12março2010
enviado por Helena Schuster
Passado o convescote Instituto Millenium, antro da direita hidrófoba do país, os barões da mídia resolveram ir às ruas para evitar o perigo da "restauração stalinista e castrista" representada pela candidatura Dilma Rousseff. Como na preparação do golpe midiático na Venezuela, em abril de 2002, agem como "una solo voz". A Veja estampa na capa a manchete "caiu a casa do tesoureiro do PT"; na sequência, a TV Globo difunde a versão para milhões de telespectadores desavisados; já os jornais Folha, Estadão e Globo, entre outros, dão farta munição para a artilharia pesada.
Diante deste autêntico "genocídio midiático", a sociedade fica perplexa e confusa; parlamentares da base aliada se acovardam; até alguns demos voltam a falar em ética na política, deixando de visitar Arruda, o "vice-careca", na prisão; e os tucanos tentam sair do seu inferno astral. Alguns expoentes petistas ainda defendem a tática do se fingir de morto, achando que isto abrandará o ódio da mídia. Neste cenário, a nota pública do novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, é um alento. Serve para esclarecer a população, municiar a militância e retomar a ofensiva política.
A bandidagem do Estadão e da Veja
"É com perplexidade e absoluta indignação que o PT vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja. O mais absurdo desses ataques se deu no jornal O Estado de S.Paulo, que usou seu principal editorial para acusar o PT de ser 'o partido da bandidagem' - extrapolando os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese", afirma o partido do presidente Lula, que finalmente decidiu reagir.
Ainda segundo a nota, o PT "buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas nos últimos dias. Acionará judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Representará no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de base jurídica ou factual".
Os interesses eleitoreiros da mídia
A nota do PT é mais do que justa. É necessária à democracia. Quanto às "reporcagens" da mídia demotucana, elas atentam contra a própria Constituição Federal, que estabelece a "presunção da inocência". Sem ouvir os acusados, numa atitude covarde, a mídia incorreu novamente no crime da "presunção da culpa". Requentou antigas denúncias sem apresentar qualquer prova concreta. Seu objetivo evidente é acuar a candidatura de Dilma Rousseff e ajudar no palanque eleitoral do tucano José Serra, homem de confiança das famíglias Marinho, Civita, Frias e Mesquita.
Quanto ao promotor José Carlos Blat, fonte primaria das ilações da Veja, o PT poderia anexar ao processo velhas denúncias da própria revista contra o sinistro sujeito. Entre os manjados padrões de manipulação da mídia, um dos principais é realçar o que interessa e ocultar o que não serve no momento. Neste caso, a Veja preferiu esconder as denúncias que já fez contra o promotor - que revelou recentemente suas pretensões políticas. "Estou pensando em me candidatar a deputado".
Fonte primária é bastante suspeita
A revista sabe que Blat é um elemento suspeito. Quando integrou o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ele foi acusado de tentar se livrar de multas do Detran e de proteger suspeitos de corrupção. Em 2004, Blat inclusive foi afastado do órgão. Na ocasião, a Corregedoria do Ministério Público apontou vários indícios de crimes: uso de veículo e pessoal da Gaeco para interesses pessoas; negociar com um delegado a liberação do seu pai, preso em flagrante por armazenar bens roubados; abuso de autoridade e enriquecimento ilícito.
Ele também foi acusado de beneficiar o contrabandista chinês Law Kin Chong. Em 2002, quando atuou na força-tarefa antipirataria, focou a investigação nos pequenos contrabandistas, livrando o chefe da máfia. A advogada do contrabandista costumava visitar Blat no Gaeco. A Corregedoria descobriu ainda que ele morou num apartamento de Alfredo Parisi, condenado por bancar o jogo do bicho. Antes de virar promotor, ele foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência. Esta é a fonte privilegiada da Veja, da TV Globo e dos jornalões.
sexta-feira, 12 de março de 2010
A Justiça de São Paulo nega o pedido do promotor Blat (O herói armador)
Por Augusto da Fonseca
As Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) se calam (até 10h30min) em relação a essa notícia, de extrema importância para os leitores, dado ao intenso noticiário que caluniou, difamou, julgou e condenou à execração pública o deputado e secretário de finanças do PT, João Vaccari Neto.
