segunda-feira, 16 de julho de 2012

Revelada gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC e morte de um Brasileiro


 

Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países
Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidenteFernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.
O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.
Veto imperial
O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.
“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.
Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.
Guinada na política externa
O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.
Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites.
Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.
Bomba! Bomba!
O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.
A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.
Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.
Desarmamento unilateral
A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.
Intervencionismo crescente
O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.
São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.
Wikileaks revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC
O Brasil não pode mais – I
VLS e crime de lesa-pátria

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Demóstenes Torres: o catão jaz cassado e a imprensa é cúmplice de seus crimes


Essa publicação está excelente. É muito clara e põe "os pingos nos  i's". Imperdível. É ler e passar prá frente.


Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

A imprensa, cúmplice de Demóstenes, o inflou e o abandonou.
 A cassação do jaz senador Demóstenes Torres é emblemática, porque se trata de um político que foi festejado pela direita partidária, bem como pela mídia empresarial, além da imprensa compromissada com os interesses das classes dominantes e dos países de vocação imperialista, aqueles considerados ricos e também “civilizados” por um sistema midiático hegemônico e, irremediavelmente, golpista e, portanto, corrupto.

Demóstenes Torres é o exemplo do fracasso político da direita e de todos seus tentáculos. A cassação do “catão” de Goiás, que adotado pela Veja, O Globo, Estadão, Folha de S. Paulo, Zero Hora, Época, Correio Braziliense e tevês Globo e Bandeirantes, entre outros veículos comerciais e privados foi uma derrota ímpar de um segmento conservador e refratário às mudanças e reformas necessárias para que o Brasil se desenvolva e seu povo tenha acesso a uma vida de melhor qualidade.

Inflado pela vaidade e com uma língua cortante e de discursos inflamados na tribuna do Senado e principalmente quando dava entrevistas para a imprensa pertencente à direita empresarial, Demóstenes Torres durantes anos atacou, sistematicamente, os governos trabalhistas de Lula e de Dilma e pedia, como se fosse o político defensor da ética, da moral e dos bons costumes, a queda de ministros, de executivos de estatais, de empresários e até de juízes que resistiam a atender seus interesses também vinculados aos propósitos do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que não media limites para influenciar nas esferas de poder republicanas.
  
Comprovou-se, então, por intermédios de centenas de gravações da Polícia Federal que o “leão” de conduta e princípios austeros e sempre procurado e ouvido pela imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) não passava de um “rato” político, boy de luxo de um criminoso, que dava recados na tribuna do Senado para fazer acusações, chantagear e ameaçar autoridades, que, pressionadas pela velha imprensa, sua cúmplice em ações ilegais e irregulares, não conseguiam se defender adequadamente das acusações e por isso foram demitidos ou pediram demissão de seus cargos. Atualmente, muitas autoridades que praticamente foram imoladas processam veículos da imprensa de negócios privados. Contudo, o caldo já foi derramado.

Eles desejam, não disputam eleições e tentam pautar o País.
 O jaz senador de Goiás se tornou um cadáver político e a imprensa burguesa rapidamente se afastou para salvar o seu próprio “rabo”. Quem tem rabo preso teme, mesmo sabendo que tem poder, mas pouca credibilidade jornalística por se tornar oposição aos governos trabalhistas, pois percebeu que seus cúmplices, aliados e candidatos a cargos principalmente majoritários perderam a força e por isso estão entregues ao deus dará, por não oferecerem ao povo brasileiro projetos e programas de governo viáveis, porque simplesmente o PSDB e seus apêndices (DEM, PV, PPS e às vezes até o PSOL) não têm propostas exequíveis.

A verdade é que esses partidos são compromissados historicamente com as elites econômicas deste País e com os interesses do capitalismo internacional. Não foi à toa que essa turba vendeu o País, além ter ido ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires na mão. Os tucanos e seus cúmplices, notadamente os paulistas da “elite” branca separatista herdeira de 1932, detestam o Brasil e desprezam o seu povo ao tempo que são mentalmente colonizados e com um enorme complexo de vira-lata.  Os tucanos e sua porta-voz, a imprensa burguesa, são a parte intrínseca, inerente de uns dos piores segmentos sociais do planeta: os ricos do Brasil e os governantes e funcionários públicos de alto escalão, a exemplo do juiz do STF, Gilmar Mendes, que tentam manter os interesses da classe dominante intactos.

