, e Barbosa, todos sabemos, é um homem honrado.

Eu não falo aqui para discordar do que o digno ministro Barbosa falou. Mas eu tenho que falar daquilo que eu sei. Muitos de vocês, se não amaram Dirceu, pelo menos o admiraram, e tinham razões para isso. Qual a razão que os impede agora de homenageá-lo na morte?

Ontem, a palavra deste homem seria capaz de enfrentar o mundo, agora, está aqui, desmoralizada, morta. E um homem de palavra morta é um homem morto.

 Ah! Se eu estivesse mal intencionada, disposta a aliciar os seus corações e mentes à revolta, eu falaria mal de Barbosa e de Marco Aurélio ou de Mendes e de Weber ou de Celso e Lucia e Britto, os quais, como sabem, são homens e mulheres honrados. Não vou falar mal deles. Prefiro falar mal do morto. Prefiro falar mal de mim e de vocês do que destes homens e mulheres honrados.

Mas eis aqui um email de Dirceu! Eu o encontrei em minha caixa de correio. É sua carta-testamento. Quando as pessoas do povo a lerem  (porque, perdoem-me, eu não pretendo lê-la),  elas se lançarão para  beijarem os ferimentos de Dirceu e molhar os lenços no seu sangue.

O quê? Vocês exigem que eu a leia? Tenham paciência, amigos, mas eu não devo fazer isso. Vocês não são de madeira ou de ferro e, sim, humanos. E, sendo humanos, ao ouvir o testamento de Dirceu vão se inflamar, ficarão furiosos. É melhor que vocês não saibam que são os herdeiros de Dirceu! Pois se souberem... o que vai acontecer?
Continuam a insistir? Então vocês vão me obrigar a ler o email-testamento do Zé? Façam então um círculo em volta do corpo e deixem-me mostrar-lhes Dirceu morto, aquele que escreveu este testamento.

Brasileiros. Se vocês têm lágrimas, preparem-se para despejá-las. Vocês todos conhecem este manto. Vejam, foi neste lugar que a sentença do ministro Barbosa penetrou. Através deste outro rasgão, o ministro Fux, tão querido de Dirceu, proferiu o seu voto e, quando ele o concluiu,  vejam como o sangue de Dirceu escorreu do ferimento. E oh! Deuses, que golpe brutal para Dirceu, que tanto o admirava! Foi neste momento que seu coração parou. Então eu e vocês e todos nós também tombamos.

Sim, agora vocês choram. Percebo que sentem um pouco de piedade por ele. Boas almas. Choram ao ver o manto de José Dirceu despedaçado.

Bons amigos, queridos amigos, não quero estimular a revolta de vocês. Aqueles que praticaram este ato são sábios e honrados e já apresentaram a vocês as suas ponderações, queixas e razões. Eu não vim para agitar seus corações. Eu não sou uma boa oradora, como o notável ministro Joaquim Barbosa. Sou apenas uma mulher simples e direta, que ama os seus amigos.

Mas já que tanto insistem, revelo enfim o conteúdo da carta-testamento assinada por Dirceu.

Para vocês, ele deixou todos os seus sonhos de um Brasil mais cidadão, com menos desigualdades, um Brasil nacional, dono de seu nariz, e para os herdeiros de vocês e para sempre.

Este era José Dirceu. Quando aparecerá outro como ele?"
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Aécio Neves é flagrado completamente bêbado

O ex-governador Aécio Neves gosta das noitadas cariocas e já se recusou a fazer exame de bafômetro. Agora, o presidenciável tucano foi flagrado completamente bêbado no Cervantes. O senador ainda distribuiu dinheiro: deu uma nota de R$100,00 para cada garçom.
É isso que quer governar o Brasil?
O vídeo foi removido do YouTube uma vez pela brigada de choque demotucana. Se for removido outra vez, as redes sociais acharão novamente.





quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Só o "Mensalão" acabou na justiça!!! E o restante?????