Se calam porque foi tão ridículo o circo armado para desgastar o Lula, a Dilma e o PT que terão dificuldade de fazer auto-crítica.
Leiam a informação sobre esse assunto, por enquanto apenas noticiado pelo site do PT, pelo Blog do Azenha e por este humilde blog.
“A Justiça de São Paulo negou nesta quinta-feira (11) o pedido de bloqueio das contas da Bancoop e não autorizou a quebra do sigilo bancário do ex-presidente da cooperativa, João Vaccari Neto, atual secretário de Finanças do PT.
Os pedidos haviam sido feitos pelo promotor José Carlos Blat – que, sem base jurídica nem factual, tem usado a imprensa na tentativa de envolver o PT e seus integrantes no processo que investiga supostas irregularidades na administração da Bancoop, uma cooperativa habitacional ligada ao Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Em seu despacho, o juiz questionou porque o pedido de bloqueio só veio agora, passados mais de três anos do início da investigação. Quanto à quebra de sigilo, determinou ao promotor que aponte, nos autos, os indícios que o levaram a fazer tal solicitação.
O juiz também negou o pedido de oitiva para ouvir Vaccari e outras pessoas. Segundo ele, para que eventualmente o inquérito chegue a essa fase, primeiro o promotor deverá prestar todos os esclarecimentos necessários.”
***
E agora, como fica a retratação pela execração pública ao depurtado João Vaccari Neto?
Como ficará a CPI do Bancoop, montada pelo Serra na Alesp, apenas para desgastar a ministra Dilma?
A revista que publicou com estrondo a matéria difamatória terá um mínimo de ética de colocar na capa as informações acima?
O Brasil já tem uma economia e uma democracia de primeiro mundo. Quando terá uma imprensa decente?
As Organizações Serra (Globo, Folha, Estadão e Veja, entre outros) se calam (até 10h30min) em relação a essa notícia, de extrema importância para os leitores, dado ao intenso noticiário que caluniou, difamou, julgou e condenou à execração pública o deputado e secretário de finanças do PT, João Vaccari Neto.
Se calam porque foi tão ridículo o circo armado para desgastar o Lula, a Dilma e o PT que terão dificuldade de fazer auto-crítica.
Leiam a informação sobre esse assunto, por enquanto apenas noticiado pelo site do PT, pelo Blog do Azenha e por este humilde blog.
“A Justiça de São Paulo negou nesta quinta-feira (11) o pedido de bloqueio das contas da Bancoop e não autorizou a quebra do sigilo bancário do ex-presidente da cooperativa, João Vaccari Neto, atual secretário de Finanças do PT.
Os pedidos haviam sido feitos pelo promotor José Carlos Blat – que, sem base jurídica nem factual, tem usado a imprensa na tentativa de envolver o PT e seus integrantes no processo que investiga supostas irregularidades na administração da Bancoop, uma cooperativa habitacional ligada ao Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Em seu despacho, o juiz questionou porque o pedido de bloqueio só veio agora, passados mais de três anos do início da investigação. Quanto à quebra de sigilo, determinou ao promotor que aponte, nos autos, os indícios que o levaram a fazer tal solicitação.
O juiz também negou o pedido de oitiva para ouvir Vaccari e outras pessoas. Segundo ele, para que eventualmente o inquérito chegue a essa fase, primeiro o promotor deverá prestar todos os esclarecimentos necessários.”
***
E agora, como fica a retratação pela execração pública ao depurtado João Vaccari Neto?
Como ficará a CPI do Bancoop, montada pelo Serra na Alesp, apenas para desgastar a ministra Dilma?
A revista que publicou com estrondo a matéria difamatória terá um mínimo de ética de colocar na capa as informações acima?
O Brasil já tem uma economia e uma democracia de primeiro mundo. Quando terá uma imprensa decente?
quinta-feira, 11 de março de 2010
Novo adesivo
O Roriz é o pai de todos, e está sendo poupado pela mídia.
Por isso, o Sindicato dos Urbanitários no DF (STIU-DF) confeccionou o seguinte adesivo.
