Não quero ser pessimista por convicção, pois sei que tudo é obra do ser.
E se as coisas não andam bem é porque não foram postas como deviam.
Faça! Acredite! Doe-se! Lute pela justiça e a dignidade. É preciso ser Humano.
Cada ser deve refletir o seu pedaço e querer construir o que há de melhor dentro de si.
Proponho que nos juntemos a fazer um mundo melhor, justo, respeitando as diferenças, vendo-as como o fundamento de um grande mosaico da vida.
Que 2012, 2013, 2014, ... seja sempre um novo começo do melhor para todas e todos os habitantes desse nosso Planeta. Que a força do criador ilumine nossos caminhos.
Precisamos do Mundo,
O mundo precisa de nós.
Abraço no coração, apertado, demorado e CARInhoso.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Síntese da MIDIA IMPRESSA
Temporais/ “país sem planos” – Globo diz na manchete que “País continua sem planos para enfrentar temporais”. Informa que o Ministério da Integração Nacional identificou 251 municípios onde há áreas com risco elevado de desastres provocados pelas chuvas de verão, que ontem castigaram São Paulo e Belo Horizonte. Segundo o jornal, do total das cidades, apenas 56 já foram mapeadas para identificar bairros vulneráveis e remover moradores. O ministro Fernando Bezerra admitiu a demora e disse que só conseguirá ter informação de todas até 2014. “O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, reconheceu que o governo não será capaz de impedir “mortes por causa das chuvas neste e nos próximos verões” [fala repetida em destaque em negrito na capa]. Globo mostra foto da avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte, tomada pelas águas. Na foto-legenda “Por água abaixo”, Folha mostra moradora de São Caetano do Sul chorando diante de móveis que foram salvos de casa atingida por córrego que transbordou.
Iraque/fim da guerra – Folha e Estado manchetam fim do conflito. Folha, em “EUA selam saída oficial do Iraque”, informa que cerimônia militar sóbria em Bagdá selou o fim da Guerra do Iraque, 8 anos, 8 meses, 26 dias e pelo menos 119 mil mortos depois de as primeiras bombas caírem sobre a cidade. Registra que na solenidade de 45 minutos no aeroporto da capital iraquiana ontem, as bandeiras dos EUA foram descidas e empacotadas [foto do alto] na presença do secretário da Defesa, Leon Panetta. Relata que nenhum dirigente iraquiano compareceu à cerimônia. "Após muito sangue de iraquianos e de americanos ter sido derramado, a missão por um Iraque capaz de se governar e de se manter seguro sozinho virou realidade", afirmou Panetta, que agradeceu a 1,5 milhão de soldados dos EUA que serviram no país. Estadão, em “EUA encerram Guerra do Iraque sem citar 'vitória'”, refere-se ao conflito como “o mais controverso envolvendo os EUA desde o Vietnã”. Anota que a Casa Branca evitou usar a palavra "vitória". Destaca em foto do alto de militares embarcando em Bagdá. Correio registra notícia no pé da capa.
Aeroportos/leilões – Folha destaca na capa que “Concessão de aeroportos vai exigir atuação de estrangeiros”. Jornal noticia que o governo criou modelo para a concessão dos aeroportos de Cumbica, Brasília e Viracopos que obrigará a entrada de estrangeiros, uma vez que os consórcios precisarão ter ao menos 5% de operador com experiência de cinco anos em terminais com 5 milhões de passageiros por ano. Informa que o valor mínimo de outorga para Cumbica, Viracopos e Brasília subiu de R$2,9 bilhões para R$5,5 bilhões e que o leilão será em 6 de fevereiro. Globo explica que a necessidade de constituir grupos com participação internacional ocorre porque a agência exige que os consórcios tenham participação mínima de 5% de um operador que comprove experiência de gestão de aeroportos com movimento de pelo menos 5 milhões de passageiros ao ano por um período mínimo de cinco anos. No Brasil, somente a Infraero tem aeroportos com essa capacidade operacional e o edital já exige que a estatal detenha 49% de participação dos três consórcios. Globo também destaca assunto na capa em “Governo sobe lance mínimo para aeroporto”. E Correio, que regionaliza enfoque: “Aeroporto JK será privatizado em fevereiro”. Brasil Econômico noticia na capa que “Leilão de aeroportos vai render R$ 5,4 bi”. Estado, internamente, informa que, até a Copa, aeroportos receberão R$ 2,9 bilhões” dos futuros concessionários.