 


A chamada grande mídia não viu os outros mensalões (que são muitos) e dá um destaque enorme para o "Mensalão" e as outras dezenas de escândalos que tentam esconder!!! E se dizem imparciais!!!!!
Mas, um país que não tem uma imprensa democrática jamais terá um regime político democrático!!!!
Basta vê que estão tentando abafar o caso do envolvimento da Revista Veja com o contraverto Carlos Cacheira!!!!!
Além do escândalo do livro Privataria Tucana com farta documentação (clique para ter acesso um resumo do livro),  os vários áudios comprovando o envolvimento de Policarpo Júnior(Diretor da Revista Veja) com o Carlos Cachoeira , tem o "Mensalão Tucano" na qual o processo foi aberto primeiro que o que está sendo julgado. Por que só este está sendo julgado  pior, por que um processo idêntico, aberto muito antes,  ficou em segundo plano??????

Escutem este ótimo vídeo de Bob Fernandes:

NESTE ENDEREÇO:

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Síntese da MIDIA IMPRESSA


    Jornais convergem de modo unânime para manchetes sobre o Programa de Investimentos em Logística anunciado ontem pelo governo. Enquadramento predominante é o de que governo “mudou de rota” (Estado) ou quebrou paradigma (Valor) ao adotar a privatização, termo usado em todas as capas, menos no Brasil Econômico, cuja manchete fala da boa acolhida da iniciativa pelos empresários. Globo noticia interna e solitariamente que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), prometeu secretaria a ex-Valec Juquinha, conforme atestam gravações telefônicas da PF na Operação Trem Pagador. Greve dos servidores também é destaque, com foto-legenda na Folha, chamada de capa em Valor sobre reajuste linear a partir do ano que vem e aprovação pelo ex-presidente Lula da maneira como a presidenta Dilma vem enfrentando as paralisações. Destaques ainda para proposta de reformulação do ensino medido e julgamento do mensalão.