Favor ajudar a divulgar
Diretoria do STIU-DF
P.S.: "Aposente" se escreve com "s", mas o "Z" transgride as leis ortográficas.
Por isso, o Sindicato dos Urbanitários no DF (STIU-DF) confeccionou o seguinte adesivo.
Favor ajudar a divulgar
Diretoria do STIU-DF
P.S.: "Aposente" se escreve com "s", mas o "Z" transgride as leis ortográficas.
Desempenho da Economia Brasileira
O G1 publicou agora um infográfico que mostra o desempenho da economia brasileira, durante a crise mundial, sob o comando do Presidente, melhor do que os de todos os países desenvolvidos.
Descuidadamente, o G1 ofereceu uma das melhores peças de propaganda eleitoral para o programa de TV da Dilma.
Esse quadro serve para comparar, visualmente, a evolução do PIB brasileiro no Governo Lula vis a vis o Governo FHC. É goleada!
Descuidadamente, o G1 ofereceu uma das melhores peças de propaganda eleitoral para o programa de TV da Dilma.
Esse quadro serve para comparar, visualmente, a evolução do PIB brasileiro no Governo Lula vis a vis o Governo FHC. É goleada!
Ferro defende o PT e denuncia conluio entre mídia e oposição
Qua, 10 de Março de 2010 21:06
O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PT-PE), denunciou hoje (10) a existência de um conluio entre setores da mídia e da oposição para tentar atingir o PT e a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República. Ele observou que a oposição, na falta de um projeto para o país, tem feito uso da mídia para difundir falsas notícias visando a se fortalecer no processo eleitoral. A última tacada da oposição ocorreu nesta quarta-feira, com envio de um pedido à Procuradoria Geral da República de investigação sobre o suposto envolvimento da ministra Dilma e do ex-ministro José Dirceu no caso Telebrás, com base em notícia de jornal já desmentida pelo governo.
Segundo Ferro, a oposição encabeçada pelo PSDB, DEM (ex-PFL) e PPS precisa mostrar ao povo brasileiro o que defende como alternativa ao bem-sucedido projeto que vem sendo executado pelo presidente Lula desde 2003. "A oposição precisa de um eixo para esse enfrentamento, dizer o que quer para o Brasil", comentou. O líder acrescentou que a oposição não informa o que defende para a população pobre, a economia e a política externa, três eixos centrais do governo do PT e aliados.
ESCALADA - A iniciativa tomada hoje contra a ministra Dilma insere-se, na opinião de Ferro, na escalada de acusações sem fundamento que setores da mídia têm feito contra o PT nas últimas semanas. A palavra de ordem foi dada pelo Instituto Millenium, integrado pelos barões da mídia e que decidiu, no dia 1º, orientar as empresas que o integram a direcionar suas baterias contra o PT, em favor de um candidato da oposição.
"Não aceitamos essa liberdade das empresas que querem nos submeter às suas visões ideológicas e de mercado. Querem nos destruir, mas não aceitamos", disse Ferro. Ele lembrou que o "festival de acusações" agora é alimentado por "algumas figuras do Ministério Público. "A grosseria e a profusão de acusações contra o partido revelam claramente uma postura autoritária e golpista de certas áreas da nossa mídia que não suportam ser governadas pelo presidente Lula".
Ferro disse que a revista Veja, por exemplo, transformou-se em "panfleto reacionário, conservador e golpista, que tenta, a todo custo, interferir no processo eleitoral e conduzir o comitê eleitoral de campanha da oposição". A revista, juntamente com o jornal o Estado de S. Paulo, vai ser processada pelo PT por publicar mentiras contra o partido.
O líder petista observou que o PT saberá enfrentar os ataques da mídia e da oposição, como o fez em 2005. Naquele ano, recordou Ferro, "tentaram golpear o presidente Lula" e um dirigente do DEM chegou a dizer que "essa raça ia ser extinta", numa alusão racista ao PT e à esquerda brasileira. " E estamos aí, governando o Brasil com 80% de aprovação, sendo reconhecidos em todas as partes do mundo como um grande Governo.