Mas não vai ser possível para eles manter indefinidamente as coisas como eles queriam que estivessem, porque, fundamentalmente, governantes trabalhistas distribuem renda e riqueza. É histórico em toda a América Latina e no mundo. Contudo, é necessário e imperativo que o Governo Dilma Rousseff efetive o marco regulatório das mídias, porque deixar um setor econômico privado sem regulamentação é a mesma coisa que o dono de uma granja colocar lobos ou chacais ou coiotes para vigiar suas galinhas. Falcões e gaviões também não são recomendáveis.

Ministro das Comunicações Paulo Bernardo, cadê o projeto de regulamentação das mídias do jornalista Franklin Martins? O senhor não sabe? Então, pergunte à ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ou à presidenta Dilma Rousseff. Em alguma gaveta jaz o projeto. Lembre-se dos golpes no Paraguai e em Honduras! Lugo e Zelaya! Os dois caíram e foram eleitos democraticamente! A imprensa de ambos países e seus barões são golpistas iguais os daqui. Não respeitam as leis e desprezam a Constituição! Eles contratam seus sabujos de penas mentirosas e manipuladoras a peso de ouro! Quem avisa amigo é. Não esqueça que a imprensa privada brasileira capitaneada por seus barões até hoje tem um vínculo histórico e indelevelmente nostálgico com a escravidão.

Cúmplices para derrubar autoridades do governo. Golpistas.
O jaz senador Demóstenes Torres, o catão, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira são quase a mesma pessoa no que tange a derrubar autoridades ou tentar derrubá-las, como fizeram com o governador do DF, Agnelo Queiroz, que prestou depoimento de forma  segura e franca e não satisfeito abriu suas contas bancárias, telefônicas e fiscais. Foi um cala-boca que fez a imprensa golpista esquecê-lo. Porém, os barões da imprensa também se calaram quanto ao governador de Goiás, Marconi Perillo, que, ao que parece, está envolvido até a medula com tal “empresário”, como gosta de falar e publicar a Folha de S. Paulo quando se reporta ao banqueiro... banqueiro do jogo do bicho, é claro.

A imprensa ataca o Governo e Lula e tenta pautar os juízes do STF. Os burgueses, os direitistas da imprensa precisam do “Mensalão”, que até hoje não foi juridicamente comprovado e negado pelo seu pivô, o senhor Roberto Jefferson. A verdade é que Jefferson tentou, junto a seus cúmplices do segmento empresarial e de setores do DEM e do PSDB dar um golpe “branco” de estado contra Lula, em 2005.

Os empresários e os jornalistas de confiança do sistema midiático fazem enorme pressão e manipulam as noticias com o propósito de o Mensalão ser julgado em agosto, porque precisam que esse evento aconteça antes das eleições de outubro. Eles querem condenar o José Dirceu e com isso condenar o Lula moralmente e manchar o governo de Dilma Rousseff. Essa é a estratégia, porque sabem que os candidatos que eles apoiam perdem as eleições ou tem muita chance de perdê-las.

Uma derrota do PSDB em São Paulo seria considerada um retumbante fracasso, e deixaria a direita política brasileira ainda mais fraca para lutar nas eleições presidenciais. Além disso, os negócios das Organizações(?) Globo e de grupos econômicos como a Folha, o Estadão e a Abril(Veja) seriam, certamente, investigados e contratos poderiam ser anulados. É público e notório que essas corporações privadas e de ideologia colonialista formalizaram há muito tempo contratos milionários com o poder público, especialmente com a prefeitura e o governo estadual de São Paulo. A imprensa burguesa e privatista detesta o estado, o que é público e do público, mas adora mamar em suas tetas. E há mais de cem anos os barões da imprensa fazem isso. Eles deveriam se desestatizar se tivessem um pingo de vergonha, por causa de suas contradições oportunistas.

Tucanos superaram o DEM como pior partido do mundo.
 Até as eleições, o sistema de mídias nas mãos de homens e mulheres de direita e confessadamente elitistas e colonizados inventarão fatos e criarão notícias dúbias com a finalidade de confundir o público. Mentirão também em razão de seus interesses serem concretizados. A CPMI da Veja-Época-Cachoeira-Demóstenes comprovará a aliança e a cumplicidade entre o crime organizado e a imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) brasileira. Demóstenes que jaz, Cachoeira preso. Eumano Silva, diretor da revista Época(Globo) demitido, e Policarpo Jr., diretor da Veja, escondido pelo seu patrão, são a prova incontestável que a imprensa se torna bandida por si mesma. Cumplicidade e má fé. Jaz!  É isso aí.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Campanha "valorize a comunicação assistindo o que é publico"


De forma simples temos que apoiar está campanha:


Se temos a nossa
 

Prá que as outras?