Pacote/logística – Jornais dão manchetes para Programa de Investimentos em Logística. Valor, em “Dilma põe setor privado no centro dos grandes projetos”, informa que o pacote de investimentos em infraestrutura anunciado pela presidenta Dilma “quebra um paradigma dos governos do PT: de agora em diante, o investimento em rodovias e ferrovias será liderado pelo setor privado e não pelo Estado”. Relata que o pacote prevê investimentos privados de R$ 133 bilhões nos próximos 25 anos, dos quais R$ 80 bilhões, nos próximos cinco anos. Anota que ele transfere à iniciativa privada 7,5 mil quilômetros de rodovias, com novas regras para o início da cobrança de pedágio, e a construção ou modernização de 10 mil km de linhas ferroviárias. Frisa que nas ferrovias que serão construídas pelas empresas passará a vigorar o modelo de "acesso aberto", que rompe com a regra de exclusividade na operação. Explica que, por meio da Valec, a nova malha poderá ser usada por diversas empresas, eliminando o monopólio sobre as linhas. Estado, “Governo muda de rota com plano bilionário de privatização”. Jornal traz foto de Dilma discursando, com foto de locomotiva ao fundo. Acrescenta que o BNDES financiará até 80% dos projetos. Jornal diz que choque na infraestrutura foi comparado a um modelo de privatização até por empresários presentes à cerimônia de anúncio do programa, no Palácio do Planalto, mas a presidenta Dilma não só rejeitou o termo como criticou a venda de estatais ocorrida na gestão do PSDB (1995-2002). "Nós, aqui, não estamos desfazendo de patrimônio público para acumular caixa ou reduzir dívida", disse. Internamente, Estado traz a avaliação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que o programa lembra o "choque de gestão" adotado por administrações do PSDB e criticado por petistas. "O governo não deve ser executor de tudo, nem financiar tudo. O governo tem papel de planejador. Essa é a visão moderna, que já fizemos em São Paulo há 15 anos. Vai dar certo." Retranca interna do jornal diz que “Concessão e privatização são sinônimos”. [Jornais trazem matéria paga dos tucanos em tom provocativo, “O PSDB cumprimenta presidente Dilma”.] Em outra chamada de capa sobre o assunto, Estado destaca que “Modelo para ferrovias quebra monopólio”. Folha diz em manchete que “Privatizações de Dilma prometem R$ 80 bi em 5 anos”. Globo, que “Dilma ‘privatiza’ rodovias e ferrovias”. Frisa que, “elogiada pelo PSDB, presidente diz consertar erros do passado”. Registra declaração da presidenta que "Não estamos nos desfazendo de patrimônio público". Correio, “A privatização para o país andar”. Brasil Econômico registra em manchete que “Pacote de R$ 133 bilhões de Dilma é bem recebido pelos empresários”. Valor, internamente, informa que “Desoneração de folha valer[a para vencedores de concessões”. Em outra chamada de capa, Valor diz que “SP também terá pacote de infraestrutura”. Informa que o governo do estado busca uma forma de reduzir as tarifas de pedágio em suas rodovias e também prepara uma nova rodada de grandes concessões de infraestrutura ao setor privado. Diz que a lista é encabeçada por 32 aeroportos, como os de Ribeirão Preto e Presidente Prudente, que estão saturados e precisam de investimentos. Editoriais: Folha, “Destino incerto”; do Estado, “Desatolando o governo”.
Perillo/Juquinha/diálogo gravado – Globo, internamente, reporta que “Perillo prometeu secretaria a Juquinha em GO”. Informa que as investigações da Operação Trem Pagador podem complicar ainda mais a situação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que já tem que explicar a natureza de suas relações com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Numa das interceptações da Trem Pagador, autorizadas pela Justiça Federal, a Polícia Federal gravou conversas de Perillo com o ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o Juquinha, preso pela PF como resultado da mesma investigação. Num diálogo transcrito pelo jornal, Perillo promete dar ao ex-presidente da Valec a Secretaria das Cidades, departamento com orçamento elevado, em troca de apoio político. Na mesma conversa, o governador diz que quer para o comando da secretaria uma pessoa que seja um "avião supersônico" para levantar dinheiro em Brasília com o mesmo padrão de sucesso do ex-dirigente da empresa pública de ferrovias. Valor, internamente, noticia que “Corrupção em compras públicas é a que mais cresce”, debate promovido pelo jornal em seminário “O impacto da corrupção sobre o desenvolvimento”. Vergonha – Correio diz na capa que “Mulher faz CPI passar vergonha”, sobre depoimento de Roseli Pantoja da Silva, que teve o nome usado pela quadrilha.