Fiemg sobre Pimentel/“Deixa eu pensar um pouquinho” – Globo, em “'Deixa eu pensar um pouquinho e responder'”, destaca na capa fala do presidente da Fiemg, Olavo Machado, sobre palestras que ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, teria dado para a entidade em 2009 e 2010, ao ser “confrontado [Machado] com o fato de dirigentes da Fiemg terem desmentido” que houve a atividade. Relata que Pimentel, que foi a Suíça, para encontro da OMC, não participou dos principais eventos e voltou ao Brasil. Globo recapitula que, segundo o ex-presidente da Fiemg Robson Andrade, Pimentel teria participado de eventos nas 10 regionais. “Ainda não tive tempo de ler os jornais hoje. É um assunto polêmico, deixa eu pensar um pouquinho como é que estão as coisas que eu volto a responder”, disse o presidente da entidade, segundo o jornal. Machado disse que se pronunciaria até o fim da tarde por e-mail. A negativa de esclarecimentos saiu em formato de nota oficial: "Com relação a este assunto, não temos mais informações a prestar”. Globo registra que, no almoço, Machado declarara que achava que a mídia estaria sendo injusta com as reportagens sobre a consultoria de R$1 milhão paga pela Fiemg a Pimentel, em 2009. Assunto volta à capa do Estadão, que informa que “Pimentel, na Suiça, falta a reunião da OMC”. Na capa diz que “surgiram mais suspeitas contra ele de tráfico de influência”. Internamente, jornal afirma que Pimentel simplesmente não apareceu na abertura do evento da OMC e não participou de outra reunião em que era aguardado, com países emergentes. “Flagrado pelo Estado no aeroporto de Genebra ao deixar o país, Pimentel recusou-se a dar explicações sobre as conflitantes versões dos serviços de consultoria prestados à Fiemg por sua empresa, a P-21”. Estado cita reportagem do Globo de ontem, sobre unidades regionais da Fiemg desconhecerem palestras do ministro do Desenvolvimento. Em Genebra, segundo o Estado, Pimentel disse que “Eu não falo sobre isso. Tudo o que tinha para falar já falei". Relata que, segundo a assessoria dele, o ministro havia se referido a atividades de consultoria para a Fiemg, e não a palestras. Estado registra ainda um diálogo final no aeroporto, antes de embarcar de volta ao Brasil: "‘No more’ (não mais). Esse assunto já não é mais comigo. Agora estou voltando para o Brasil, tenho que trabalhar, queridos". Folha, internamente, registra que “Pimentel e federação evitam falar sobre 'palestras-fantasmas'”.
IBGE/recalcular royalties – Valor da manchete para “IBGE refaz cálculos e pode mudar royalties do petróleo”. Notícia é que o IBGE vai começar no próximo ano a estudar alternativas para refazer cálculos para tratar de um dos temas mais polêmicos entre Estados e municípios brasileiros: os limites utilizados para definir quem tem ou não direito às receitas dos royalties da produção de petróleo e gás. A amazonense Wasmália Bivar, primeira mulher a presidir o órgão responsável pelo cálculo das estatísticas oficiais do país, disse que em 2012 o instituto vai procurar alternativas para, com base nos avanços tecnológicos, refazer os "procedimentos" que desde 1986 definem a repartição dos royalties. “O que pretendemos é começar, no próximo ano, a analisar alternativas, que certamente existem, aos procedimentos adotados em 1986".
SP/Comissão da Verdade estadual – Estado, na capa, noticia que “São Paulo cria outra Comissão da Verdade”. Informação é que a Assembleia Legislativa de São Paulo criou ontem a Comissão da Verdade do Estado, para investigar crimes de violação de direitos humanos no território paulista entre 1964 e 1982. O projeto é do petista Adriano Diogo, perseguido na ditadura. Estado diz que “órgão segue na contramão da Comissão Nacional da Verdade. Enquanto na federal, tentou-se evitar a politização na escolha dos integrantes, a estadual será composta só por deputados”. Voos da morte – Globo, na capa, noticia que “Argentina obtém fotos de voos da morte”. Informa que a justiça daquele país obteve um relatório confidencial da OEA com 130 fotos de cadávares encontrados no litoral uruguaio de pessoas atiradas ao mar durante ditadura militar.