Está na hora de fazermos diferente, isolando a mídia embusteira e manipuladora.

E divulgando a nossa TV Pública.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ferro propõe A Voz do Brasil como Patrimônio Cultural Imaterial



O deputado Fernando Ferro (PT-PE), vice-líder da bancada do PT, protocolou na Mesa da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (3), uma proposição que solicita ao Poder Executivo, por meio do Ministério da Cultura, a inclusão do programa A Voz do Brasil como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. 

“A Voz do Brasil é uma radiografia da história da República. É um programa que  tem um acervo politico e cultural importante. A nossa indicação é para que o ministério da Cultura se aproprie, consolide e dê estatuto de Patrimônio Imaterial da memória do Brasil a esse programa”, afirmou Fernando Ferro.

O parlamentar lembrou que A Voz do Brasil faz parte de um espaço de divulgação das ações do Congresso Nacional, do Executivo e do Judiciário e é um programa já incorporado ao cotidiano de milhões de brasileiros em todas as regiões do País. “É um programa que cumpre um papel social e político de extrema importância”, ressaltou.

Flexibilização – O deputado petista criticou a proposta de flexibilização do horário da Voz do Brasil, em análise na Câmara. De acordo com Ferro, o projeto representa “uma ofensiva de setores privados da mídia que querem se apropriar desse espaço e, que, no limite, querem extinguir A Voz do Brasil”.

Na avaliação do vice-líder da bancada do PT, o programa é um dos poucos espaços em que os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário têm para prestar contas à população. Ferro disse ainda que o programa  “alimenta” parcela do povo brasileiro com informações normalmente desprezadas pela midia comercial e, ao mesmo tempo, orienta a população sobre os direitos dela e contribui para o seu posicionamento político.

Concessão – Para Fernando Ferro, os canais de rádio e televisão são concessões públicas e, por isso, “não se pode abrir mão” do direito de informar a população. Ainda segundo Ferro, o Brasil está vivendo um processo de apropriação de um espaço de visibilidade de ação de interesse público. “É a privatização da informação e da notícia do Brasil por interesses políticos e ideológicos dos agentes que, hoje, controlam a mídia no País”, criticou o petista.

Benildes Rodrigues

Texto publicado originalmente no site PT na Câmara 

domingo, 8 de julho de 2012

Reunião de Trabalho SNCPT/Militância Virtual do PT

No encerramento da reunião de Trabalho da  Secretaria Nacional de Comunicação e da Militância Virtual do PT, hoje, dia 08/07/2012, esteve presente o companheiro Alexandre Padilha, que puxou o coro "em 2012 é redePT 13". Assista ao vídeo:


sexta-feira, 6 de julho de 2012

"A salvação do planeta está na América Latina"

Para o analista Juan Carlos Monedero, ex-conselheiro do presidente Hugo Chávez, a salvação do planeta ou virá da América Latina, ou não virá de lugar algum. "A Europa está exausta, a China não quer, os Estados Unidos tampouco e a África não pode. A América Latina é o continente que sofreu o problema neoliberal e conseguiu superá-lo. É o continente que tem a memória do que é o modelo neoliberal e, além disso, tem a memória dos povos originários que lembram a necessidade de respeitar a Pacha Mama". A reportagem é de Eduardo Febbro, direto de Caracas.

Caracas - O primeiro grande debate aberto da 18ª edição do Foro de São Paulo teve como tema os governos progressistas e de esquerda. No curso das amplas discussões ficou refletida a preocupação de muitos delegados pela estabilidade desses governos e pelo modo de desenvolvimento que oferecem ou podem oferecer frente à hostilidade dos modelos liberais. Do Panamá e da Palestina, passando por Honduras, Venezuela, Uruguai, Porto Rico, Brasil ou México, os participantes mostraram grande preocupação com a forma pela qual os progressistas podem implementar suas políticas sem se expor à decapitação liberal. Um delegado da Palestina afirmou com visível temor que, por onde quer que se vá, “o liberalismo bloqueia os caminhos mundiais ou nacionais”.