MÍDIA INTERNACIONAL - Ferro assinalou também a diferença de postura entre a mídia internacional e a brasileira, que tratam o Brasil com enfoque tão distinto que aparenta tratar-se de dois países diferentes. Ele reparou que a imprensa internacional elogia o governo Lula, reconhece sua ação, simultaneamente à manifestação de diplomatas estrangeiros que reconhecem que, hoje, não há fórum internacional sem o Brasil participar, dada a projeção alcançada pelo Brasil nos últimos sete anos. Por outro lado, internamente, a mídia brasileira tenta desconstruir o governo do PT e aliados de forma "desesperada".
"Sabemos que esta é uma ação política que tem um lastro ideológico, um lastro eleitoral evidente", disse o líder. " Esse segmento que desconhece que o PT cresceu com a democracia não quer respeitar um partido que se consolidou, tem inserção social". Ele disse que "todos os filiados do PT e seus quadros políticos têm autoridade e a história do seu lado, estão neste país porque fizeram e fazem parte de uma construção democrática, da luta social e política. Rejeitamos essa política de transformar manchete de jornal em processo de disputa eleitoral. Isso é falta de projeto."
Equipe Informes
O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PT-PE), denunciou hoje (10) a existência de um conluio entre setores da mídia e da oposição para tentar atingir o PT e a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República. Ele observou que a oposição, na falta de um projeto para o país, tem feito uso da mídia para difundir falsas notícias visando a se fortalecer no processo eleitoral. A última tacada da oposição ocorreu nesta quarta-feira, com envio de um pedido à Procuradoria Geral da República de investigação sobre o suposto envolvimento da ministra Dilma e do ex-ministro José Dirceu no caso Telebrás, com base em notícia de jornal já desmentida pelo governo.
Segundo Ferro, a oposição encabeçada pelo PSDB, DEM (ex-PFL) e PPS precisa mostrar ao povo brasileiro o que defende como alternativa ao bem-sucedido projeto que vem sendo executado pelo presidente Lula desde 2003. "A oposição precisa de um eixo para esse enfrentamento, dizer o que quer para o Brasil", comentou. O líder acrescentou que a oposição não informa o que defende para a população pobre, a economia e a política externa, três eixos centrais do governo do PT e aliados.
ESCALADA - A iniciativa tomada hoje contra a ministra Dilma insere-se, na opinião de Ferro, na escalada de acusações sem fundamento que setores da mídia têm feito contra o PT nas últimas semanas. A palavra de ordem foi dada pelo Instituto Millenium, integrado pelos barões da mídia e que decidiu, no dia 1º, orientar as empresas que o integram a direcionar suas baterias contra o PT, em favor de um candidato da oposição.
"Não aceitamos essa liberdade das empresas que querem nos submeter às suas visões ideológicas e de mercado. Querem nos destruir, mas não aceitamos", disse Ferro. Ele lembrou que o "festival de acusações" agora é alimentado por "algumas figuras do Ministério Público. "A grosseria e a profusão de acusações contra o partido revelam claramente uma postura autoritária e golpista de certas áreas da nossa mídia que não suportam ser governadas pelo presidente Lula".
Ferro disse que a revista Veja, por exemplo, transformou-se em "panfleto reacionário, conservador e golpista, que tenta, a todo custo, interferir no processo eleitoral e conduzir o comitê eleitoral de campanha da oposição". A revista, juntamente com o jornal o Estado de S. Paulo, vai ser processada pelo PT por publicar mentiras contra o partido.
O líder petista observou que o PT saberá enfrentar os ataques da mídia e da oposição, como o fez em 2005. Naquele ano, recordou Ferro, "tentaram golpear o presidente Lula" e um dirigente do DEM chegou a dizer que "essa raça ia ser extinta", numa alusão racista ao PT e à esquerda brasileira. " E estamos aí, governando o Brasil com 80% de aprovação, sendo reconhecidos em todas as partes do mundo como um grande Governo.