Fumo em lugar fechado/proibido – Folha informa na primeira página que “Dilma sanciona lei que proíbe fumo em lugar fechado no país”. Notícia é que, após sanção da presidenta, já entrou em vigor a lei nacional que proíbe fumar em recinto coletivo fechado, público ou privado, incluindo fumódromos. O texto também limita a publicidade nos pontos de venda. Explica que, por falta de regulamentação, ainda não estão definidas as punições em caso de infração. O Ministério da Saúde pretende detalhar a lei até março.
Dólar/leilão/banda? – Correio, na capa, informa que “BC faz leilão para evitar falta de dólar”. Reporta que, num tipo de intervenção que não fazia desde abril de 2009, o Banco Central tentou por duas vezes vender a moeda americana, mas não aceitou nenhuma proposta. Correio relata que, para operadores do segmento, a autoridade monetária deu, mesmo de maneira velada, um forte sinal de que os investidores não estão livres "para operar para o lado que bem entenderem". Além disso, prossegue, “deixou a impressão de que há um limite extraoficial para a cotação, entre R$ 1,70 e R$ 1,90, apesar das negativas oficiais de que a equipe econômica tenha uma banda de flutuação em mente”.
Judiciário/reajuste – Correio informa na capa que “Senado prevê reajuste de 5% ao Judiciário”. Informa que Plano Plurianual 2012/15 aprovado na Comissão Mista de Orçamento abriu uma brecha para que as contas públicas do próximo ano comportem reajustes para categorias do funcionalismo público, especialmente para os servidores do Judiciário, que travam guerra com o governo por aumento salarial. Diz que o relatório do senador Walter Pinheiro (PT-BA) indica que há receitas para absorver despesas em vários programas. Somente o de Controle da Atuação Administrativa e Financeira no Poder Judiciário tem R$ 939 milhões reservados até 2015. Do montante, R$ 209 milhões estão previstos já para 2012 e uma média de R$ 240 milhões para os anos de 2013, 2014 e 2015, indicando crescimento dos gastos. O aumento de 5,2% para os servidores do Judiciário significaria R$ 1 bilhão. Nota de abertura em Panorama Político, do Globo, “O governo levou”. Estado, internamente, destaca que “Dilma resiste a lobby por aumento do Judiciário e compra briga com PMDB”. Segundo o jornal, presidenta prefere adiar votação do Orçamento Geral da União a conceder reajuste para magistrados; diz também que PMDB, que conseguiu que STF confirmasse posse de Jader Barbalho, defende juízes.
ICMS/custo da mudança – Valor, na capa, anuncia que “Troca do ICMS terá custo moderado para a União”. Informa que a mudança na tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), da origem para o destino, vai custar à União, na hipótese menos favorável, de R$ 45,6 bilhões a R$ 84,2 bilhões, dependendo do prazo de transição, segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que foi apresentado ontem aos secretários estaduais de Fazenda, em São Paulo.
Brasil/milionários dobrarão até 2016 – Valor, na capa, informa que “Número de milionários no Brasil vai dobrar até 2016”. Notícia é que o mercado de "private banking" brasileiro caminha para alcançar R$ 1 trilhão em 2016, mais que o dobro dos R$ 430 bilhões atuais, projeta Marco Abrahão, da área de gestão de fortunas do Credit Suisse Hedging-Griffo, a partir dos dados da última pesquisa divulgada no relatório Global Wealth Report, do CSHG.
Kassab/aluguel suspeito – Estado, na capa, informa que “Kassab suspende contrato para aluguel de tablet”. Reporta que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) mandou suspender o aluguel de 10.041 tablets para profissionais da administração pública. O Estado revelou, na edição de ontem, que o aluguel dos aparelhos por três anos custaria R$ 138,9 milhões, cinco vezes mais do que o valor de compra do tablet mais caro disponível no mercado. Além disso, o dono da empresa contratada foi condenado por fraudes em contratos de inspeção veicular e está foragido da Justiça. "Pedi que seja apurado e esclarecido para a opinião pública", disse o prefeito.