O outro grande tema consistiu em encontrar uma resposta a essa grande incógnita que consiste em saber em que fase de sua história se encontra o modelo liberal levando em conta todas as crises que o atingiram nos últimos anos. Aqueles que chegaram a considerá-lo como agonizante ou morto reconhecem que não é assim, mas tampouco encontram no horizonte um modelo para retratar o estado atual. Conversamos em Carcas com o analista Juan Carlos Monedero, ex-conselheiro do presidente Hugo Chávez e lúcido pensador dos pleitos que a esquerda deve fazer nestes tempos de dúvidas.

Os participantes deste Foro, ao mesmo tempo em que celebram a existência de governos progressistas, perguntam-se o que fazer frente ao modelo ultraliberal que segue em pé apesar das hecatombes que provocou e que o afetaram.

Há milhares de teses sobre este modelo capitalista que não serviu nem para prever a crise nem para resolvê-la. A esquerda tem um terrível problema de reflexão. Nos cansamos de repetir que uma ação sem teoria é cega e que uma teoria sem ação é vazia. Há problemas para os quais não temos resposta. Por exemplo, quais são as relações entre os movimentos sociais e os governos: como atua um governo que pode ter acesso aos aparatos do Estado sem que isso signifique tenha realmente o poder?
Como se relaciona o Estado herdado com o Estado em construção? Qual é o novo sujeito de transformação? O que ocorre quando a classe operária segue existindo, mas já não se deixa representar? Creio que a esquerda pode encontrar respostas a estas perguntas em foros deste tipo. O grande desafio da esquerda é ver como se traduzem as diferentes lutas pela emancipação para encontrar um fio que as unifique.

Há anos que a esquerda tem uma grande capacidade análise, uma extrema lucidez em seu diagnóstico. No entanto, inclusive em um dos piores momentos do liberalismo, a esquerda não consegue plasmar uma ação de impacto global. Por quê?

A esquerda sempre mobilizou com sonhos. Os grandes lemas de mudança social da esquerda que tanto emocionaram a população são um pouco vagos: terra e liberdade, pão e trabalho, socialismo ou morte, etc. Essas ideias são elementos amplos, mas não chegam a se concretizar. Por paradoxal que pareça, hoje em dia os únicos que são politicamente incorretos são os atores da direita: Berlusconi na Itália, Sarah Palin nos Estados Unidos, Esperanza Aguirre na Espanha, etc. São sujeitos capazes de apelar às emoções. Por isso, quando o capitalismo está em crise, a saída mais fácil que encontra é a fascista. E isso se deve ao fato de que a esquerda não consegue entender que tem que ser capaz de unir a emoção e a gestão. A esquerda precisa renovar as emoções e terminar de concretizar as alternativas. Vivemos em um mundo de transição onde o velho não termina de ir embora e o novo ainda não acabou de chegar.

Precisamos fazer teoria não na base daquilo que queremos, mas sim do que não queremos. Isso representa uma vantagem teórica. Os modelos tradicionais se romperam: a União Soviética afundou, o mundo do trabalho se transformou, os Estados nacionais mudaram e as ideologias se diluíram. Os marcadores de certeza se tornaram líquidos e por isso temos dificuldade para concretizar outras coisas em uma alternativa que tomará forma na medida em que for sendo construída. Considero importante teorizar sobre uma esquerda flexível que vá construindo o grande mosaico daquilo que desejamos com base naquilo que não queremos.

Estamos então em uma crise de modelos onde as novas ondas não chegam a arrastar o mundo de antes.

Estamos em uma encruzilhada teórica onde os velhos elementos já não valem, não valem os velhos partidos políticos, não vale o modelo de assalto ao poder nem muito menos o modelo de gestão humanista de um capitalismo em crise como faz a social democracia. Como diria Marx, é um momento para regressar à biblioteca e tentar aportar modelos que orientem.

Mas todas estas buscas que você expõe não afastam o poder uma oligarquia disposta a tudo para ser manter. O sistema não acabou. Por acaso hoje o liberalismo é mais frágil ou se reforçou com a crise? O que seria uma autêntica estratégia da esquerda para um momento como este?