MÍDIA INTERNACIONAL - Ferro assinalou também a diferença de postura entre a mídia internacional e a brasileira, que tratam o Brasil com enfoque tão distinto que aparenta tratar-se de dois países diferentes. Ele reparou que a imprensa internacional elogia o governo Lula, reconhece sua ação, simultaneamente à manifestação de diplomatas estrangeiros que reconhecem que, hoje, não há fórum internacional sem o Brasil participar, dada a projeção alcançada pelo Brasil nos últimos sete anos. Por outro lado, internamente, a mídia brasileira tenta desconstruir o governo do PT e aliados de forma "desesperada".
"Sabemos que esta é uma ação política que tem um lastro ideológico, um lastro eleitoral evidente", disse o líder. " Esse segmento que desconhece que o PT cresceu com a democracia não quer respeitar um partido que se consolidou, tem inserção social". Ele disse que "todos os filiados do PT e seus quadros políticos têm autoridade e a história do seu lado, estão neste país porque fizeram e fazem parte de uma construção democrática, da luta social e política. Rejeitamos essa política de transformar manchete de jornal em processo de disputa eleitoral. Isso é falta de projeto."
Equipe Informes
quarta-feira, 10 de março de 2010
PT vai à Justiça contra mentiras, calúnias e agressões criminosas de Veja, Estadão e Blat
Leia abaixo nota divulgada nesta terça-feira (9) pelo presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra:
Nota do Partido dos Trabalhadores
É com perplexidade e absoluta indignação que o Partido dos Trabalhadores vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja.
O mais absurdo desses ataques se deu hoje, terça-feira (9), quando o jornal O Estado de S.Paulo usou seu principal editorial para acusar o PT de ser "o partido da bandidagem" - extrapolando todos os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese.
O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da justiça e das liberdades civis. Nasceu dessas lutas, se consolidou a partir delas e, nos governos que conquistou, tem sido o principal promotor da idéia de um Brasil efetivamente para todos, com absoluto respeito às instituições democráticas, às regras do jogo político e ao direito fundamental à liberdade de opinião e expressão.
Para nós, a diversidade de opiniões é a essência não só da democracia, mas também do próprio PT. Devemos a essa característica, em grande parte, o sucesso de nosso projeto de país, cujo apoio majoritário da população se dá em oposição aos interesses da minoria que nos ataca.
Nem o PT nem a sociedade brasileira podem aceitar o baixo nível para o qual parte da mídia ameaça levar o embate político às vésperas de mais uma eleição presidencial. O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso. A liberdade de imprensa, defendida pelo PT mais do que por qualquer outro partido, não merece que façam isso em nome dela.
O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias.
Acionaremos judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual.
José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT
Nota do Partido dos Trabalhadores
É com perplexidade e absoluta indignação que o Partido dos Trabalhadores vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista Veja.
O mais absurdo desses ataques se deu hoje, terça-feira (9), quando o jornal O Estado de S.Paulo usou seu principal editorial para acusar o PT de ser "o partido da bandidagem" - extrapolando todos os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese.
O PT tem uma incontestável história de lutas em defesa da democracia, da cidadania, da justiça e das liberdades civis. Nasceu dessas lutas, se consolidou a partir delas e, nos governos que conquistou, tem sido o principal promotor da idéia de um Brasil efetivamente para todos, com absoluto respeito às instituições democráticas, às regras do jogo político e ao direito fundamental à liberdade de opinião e expressão.
Para nós, a diversidade de opiniões é a essência não só da democracia, mas também do próprio PT. Devemos a essa característica, em grande parte, o sucesso de nosso projeto de país, cujo apoio majoritário da população se dá em oposição aos interesses da minoria que nos ataca.
Nem o PT nem a sociedade brasileira podem aceitar o baixo nível para o qual parte da mídia ameaça levar o embate político às vésperas de mais uma eleição presidencial. O Brasil não merece isso. A democracia não merece isso. A liberdade de imprensa, defendida pelo PT mais do que por qualquer outro partido, não merece que façam isso em nome dela.
O PT não entrará nesse jogo, no qual só ganham aqueles que têm pouco ou nenhum compromisso com a democracia. Mas buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas contra o partido e seus milhões de militantes nos últimos dias.
Acionaremos judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial desta terça, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Também representaremos no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual.