Cristina x jornais – Folha, na capa, noticia que “Câmara argentina dá ao governo poder sobre papel-jornal”. Informa que a Câmara dos Deputados argentina aprovou ontem, por 134 votos a favor, 92 contra e 13 abstenções o projeto do governo federal que declara o papel-jornal um bem de interesse público. Segundo a Folha, o Senado já começaria a tratar do tema em comissões ontem à noite, e espera-se a aprovação nesse plenário até hoje. Para virar lei, terá depois de passar apenas pela presidente Cristina Kirchner. A lei permitirá ao Estado regular a produção e a comercialização do papel-jornal em todo o país. Globo acompanha edição e noticia na capa que “Cristina aprova lei contra jornais”.
DF/91 PMs rebaixados – Correio dá de manchete que “Justiça rebaixa 91 PMs promovidos por Rosso”. Informa que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios cassou liminar que amparava a promoção de policiais militares pelo ex-governador Rogério Rosso aos cargos de tenente-coronel e coronel. Eles podem ter de devolver o dinheiro recebido desde a promoção, concedida no fim do ano passado. Jornal explica que número de promoções foi exagerado e não levou em conta que, além de antiguidade e merecimento, é preciso que haja vaga disponível para a promoção da patente.
João Dias/barrado – Correio informa que, oito dias após ser detido, o policial militar João Dias acabou impedido de entrar no Palácio do Buriti. Ele tentou marcar uma audiência com o governador Agnelo Queiroz, na tarde de ontem, mas recebeu a ordem de um major para que o acompanhasse até o 3º Batalhão da Polícia Militar (Asa Norte). O soldado foi liberado três horas depois, após a chegada de advogados.
AGU/ “Refis dos corruptos” – Brasil Econômico destaca como manchete que “Dinheiro de corrupção volta para o governo em suaves prestações”. Informa que a Advocacia Geral da União decidiu parcelar os montantes que devem ser devolvidos aos cofres públicos em ações contra o desvio de verbas. Numa “espécie de Refis dos corruptos, os prazos chegam a 60 meses. Informa o jornal que, só em 2011, cerca de 2,3 mil ações foram ajuizadas para reaver mais de R$ 2 bilhões.
Bachelet/ “invisibilidade” da mulher – Sob o título “ ‘Mulheres são vítimas de uma invisibilidade'” – declaração de Michelle Bachelet –, Globo entrevista a diretora da ONU e ex-presidente do Chile, que ressalta que o sexo feminino é alvo de 80% do tráfico de pessoas no mundo. Na conversa, ela falou sobre o complexo tema da mulher com teses e números na cabeça. Entre os fatos citados, destacou que, por ano, três milhões de meninas estão sob risco de mutilação genital; Brasil tem apenas 8% de mulheres na Câmara e a crise econômica afeta mais as mulheres.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Síntese da MIDIA IMPRESSA
MCMV/2012/R$ 23 bilhões – Brasil Econômico destaca na capa que “Habitação popular terá R$ 23 bi em 2012”. Diz que “Governo quer usar o programa Minha Casa, Minha Vida para acelerar retomada econômica em ano eleitoral”. Cita levantamento feito pela ONG Contas Abertas, que aponta que o governo contava no último dia 13 com R$ 22,9 bilhões no Orçamento para o programa. Jornal traz várias retrancas sobre o assunto internamente. Diz que o MCMV ganhou estímulo com a ampliação do teto de financiamento para R$ 85 mil, o que estimula as incorporadoras, que esperam entregar 495 mil unidades no ano que vem. Em outra retranca, afirma que o déficit habitacional do país e a baixa inadimplência afastam o risco de bolha, problema na base da crise dos EUA em 2008 com os subprime.
PIB/previsão de queda – Estado dá segundo destaque de capa para “Índice do BC prevê queda de 0,32% do PIB em outubro”. Informa que a atividade econômica brasileira teve nova retração em outubro. O indicador do Banco Central que funciona como prévia do comportamento do PIB registrou queda de 0,32% na comparação com setembro, pior do que esperado pelos economistas. Agora, segundo o Estado, eles calculam que, para o Brasil evitar uma contração no último trimestre, é necessário crescer em ritmo mensal de 0,6% em novembro e dezembro. Estadão também destaca na capa prvisão de crescimento de 2,8% para o PIB brasileiro este ano segundo a CNI. PIB/cidades – Globo, na capa, destaca que “Crise afeta PIB de cidades brasileiras”. Noticia que, ao derrubar os preços das commodities no mercado internacional, a crise financeira global de 2008 e 2009 afetou diretamente o desempenho das cidades brasileiras que dependiam da venda de matérias-primas, especialmente agrícolas e minerais. Números são do IBGE.