Greve dos servidores/reajuste – Valor informa na capa que “Governo vai propor reajuste aos servidores”. Diz que o governo decidiu fazer uma proposta salarial concreta aos servidores públicos em greve há mais de dois meses. O acordo prevê reajuste entre 4,5% e 5,5%, a partir do próximo ano, e o estabelecimento de uma política de aumentos até 2015. Globo chama na capa que “Lula desestimula ações grevistas”. Diz que, a exemplo do ex-presidente FHC, Lula elogiou atitude de Dilma com os grevistas: "O governo nem sempre pode atender àquilo que as pessoas querem." Folha traz foto-legenda “Foice presidencial”, que mostra protesto de servidores com boneco da presidenta em frente ao Palácio do Planalto. Folha registra internamente que “Governo decide dar 15% de reajusta para tentar encerrar greve”. Em outra retranca, que, “Sem acordo, PF promete parar aeroportos”. Globo, internamente, afirma que “Empresários já sentem os efeitos da paralisação dos servidores”. Opinião do físico da Unicamp Rogério Cezar de Cerqueira Leite, na Folha, “A greve universitária e o princípio do prazer”.
Ensino médio/reformulação – Folha chama na capa que “Reformulação do ensino médio terá fusão de matérias”. Informa que o Ministério da Educação quer reagrupar as atuais 13 matérias em quatro áreas — ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática. Para o MEC, a compreensão pelo aluno vai ser facilitada. Internamente, Folha destaca que “Mudança é boa, mas difícil de aplicar, dizem educadores”. Diz que o principal entrave estaria na reorganização dos professores. Jornal traz pequena entrevista com ministro Aloizio Mercadante, que afirma que “Enem será o modelo do novo currículo”, aludindo ao fato de que o exame já se estrutura em torno de eixos. Estado, internamente, registra que “Haddad critica Serra por índice da rede municipal”. Valor também registra assunto internamente. Editorial da Folha, “Nota 5, e olhe lá”; do Estado, “O estado da educação”.
Mensalão/Lula – Estado noticia no alto da capa que “STF rejeita incluir Lula como réu do mensalão”. Informa que os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram ontem, por unanimidade, incluir o ex-presidente Lula como réu do mensalão. O pedido havia sido feito pela defesa do presidente do PTB, Roberto Jefferson, que o acusou de ter ordenado o mensalão. Em outra chamada de capa, Estado diz que “Advogado de Duda defende Lula”. Reporta que a defesa do publicitário Duda Mendonça defendeu o ex-presidente Lula e ex-ministro José Dirceu e afirmou ao STF que o mensalão foi criado por Jefferson. Erro – Folha chama na capa que “Erro do STF livra réu de julgamento do mensalão”. Informa que um erro do Supremo livrou Carlos Alberto Quaglia do julgamento do mensalão na corte. Ele teve sua defesa prejudicada porque durante três anos, o STF notificou o advogado que já não defendia mais o réu. O caso vai à primeira instância. Na mesma chamada, Folha reporta que, em São Paulo, o jornalista Fernando Morais, que escreve a biografia de José Dirceu, admitiu ter se beneficiado de dinheiro de caixa dois quando foi deputado. Diz que “Ele admitiu crime eleitoral para defender Dirceu”. Globo também registra na capa que “Falha faz STF excluir réu”. Correio registra na capa declaração do ministro Joaquim Barbosa ao ter seu pedido de ação contra advogados que o teriam ofendido rejeitado pela Corte, “Cada país tem o tipo de Justiça que merece”.
Haddad x Kassab – Folha, internamente, noticia que “Haddad ataca Kassab ao ser questionado sobre mensalão”. Informa que o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou ontem que há corrupção na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que apoia seu adversário José Serra (PSDB). Diz que ele atacou a administração municipal ao ser questionado sobre o uso, na campanha do tucano, do julgamento de petistas no processo do mensalão no STF. "Existe um debate sobre corrupção na cidade de São Paulo. Nós temos vários secretários municipais que estão respondendo a processos por improbidade", disse. Jornal lembra que o secretário Januário Montone (Saúde) é réu sob acusação de fraudes em licitações da merenda escolar, e Eduardo Jorge (Meio Ambiente) responder por irregularidades na inspeção veicular. Em outra retranca, registra resposta do governador Geraldo Alckmin, “Problema do petista é falta de votos”. Estado também registra internamente que “Haddad afirma haver corrupção na gestão Kassab”. Serra/evangélicos – Folha noticia internamente que “Serra monta comitê evangélico e faz périplo por igrejas”. Informa que o tucano vem fazendo um périplo por igrejas evangélicas na tentativa de atrair apoio de seus líderes. Diz que a importância dada ao segmento motivou a criação de uma espécie de comitê evangélico, vinculado à coordenação de mobilização da campanha, que responde pela aproximação com o setor. Estado noticia internamente que “Serra defende política de trânsito e depois usa helicóptero”. Soninha/pedágio – Folha chama na capa que “Soninha defende plebiscito para pedágio urbano”. Informa que a candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo defendeu ontem, na sabatina Folha/UOL, a realização de um plebiscito sobre a adoção do pedágio urbano no centro da cidade. [Estado noticia internamente que “Área de Pinheirinho vai a leilão por R$ 187 milhões].