José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Por quem chora Hillary Clinton?
DEBATE ABERTO
Permanece atual o relatório da Anistia Internacional, de 2005: "Quando o país mais poderoso do mundo se burla do Estado de direito e dos direitos humanos, está dando permissão para que outros países cometam abusos com impunidade e audácia".
Gilson Caroni Filho
A morte do preso político cubano Orlando Zapata, que permaneceu em greve de fome durante 85 dias, deflagrou uma série de protestos de governos e organizações de defesa dos direitos humanos na Europa e nos Estados Unidos. Hillary Clinton, falando ao Senado, declarou estar profundamente consternada por seu martírio em defesa de seus direitos e para alertar sobre a situação e a opressão dos presos políticos em Cuba". Faltou algo no lamento da secretária de Estado norte-americana. E essa incompletude advém da impossibilidade de analisar fenômenos políticos sem a aplicação concreta da relação dialética entre o universal e o concreto.
Se por direitos humanos entendemos princípios inalienáveis que objetivam resguardar os valores fundamentais da pessoa humana, ou seja, direitos que procuram assegurar a solidariedade, a igualdade, a fraternidade, a liberdade e a dignidade do individuo, como efetivá-los em uma ordem internacional hegemonizada pelo capital que o define como absoluto abstrato? E que, ao fazê-lo, nega a esse mesmo indivíduo a sua realidade concreta, a possibilidade de pensar seus problemas, angústias e desventuras como algo exterior aos ditames da lei do valor. A questão que se coloca é quanto à compatibilidade entre capitalismo e direitos humanos. Talvez esteja nesse ponto a precisão das palavras do presidente cubano, Raul Castro, que atribuiu a morte de Zapata ao confronto que temos com os Estados Unidos"
Como destacou o jornalista Sérgio Augusto, em memorável artigo para Encontros com a Civilização Brasileira (agosto, 1978) "ficou difícil acreditar na bondade dos americanos depois das 159 intervenções armadas levadas a cabo pelos EUA, antes de 1945, e no pós-guerra, na Coréia, na República Dominicana, no Vietnã-sem contar os golpes que incentivaram no Líbano, na Guatemala, no Irã, na Turquia, na Grécia, na Argentina, em Myanmar, na Indonésia, em Gana, no Chile, no Brasil,etc. Sempre, é claro, com os mais elevados propósitos, como não se cansa de difundir a inseparável máquina de propaganda do "Mundo Livre", na qual sobressaem a grande imprensa, dita liberal e isenta e as agências transnacionais de notícias com a assessoria ocasional da CIA".
Passados 38 anos da publicação, não é difícil atualizar os números do texto, dada a manutenção dos métodos. A prática tradicional da política externa norte-americana continua ignorando violações de direitos em ditaduras consideradas vitais para seus interesses estratégicos.
Se a oposição à tortura, à pena de morte e à prisão por questões de consciência constitui um programa capaz de unificar atores de orientações políticas distintas e diferentes procedências geográficas, não se pode ignorar que todos os países contêm, dentro dos seus sistemas sociais, contradições que, ao criar tensões, se traduzem em transgressões aos direitos humanos. Os Estados Unidos, recordistas na aplicação da pena de morte, mantêm presos, desde 1998, cinco cubanos, radicados em território norte-americanos, sob acusação de espionagem.
Antonio Guerrero, Fernando González, Geraldo Hernández, Rafael Labañino e René González estão detidos sem que nenhum tipo de crime tenham cometido. Permanecem aprisionados por monitorar atos de grupos terroristas instalados em Miami. Por eles, Hillary Clinton não fica "profundamente consternada". Muito menos pelos 188 homens ainda detidos em Guantánamo sem acusação, julgamento ou qualquer tipo de amparo judicial.
Permanece atual o relatório da Anistia Internacional, de 2005. Sob o pretexto de combater o terror, o governo estadunidense se dedicou a fundo para restringir as regras da Convenção de Genebra, terceirizando a tortura. Na introdução, o documento é categórico: Quando o país mais poderoso do mundo se burla do Estado de direito e dos direitos humanos, está dando permissão para que outros países cometam abusos com impunidade e audácia". Melhor, impossível.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
Permanece atual o relatório da Anistia Internacional, de 2005: "Quando o país mais poderoso do mundo se burla do Estado de direito e dos direitos humanos, está dando permissão para que outros países cometam abusos com impunidade e audácia".