BofA/cenário maior/recessão – Valor destaca na capa que “BofA traça perspectivas inquietantes para 2012”. Notícia é que a economia mundial vai passar por uma desaceleração significativa no ritmo de crescimento em 2012, enfrentando um risco de 40% de cair em recessão caso a já complicada situação na Europa se deteriore e resulte em uma crise bancária, avaliam os analistas globais do Bank of America Merrill Lynch. Seus três cenários para a economia global têm a Europa como epicentro e o quadro traçado está longe de ser animador. O cenário "bom", em que os líderes europeus e o Banco Central Europeu agem com determinação para debelar a crise, tem uma chance de 10% de ocorrer. “Durar anos” – Capa do Brasil Econômico registra percepção da chanceler alemã, Angela Merkel, que “afirma que crise pode durar anos”. Ela voltou a cobrar rigor orçamentário na Eurozona.
Debêntures cambiais/Petropar – Valor, na capa, destaca “Debêntures cambiais, uma opção” para a escassez de crédito em dólar no exterior. Cita o exemplo da empresa do setor petroquímico Petropar, que decidiu recorrer à solução que não era usada há dois anos. Vai emitir debêntures atreladas à variação cambial. A captação, de US$ 210 milhões, vai financiar a aquisição do negócio de não tecidos da Fiberweb. Lembra que a A Petropar anunciou em novembro a compra dos 50% que ainda não detinha na sociedade, além de seis unidades industriais no exterior, por US$ 286 milhões. A empresa esperava ter uma linha de crédito externa liderada pelo Bank of America, mas com a desistência desse banco, as instituições locais que participavam do empréstimo - Bradesco BBI, HSBC e Santander - decidiram trazer a operação para o país. “Crédito seca” – Hoje é o dia do Brasil Econômico (depois de edições anteriores de Valor e Estado) registrar na capa que “Seca o crédito para bancos pequenos” para giros de carteira e levantar capital. Segundo o jornal, instituições do porte vão propor ao governo garantias adicionais com emissão de letras financeiras, segundo a Associação Brasileira de Bancos (ABBC).
Finep/pedidos quintuplicam – Valor divulga na capa que “Pedidos na Finep somam R$ 9,1 bilhões”. Informa que o valor dos pedidos de crédito para inovação chegou a R$ 9,1 bilhões na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). É um volume cinco vezes maior que o do início do ano, segundo seu presidente, Glauco Arbix. Se antes sobravam recursos nas linhas de crédito nessa área, agora a Finep se preocupa com a necessidade de ganhar mais fôlego para poder atender a demanda. A soma de volumes para projetos contratados dobrou em quatro anos, passando de R$ 516 milhões em 2006 para R$ 1,2 bilhão em 2010. Há um ano, a média dos pedidos de crédito por projeto girava em torno de R$ 11 milhões e agora passou a R$ 40 milhões, com casos de mais de R$ 70 milhões nas linhas requisitadas por investidores no pré-sal.
Cade/Latam decola – Jornais destacam aprovação pelo Cade da fusão entre aéreas TAM e chilena LAN. Globo, em “LAN e TAM unidas, mas com restrição”, informa que a Latam torna-se a maior aérea da América Latina, mas terá de ceder espaços de pouso e sair de uma aliança global. Valor, em “Criação da Latam é autorizada”, destaca que a principal exigência do Cade foi a redução de voos no trecho Santiago-São Paulo-Santiago. Folha, em “Cade aprova 2 fusões, na aviação e no setor de sucos”, além de frisar mesmo aspecto destacado por Valor, informa também que o órgão aprovou também a união Citrovita-Citrosuco, o que vai criar a maior produtora de suco de laranja do mundo. TAM/Trip – Brasil Econômico dá manchete para “TAM está a um passo de desistir da compra de participação na Trip”. Internamente, diz que apesar de relatório de “due dilligence” satisfatório, a maior aérea nacional reavalia se este é o momento para concretizar expansão na direção da aviação regional. Leilões – Valor registra na capa que “MPE e ARG vão disputar aeroportos”. Informa que a empresa de engenharia MPE fechou acordo com a construtora mineira ARG para participar dos leilões de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. Informa que Ernest & Young e a consultoria Planos Engenharia foram contratadas para auxiliar na modelagem do negócio.