MS/ataque a índios/criança morre – Globo informa internamente que “MPF pede à Polícia Federal investigação de ataque a índios”. Noticia que o Ministério Público Federal no Mato Grosso do Sul pediu instauração de inquérito à Polícia Federal para investigar ataque de pistoleiros ocorrido na última sexta-feira à comunidade indígena Guarani Kaiowá de Arroio Korá, no município de Paranhos. Durante a madrugada, cerca de 400 índios haviam ocupado o local, considerado território sagrado e homologado como terra indígena pela União desde 2009, mas que segue sob controle de fazendeiros. Segundo o MPF, uma menina de 2 anos morreu no local em circunstâncias não esclarecidas, após o ataque.
Comissão da Verdade/ “dificuldades” – Globo, na capa, informa que “Grupo enfrenta dificuldades”. Afirma que após três meses, Comissão da Verdade sofre com críticas de parentes de vítimas da ditadura, além de resistência das Forças Armadas. Estado informa internamente que “Comissão da Verdade quer convocar Ustra”.
Estrada/SP/licença polêmica – Estado, na capa, informa que “Estrada no litoral norte obtém licença ambiental”. Reporta que o governo do Estado obteve licenciamento do Conselho Estadual do Meio Ambiente para construir o Contorno Sul de Caraguatatuba e São Sebastião. São 30,8 km que ligam a Rodovia dos Tamoios e a Rio-Santos. A Dersa diz que haverá redução do tempo no trânsito. O desmatamento causado pela obra já provoca polêmica. Internamente, jornal registra posição da secretaria de Meio Ambiente de São Sebastião que “Será o maior desmatamento da história”. Senador Jorge Viana (PT-AC) escreve na Folha, “Código Florestal: risco de retrocesso”.
Oceanos/nota baixa – Globo, em “Nota baixa em oceanos”, informa que o maior levantamento sobre a saúde dos oceanos, divulgado esta semana na revista "Nature", mostra que o mundo trata muito mal suas zonas costeiras. Reporta que as 171 localidades avaliadas tiveram média 6. O Brasil ficou pouco à frente, com a 35ª melhor nota: 6,2.
PIB global/ritmo fraco – Valor noticia internamente que “PIB global deve manter ritmo fraco no 2º semestre”. Notícia é que o crescimento da economia global ficou abaixo de 3% em termos anuais no segundo trimestre. Essa é a taxa mais baixa desde o começo de 2009, segundo levantamento da consultoria Capital Economics, de Londres. As cifras do PIB para o segundo trimestre, comparadas ao primeiro, mostram a desaceleração nos EUA, zona do euro e Japão, que juntos perfazem 40% da produção mundial, enquanto houve pouca mudança na China. Assim, explica, o PIB global cresceu cerca de 2,7% anualizados entre abril e junho, em comparação aos 3,3% no primeiro trimestre, pelas estimativas da consultoria britânica, que não prevê melhoras no segundo semestre. BE traz chamada sobre tema conexo, “Venda de ônibus pode cair até 20% este ano”.
Fisco x multinacionais – Valor, em “Fisco à frente na briga com multinacionais” informa na capa que a Receita Federal está vencendo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais uma disputa bilionária contra multinacionais dos setores farmacêutico, automotivo e de tecnologia. De 12 julgamentos realizados desde 2010, 10 foram favoráveis à União. Está em discussão o valor de insumos importados que essas empresas devem registrar nas prestações de contas ao Fisco e que afetam diretamente o cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. A disputa envolve cerca de R$ 8,1 bilhões em cobranças contra 350 companhias, apresentadas pela Receita desde 2004.
Etanol/2ª geração – Valor noticia na capa que “CTC e Embrapa pesquisam nova enzima”. Notícia é que o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), empresa de pesquisa em cana-de-açúcar que tem entre seus sócios Cosan e Copersucar, fechou parceria com a Embrapa na corrida pela produção de um etanol de segunda geração economicamente viável. Além de melhoramento genético e biotecnologia agrícola, as duas empresas vão realizar estudos para desenvolver enzima nacional por meio da biotecnologia industrial. As enzimas são peça-chave no desenvolvimento do etanol celulósico.
Planos de Saúde/críticas – Estado destaca internamente que “Atendimento em pronto-socorro é criticado por 72% dos usuários de planos”. Informa que um estudo divulgado ontem pela Associação Paulista de Medicina (APM) aponta que 72% dos usuários de planos de saúde no Estado de São Paulo que precisaram usar pronto-socorro enfrentaram problemas como superlotação e longas esperas nos hospitais. Desses, 15% admitiram que buscaram depois atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Cita pesquisa Datafolha que entrevistou 804 paulistas que usaram seus planos de saúde nos últimos 24 meses e destaca que 77% relataram alguma dificuldade no atendimento.
TIM/ligações cortadas – Estado, na capa, informa que “TIM se antecipa e adota nova regra para ligação”. Reporta que, acusada de derrubar ligações de clientes, empresa diz que novo prazo de dois minutos para refazer as chamadas vai desfazer "mal-entendidos". Em entrevista ao Estado, o vice-presidente da TIM, Mário Girasole, disse que medida é "uma oportunidade para se desfazer mal-entendidos". O executivo afirmou que a companhia nunca lucrou com a queda de chamadas dos planos Infinity.
Ceará/show de Plácido/R$ 3,1 mi – Folha chama na capa que “Ceará paga R$ 3,1 mi a Plácido Domingo para inaugurar obra”. Informa que, por esse preço, o tenor espanhol fez na noite de ontem o show de inauguração de um megacentro de eventos em Fortaleza.