Gilson Caroni Filho
A morte do preso político cubano Orlando Zapata, que permaneceu em greve de fome durante 85 dias, deflagrou uma série de protestos de governos e organizações de defesa dos direitos humanos na Europa e nos Estados Unidos. Hillary Clinton, falando ao Senado, declarou estar profundamente consternada por seu martírio em defesa de seus direitos e para alertar sobre a situação e a opressão dos presos políticos em Cuba". Faltou algo no lamento da secretária de Estado norte-americana. E essa incompletude advém da impossibilidade de analisar fenômenos políticos sem a aplicação concreta da relação dialética entre o universal e o concreto.
Se por direitos humanos entendemos princípios inalienáveis que objetivam resguardar os valores fundamentais da pessoa humana, ou seja, direitos que procuram assegurar a solidariedade, a igualdade, a fraternidade, a liberdade e a dignidade do individuo, como efetivá-los em uma ordem internacional hegemonizada pelo capital que o define como absoluto abstrato? E que, ao fazê-lo, nega a esse mesmo indivíduo a sua realidade concreta, a possibilidade de pensar seus problemas, angústias e desventuras como algo exterior aos ditames da lei do valor. A questão que se coloca é quanto à compatibilidade entre capitalismo e direitos humanos. Talvez esteja nesse ponto a precisão das palavras do presidente cubano, Raul Castro, que atribuiu a morte de Zapata ao confronto que temos com os Estados Unidos"
Como destacou o jornalista Sérgio Augusto, em memorável artigo para Encontros com a Civilização Brasileira (agosto, 1978) "ficou difícil acreditar na bondade dos americanos depois das 159 intervenções armadas levadas a cabo pelos EUA, antes de 1945, e no pós-guerra, na Coréia, na República Dominicana, no Vietnã-sem contar os golpes que incentivaram no Líbano, na Guatemala, no Irã, na Turquia, na Grécia, na Argentina, em Myanmar, na Indonésia, em Gana, no Chile, no Brasil,etc. Sempre, é claro, com os mais elevados propósitos, como não se cansa de difundir a inseparável máquina de propaganda do "Mundo Livre", na qual sobressaem a grande imprensa, dita liberal e isenta e as agências transnacionais de notícias com a assessoria ocasional da CIA".
Passados 38 anos da publicação, não é difícil atualizar os números do texto, dada a manutenção dos métodos. A prática tradicional da política externa norte-americana continua ignorando violações de direitos em ditaduras consideradas vitais para seus interesses estratégicos.
Se a oposição à tortura, à pena de morte e à prisão por questões de consciência constitui um programa capaz de unificar atores de orientações políticas distintas e diferentes procedências geográficas, não se pode ignorar que todos os países contêm, dentro dos seus sistemas sociais, contradições que, ao criar tensões, se traduzem em transgressões aos direitos humanos. Os Estados Unidos, recordistas na aplicação da pena de morte, mantêm presos, desde 1998, cinco cubanos, radicados em território norte-americanos, sob acusação de espionagem.
Antonio Guerrero, Fernando González, Geraldo Hernández, Rafael Labañino e René González estão detidos sem que nenhum tipo de crime tenham cometido. Permanecem aprisionados por monitorar atos de grupos terroristas instalados em Miami. Por eles, Hillary Clinton não fica "profundamente consternada". Muito menos pelos 188 homens ainda detidos em Guantánamo sem acusação, julgamento ou qualquer tipo de amparo judicial.
Permanece atual o relatório da Anistia Internacional, de 2005. Sob o pretexto de combater o terror, o governo estadunidense se dedicou a fundo para restringir as regras da Convenção de Genebra, terceirizando a tortura. Na introdução, o documento é categórico: Quando o país mais poderoso do mundo se burla do Estado de direito e dos direitos humanos, está dando permissão para que outros países cometam abusos com impunidade e audácia". Melhor, impossível.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
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