Jáder/STF dá posse – Estado mancheta que “STF autoriza o 'ficha-suja' Jader Barbalho a tomar posse”. Informa que, “um dos símbolos do efeito da Lei da Ficha Limpa”, o senador eleito Jader Barbalho (PMDB-PA) obteve do Supremo Tribunal Federal autorização para tomar posse. Com a decisão, o STF enxugou ainda mais o alcance da lei que ainda é questionada no tribunal. Folha informa na capa que “Presidente do STF autoriza posse de Jader no Senado”. Noticia que, após receber PMDB, o presidente do STF, Cezar Peluso, autorizou Jader Barbalho (PA) a tomar posse no Senado. Lembra que Barbalho foi eleito em 2010 e barrado pela Ficha Limpa. Globo também chama assunto na capa em “Supremo põe Jader de volta no Senado”. Destaca que, pela primeira vez, Peluso usou a prerrogativa de votar duas vezes, desempatando o julgamento. Correio também registra assunto na capa em “Jader de volta”. Na mesma chamada diz que presidente do Senado, José Sarney, articula candidatura de ex-presidente Fernando Collor à presidência da Casa.
Pimentel/ “palestras fantasmas” – Globo chama na capa que “Pimentel ganhou por palestras fantasmas”. Informa que as unidades regionais da Federação das Indústrias de Minas Gerais desmentiram o ex-presidente da entidade Robson Andrade e disseram que o ministro Fernando Pimentel nunca deu palestras nesses locais em 2009. Ao justificar pagamento de R$1 milhão a Pimentel, Andrade disse que as palestras foram parte do serviço de consultoria. Globo traz nota opinativa interna “Jogo de palavras” sobre “contorcionismo” da retórica da presidenta Dilma para dizer que Pimentel não tem o que explicar. Globo internamente noticia que “Base volta a impedir convocação”. Registra que dois requerimentos para que Pimentel vá ao Congresso são derrubados. Panorama Político, de O Globo, em “Amarelaram”, informa que “tucanos e demistas debateram, reservadamente, a convocação do presidente da CNI e ex-da Fiemg, Robson Andrade, para explicar a consultoria prestada pelo ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento). A proposta foi arquivada”.
PGR/Agnelo – Correio informa na capa que “PGR analisa bens da família de Agnelo”. Relata que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai pedir informações à Polícia Federal sobre suposta investigação da evolução patrimonial de familiares do governador Agnelo Queiroz. A PGR estuda abrir investigação para apurar denúncia de suposto enriquecimento ilegal de parentes de Agnelo na época em que ele era diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Privataria/deu na Folha – Folha rompe bloqueio da grande mídia ao livro “Privataria Tucana”, de Amaury Riberio Jr., e registra internamente que “Jornalista acusa tucanos de receber propina”. Diz que um livro que chegou à praça no fim de semana acusa o ex-governador José Serra de receber propinas de empresários que participaram das privatizações conduzidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Afirma que obra não exibe provas de ligação com privatizações no governo FHC. Diz ainda que, acusado de montar central de espionagem com o PT, autor diz que não fez nada ilegal para obter informações. Brasil Econômico dá nota em Mosaico Político.
Lei da Palmada/Comissão aprova – Folha e Correio dão manchetes para a chamada Lei da Palmada, aprovada ontem por unanimidade na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. O projeto especifica que crianças e adolescentes devem ser protegidos do "castigo físico", quando o uso da força resulta em sofrimento e lesão. Texto segue para o Senado. Correio anota que professores que se omitirem sobre agressões podem ser punidos. Estadão registra assunto na capa em “Câmara aprova projeto que proíbe palmada”.
Violência/30 anos – Globo dá manchete para “Violência mata 1,1milhão de brasileiros em 30 anos”. Informa que o crescimento da violência no país nos últimos 30 anos produziu uma estatística trágica revelada em levantamento divulgado ontem: creca de 1,1 milhão de pessoas foram assassinadas nesse período. Apenas no ano passado, foram mortas 50 mil pessoas, ou 137 por dia. Relata que a taxa de homicídio no Brasil, que em 1980 era 11,7 por cem mil habitantes, saltou para 26,2 por cem mil em 2010. Alagoas é o estado em pior situação, seguido por Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Amapá. A taxa de homícidios caiu no Rio de Janeiro e em São Paulo. Jornal informa que Santa Catarina tem a menor taxa.