Ano 2020: A extinção dos professores.


Por Ana Lú

O ano é 2020 D.C. - ou seja, daqui a oito anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação: 

- Vovô, por que o mundo está acabando? 
A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta: 

- Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo. 

- Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor? 
O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.

- Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios? 
- Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos. 

- E como foi que eles desapareceram, vovô? 

- Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa. 

Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer "eu estou pagando e você tem que me ensinar", ou "para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você" ou ainda "meu pai me dá mais de mesada do que você ganha". Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo "gerenciar a relação com o aluno". Os professores eram vítimas da violência - física, verbal e moral - que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.

Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. "Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular", diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.

Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas "bem sucedidas" eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão - enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.

ATENÇÃO: Qualquer semelhança com a situação deste País ultrajado e saqueado por políticos quadrilheiros e mafiosos, não é mera coincidência.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Síntese da MIDIA IMPRESSA


    Jornais destacam nas capas os números do Ideb de 2011. Estado, em manchete, admite avanço tímido enquanto demais dão enquadramentos francamente negativos ao assunto (Folha também em manchete). Mensalão continua no alto da agenda da mídia, com tese de desqualificação da lavagem de dinheiro pelas defesas e início previsto para hoje do voto do relator. Destaques de capa no Globo e Correio para paralisação de Belo Monte pela Justiça. Valor, Estado, Folha e Brasil Econômico trazem chamadas de capa sobre novas concessões que governo anuncia hoje. Greves dos servidores públicos alimentam manchetes do Globo, sobre perdas no comércio exterior, e no Correio, que diz que estão emperradas