Previdência de Servidores/votação adiada – Correio chama na capa que “Fundo de Previdência para servidores só [sai] ano que vem”. Diz que a equipe econômica resistiu o quanto pôde, cedeu até a última linha na reivindicação de parlamentares da base e dos sindicatos e, mesmo assim, não conseguiu votar neste ano o projeto que cria o fundo de pensão para os servidores públicos. Com um terço do PSB disposto a votar contra o projeto — apesar dos apelos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos — e as resistências de parte do PT e do PCdoB, além das obstruções da oposição e do PDT, a saída foi ler o relatório do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) e fechar um acordo para que a matéria seja votada no início de fevereiro, na reabertura dos trabalhos do Congresso. Destaca que “a derrota política do governo” aconteceu dois dias depois que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, reuniu líderes do PT e do PMDB no Palácio do Planalto para dizer que o fundo e a Desvinculação de Receitas da União (DRU) eram as grandes prioridades do governo este ano. Judiciário/reajuste – Correio informa em “Reajuste do Judiciário”, que o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ontem, por meio de liminar, que o Congresso aprecie a proposta de orçamento original do Poder Judiciário para 2012 em conjunto com o Projeto de Lei Orçamentária enviado pelo Poder Executivo.
EDP/hidrelétrica – Brasil Econômico informa na capa que “EDP constrói usina de R$ 1,4 bilhão no Amapá”. Segundo o jornal, a hidrelétrica de Santo Antônio do Jari, na divisa com o Pará, terá capacidade para abastecer 3 milhões de habitantes com a produção de 373,4 megawatts. Previsão é que esteja pronta em 2015, segundo a empresa subsidiária de grupo português do setor. Valor, internamente, informa que “Centrais e empresas fecham pacto mediado por governo para grandes obras”.
Brasil Sem Miséria/ “famílias invisíveis” – Correio, internamente, em “Famílias continuam invisíveis”, diz – a propósito do Plano Brasil sem Miséria – que, até agora, o fracasso da iniciativa de identificar e cadastrar as famílias em condição de extrema pobreza vem sendo a principal razão para os baixos gastos do governo com programa social. Informa que um balanço das ações do plano será apresentado amanhã pela ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, no Palácio do Planalto. Afirma que Dilma deve participar da cerimônia.
Mulheres na política/Bachelet – Globo relata internamente que, “No Brasil, Bachelet critica a baixa participação de mulheres na política”. A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e atual secretária-geral adjunta das Nações Unidas e diretora-executiva da ONU Mulheres disse ontem que é preciso aumentar com urgência a participação feminina na política. Lamentando que apenas 19% das parlamentares no mundo sejam mulheres, ela se reuniu com deputadas e senadoras brasileiras, no escritório da ONU em Brasília, em sua primeira missão no país como representante da entidade.
PMDB x PT/Caixa – Valor relata internamente que “PMDB e PT disputam controle de R$ 44 bi”. Informa que a disputa entre PT e PMDB na cúpula da Caixa Econômica Federal tem por objetivo o controle dos bilionários recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), cujo orçamento para investimentos em 2012 é de R$ 44 bilhões. Diz que os pemedebistas acusam o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, de tentar diminuir o poder de Fabio Cleto, vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias. Ele integra dois conselhos do fundo: o comitê de investimentos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) e o conselho curador do FGTS.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
A mídia não sabe o que fazer com "A privataria tucana"
DEBATE ABERTO
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
Gilberto Maringoni
Há uma batata quente na agenda nacional. A mídia e o PSDB ainda não sabem o que fazer com A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr. A cúpula do PT também ignora solenemente o assunto, assim como suas principais lideranças. O presidente da legenda, Rui Falcão, vai mais longe: abriu processo contra o autor da obra, por se sentir atingido em uma história na qual teria passado informações à revista Veja. O objetivo seria alimentar intrigas internas, durante a campanha presidencial de 2010. A frente mídia-PSDB-PT pareceria surreal meses atrás.
Três parlamentares petistas, no entanto, usaram a tribuna da Câmara, nesta segunda, para falar do livro. São eles Paulo Pimenta (RS), Claudio Puty (PA) e Amaury Teixeira (BA). O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) começa a colher assinaturas para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os temas denunciados no livro. Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) indagou: "Nenhum jornalão comentou o procuradíssimo livro A privataria tucana. Reportagens sobre corrupção têm critérios seletivos?”
O silêncio dos coniventes
O silêncio maior, evidentemente, fica com os meios de comunicação. Desde o início da semana passada, quando a obra foi para as livrarias, um manto de silêncio se abateu sobre jornais, revistas e TVs, com a honrosa exceção de CartaCapital.
As grandes empresas de mídia adoram posar de campeãs da liberdade de expressão. Acusam seus adversários – aqueles que se batem por uma regulamentação da atividade de comunicação no Brasil – de desejarem a volta da censura ao Brasil.
O mutismo sobre o lançamento mais importante do ano deve ser chamado de que? De liberdade de decidir o que ocultar? De excesso de cuidado na edição?
Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” entre senhores e senhoras respeitáveis. Que acordo foi selado entre os grandes meios para que uma das grandes pautas do ano fosse um não tema, um não-fato, algo inexistente para grande parte do público?
Comissão da verdade
Privatização é um tema sensível em toda a América Latina. No Brasil, uma pesquisa de 2007, realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Instituto Ipsos detectou que 62% da população era contra a venda de patrimônio público. Nas eleições de 2006, o assunto foi decisivo para a vitória de Lula (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB).
Que a imprensa discorde do conteúdo do livro, apesar da farta documentação, tudo bem. Mas a obra é, em si, um fato jornalístico. Revela as vísceras de um processo que está a merecer também uma comissão da verdade, para que o país tome ciência das reais motivações de um dos maiores processos de transferência patrimonial da História.
Como ficarão as listas dos mais vendidos, escancaradas por jornais e revistas? Ignorarão o fato de o livro ter esgotado 15 mil exemplares em 48 horas?
O expediente não é inédito. Há 12 anos, outra investigação sobre o mesmo tema – o clássico O Brasil privatizado, de Aloysio Biondi – alcançou a formidável marca de 170 mil exemplares vendidos. Nenhuma lista publicou o feito. O pretexto: foram vendas diretas, feitas por sindicatos e entidades populares, através de livreiros autônomos. O que valeria na contagem seriam livrarias comerciais.
E agora? A privataria tucana faz ótima carreira nas grandes livrarias e magazines virtuais.
Deu no New York Times
O cartunista Henfil (1944-1988) costumava dizer, nos anos 1970, que só se poderia ter certeza de algo que saísse no New York Times. Notícias sobre prisões, torturas, crise econômica no Brasil não eram estampadas pela mídia local, submetida a rígida censura. Mas dava no NYT. Aliás, esse era o título de seu único longa metragem, Tanga: deu no New York Times, de 1987. Era a história de um ditador caribenho que tomava conhecimento dos fatos do mundo através do único exemplar do jornal enviado ao seu país. As informações eram sonegadas ao restante da população.
Hoje quem sonega informação no Brasil é a própria grande mídia, numa espécie de censura privada. O título do filme do Henfil poderia ser atualizado para “Deu na internet”. As redes virtuais furaram um bloqueio que parecia inexpugnável. E deixam a mídia bem mal na foto...
Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).
Será que os donos do Partido da Imprensa golpista, representado pela Globo, Folha, Veja e Estado se locupletaram junto com os tucanos na privataria e por isso estão mudos? A locupletação pode ser através de participação acionária dessas empresas em empresas privatizadas ou em publicidade gasta por empresas como Telefônica e Eletropaulo. Serão cúmplices dos tucanos? A sociedade brasileira exige uma resposta e a imprensa mais uma vez perde a sua já pálida credibilidade. Cadê a liberdade de imprensa? Será que nenhum jornalista da velha imprensa quis fazer um texto e foi barrado pelos donos dessas empresas? Liberdade de expressão é a de desinformar o povo a serviço de interesses que vão contra o próprio povo?
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
A Privataria Tucana
Entrevista
08.12.2011 19:38
08.12.2011 19:38
Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr. CartaCapital relata o que há no livroNão, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial.
'A Privataria Tucana', de Amaury Ribeiro Jr.
Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9, CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 páginas publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.
Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.
O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.
A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada por CartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.
Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.
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