Ideb/pouco avanço – Estado diz em manchete que “Educação avança no país, mas aluno aprende pouco”. Destaca que o índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado pelo MEC mostra que o Brasil obteve avanços nos primeiros anos do ensino fundamental, mas o ensino médio apresentou piora em oito Estados e no Distrito Federal, apesar de a meta nacional ter sido atingida. Frisa que em outros 12 Estados, a meta não foi alcançada. Aponta que, com o aumento na progressão dos estudantes, houve menos repetência. “Para especialistas, os dados indicam que o Brasil teve avanços muito tímidos e grande parte dos estudantes ainda sai da escola sem aprender o que deveria”. Jornal relata ainda que, no ensino médio da rede particular, 15 Estados e o DF não atingiram a nota mínima e dois terços dos 20 Estados avaliados em 2009 apresentaram queda ou mantiveram a mesma média. Folha também dá manchete ao assunto. Em “Novos dados ruins fazem MEC mudar ensino médio”, diz que o governo federal quer reduzir o número de disciplinas no ensino médio público após a divulgação dos resultados de 2011 do Ideb. Globo destaca na capa que “Devagar, quase parando: Ensino médio avança pouco”. Correio noticia assunto no alto da capa com infográficos, “O ensino médio parou no tempo”. MG/RS – Estado de Minas destaca no alto da capa que “Minas tem o melhor ensino básico do país”. Zero Hora vai na direção contrária, com manchete “RS tem pior resultado em educa;ao no sul do Brasil”. Cotas/universidades – Globo traz internamente que “MEC quer aulas de reforço para cotistas em federais”. Em outra retranca, sobre o assunto, destaca declaração de FHC, que “O risco é de criarmos racismo no Brasil”. Em ainda outra retranca, Globo diz que “Governo tenta impedir que Senado vote investimento de 10% do PIB em educação”.

Mensalão/lavagem desqualificada – Estado destaca na capa que “Defesa tenta desqualificar “lavagem” no mensalão”. Afirma que tentativas de desqualificar o crime de lavagem de dinheiro tomaram conta ontem das sustentações orais de advogados de réus do mensalão no STF. O advogado do ex-ministro Anderson Adauto, acusado de comprar o apoio de deputados do PTB, disse que a denúncia do Ministério Público Federal contra seu cliente não deve dar em nada. Correio noticia na capa que, “Atacado, Gurgel quebra o silêncio”. Informa que na véspera do voto do relator do mensalão, o procurador-geral da República critica advogados dos réus, a quem acusa de grosserias. Jornal diz que Roberto Gurgel descarta pedir a palavra Corte para rebatê-los. Matéria relata ainda que ele considera assunto superado a hipótese de incluir o ex-presidente Lula no processo. Outra retranca interna do Correio registra mesma posição sobre Lula do ministro Marco Aurélio Mello. Ministros/votos – Em outra chamada de capa, Estado noticia que “Ministros apresentam votos”. Informação é que os ministros do STF começam a apresentar hoje mais de mil votos pedindo a condenação ou absolvição de cada um dos 38 réus do processo do mensalão. Globo acompanha em “Relator inicia hoje leitura do voto”. Folha, na capa, reporta que “Ministro do STF ironiza relator do mensalão e pede serenidade”. Diz que Marco Aurélio Mello criticou a tentativa de colegas de acelerar o julgamento do mensalão, para permitir o voto de Cezar Peluso, “tido como rigoroso”, que se aposentará em setembro. Registra que Mello chamou Joaquim Barbosa de "o todo-poderoso relator" e cobrou serenidade de Ayres Britto, presidente da corte. Folha destaca internamente opinião de FHC que “Condenação vai manchar o governo Lula”. Valor, na capa, chama “a parte decisiva e enfadonha do mensalão”, artigo de doutor em direito penal Victor Gabriel Rodríguez, da USP. Globo, internamente, traz matéria com posição de ministros do STF, “Defesa de Jefferson não convence sobre Lula”. Editorial da Folha, “Pedagogia mensaleira”.

Belo Monte/interrupção – Globo destaca na capa que “TRF manda parar Belo Monte”. Informa que o desembargador federal Souza Prudente, da 5ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), determinou a interrupção da obra de construção da hidrelétrica, com multa diária de R$ 500 mil à empresa Norte Energia, responsável pelo empreendimento, se descumprir a determinação. Relata que o juiz determinou consulta aos índios pelo Congresso Nacional para que a obra seja liberada. Jornal registra ainda que, segundo o desembargador, os parlamentares também terão que editar novo decreto legislativo autorizando as obras em Belo Monte. Correio acompanha em “Justiça barra construção da usina de Belo Monte”. Editorial do Estado sobre tema correlato, “Os índios e suas terras”.

Concessões/menor taxa – Valor chama na capa que “Novas concessões terão menor taxa de retorno”. Segundo o jornal, a taxa de remuneração dos investimentos privados nas novas concessões a serem anunciadas pela presidenta Dilma cairá para um nível entre 6% e 6,5% ao ano, no máximo, em termos reais. Serão, “conforme dois funcionários do governo com conhecimento do assunto”, as taxas de retorno mais baixas da história recente do país para projetos de infraestrutura. Jornal informa que as taxas de retorno dos investimentos seguem uma trajetória de queda desde o primeiro ciclo de privatizações, na década de 1990, durante o governo FHC. Prazos e metas – Estado, em “Concessão à iniciativa privada terá prazo e meta”, noticia na capa que governo anuncia hoje um pacote de concessões em rodovias e ferrovias, “obras que até então faziam parte do PAC e deveriam ter sido tocadas pela União”. Jornal diz que, para assegurar que os investimentos privados de fato ocorrerão, os contratos terão metas de execução, com prazos detalhados. Rodovias/investimento menor – Folha, na capa, informa que, “Privatizadas há 4 anos, rodovias só investiram 10% do previsto”. Reporta que, nos contratos assinados de 2008, que previam investimentos de R$ 1,2 bilhão (valores atualizados) em 270 km, apenas cerca de R$ 100 milhões haviam sido gastos até fevereiro deste ano. Anota que dos oito grandes projetos, cinco nem começaram. Brasil Econômico destaca na capa declaração de Jorge Gerdau, da Câmara de Gestão do Governo Federal, que “o governo não pode agir sozinho” para contornar os gargalos logísticos e precisa também do investimento privado.

Greves/comércio exterior – Globo, em manchete, diz que “Comércio exterior perdeu dois anos em oito em razão de greves do “funcionalismo sindical”. Afirma que em meio a uma greve de 57 dias na Receita Federal e 29 dias na Anvisa, o comércio exterior do Brasil continua perdendo. Cita levantamento da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que afirma que, nos últimos oito anos, o setor produtivo foi afetado pelo equivalente a quase dois anos de greve. Número é a soma dos dias parados nos diversos órgãos responsáveis pela liberação do comércio exterior do Brasil. Segundo a AEB, greves sucessivas e longas afetam a competitividade do país. Negociação/ “emperrada” – Correio, na manchete “Negociação emperra, servidor radicaliza”, diz que, inconformados com a falta de novas propostas pelo governo, depois de duas horas de conversas, servidores trancaram-se na sala de reuniões do 7º andar do Ministério do Planejamento, detiveram o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, e ameaçaram que ninguém sairia de lá enquanto não recebessem uma proposta do Planalto. Policiais militares cercaram o prédio e, no início da noite, eles decidiram deixar a sala. Jornal aponta “outro impasse” nas universidades. Refere-se ao fato de o governo ter mandado cortar o ponto dos grevistas, enquanto o MEC prefere a compensação dos dias parados. Folha, internamente, noticia que “Greve ameaça estoques de genéricos, diz entidade [Pró-Genéricos, em referência à paralisação da Anvisa]. Estado, internamente, afirma que “PT já se preocupa com impacto da onda grevista nas eleições”. Em outra matéria interna, Estado diz que “Paralisações atrasam grandes obras do PAC”, referindo-se a Abreu e Lima, Belo Monte e Teles Pires.