Ludovico Silva dizia que se os louros fossem marxistas seriam marxistas ortodoxos. Eu diria: nem Marx, nem menos. Marx nos dá muita luz, mas é preciso lê-lo com a luz atual. Não sabemos se a crise do capitalismo será a última. Uma filosofia da história tem o problema de pretender que o futuro está escrito, o que não real. A esquerda não conseguiu ver bem a enorme capacidade de adaptação do sistema capitalista. Sabemos que cada vez que há uma crise, o leque de respostas do sistema se estreita. O capitalismo saiu da última grande crise dos anos 70 com a exploração da natureza, com a exploração dos países do Sul e das gerações futuras mediante o déficit. Esses três elementos se esgotaram.

O que sabemos hoje é que as respostas do sistema se estreitam. O sistema global teve que regressar à origem e exacerbar a exploração dentro de casa. Também sabemos que, segundo as cifras mais otimistas, há 75 vezes mais dinheiro que riqueza. E essa mentira funciona enquanto o capital financeiro decida seguir na trilha da mentira. Enquanto diz “nós paramos”, isso é mentira e a situação continua a mesma. Isso é o que está acontecendo. O sistema financeiro se deu conta de que a brecha entre o dinheiro e a riqueza é tão grande que não poderá pagar.

Daí, insisto, a importância deste Foro e da América Latina. Não me canso de repetir que a salvação do planeta ou vem da América Latina, ou não vem de nenhum lugar. A Europa está exausta, a China não quer, os Estados Unidos tampouco e a África não pode. A América Latina é o continente que sofreu o problema neoliberal e conseguiu superá-lo. É o continente que tem a memória do que é o modelo neoliberal e, além disso, tem a memória dos povos originários que lembram a necessidade de respeitar a Pacha Mama. Essa conjunção de memória ancestral e de memória de curto prazo do modelo neoliberal situa a América Latina como um lugar central para encontrar as alternativas.

Nos debates do Foro temos visto uma grande preocupação das pessoas pelo futuro da governabilidade dos governos progressistas. Há uma mescla de medo e ansiedade.

O problema reside em que os governos atuais de mudança têm que administrar o aparato estatal herdado e as pressões atuais. Aí há um conflito porque os movimentos sociais que apoiaram na América Latina os governos da transformação, frequentemente reclamavam também uma parte desse modelo passado. Quem se encarrega então das novas demandas? Do que se trata? Reativar um modelo de consumo que as pessoas consideram perdido, ou reconstruir a realidade?

Os problemas atuais de Evo Morales, Correa, Cristina Fernández de Kirchner respondem a esses problemas mal resolvidos entre a gestão do passado, a gestão do presente e a do futuro. Creio que seria um erro apoiar-se em um movimento social para oferecer-lhe somente o que o modelo anterior deixou de prometer-lhe. Assim estaria se construindo o que fez Margaret Thatcher. Satisfazer as bases da demanda social sem educar com os novos valores da alternativa que queremos construir pode repetir aqui o que ocorreu na Europa: a esquerda construiu a sociedade das classes médias, mas depois essas classes médias chutaram a escada para que os que viessem atrás não tivessem mais oportunidades. Essas classes médias se converteram em novos proprietários sem ideologia. Por isso é essencial um trabalho de tradução entre os diferentes sujeitos que portam a emancipação.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Boletim de Notícias do Instituto Telecom, número 513


MiniCom conclui regras para facilitar obtenção de recursos destinados a projetos de infraestrutura

Serão priorizadas propostas de implantação, ampliação ou modernização de rede de banda larga ou para a radiodifusão digital

O Ministério das Comunicações concluiu o texto da portaria que traz os requisitos mínimos para aprovação dos projetos de investimento considerados como prioritários para os setores de telecomunicações e radiodifusão. A portaria regulamenta, no âmbito das comunicações, o Decreto no 7.603, de 9 de novembro de 2011, que estabeleceu as condições para a criação de Sociedades de Propósito Específico (SPE) para gerir e implementar projetos de investimentos considerados prioritários na área de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação, por meio de lançamento de debêntures.
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STF convoca audiência pública antes de julgar ADIs contra a Lei do SeAC

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará no segundo semestre deste ano audiência pública sobre a nova regulamentação da TV por assinatura, criada pela Lei nº 12.485/2011. A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator de três ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) que questionam dispositivos da lei que criou o Serviço de Acesso Condicionado (SeAC).
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"O Megaupload irá retornar", afirma Kim Dotcom, fundador do site

Executivo afirmou via Twitter que serviço poderá voltar após rejeição de propostas como SOPA, PIPA e ACTA, mas não confirmou data

O fundador do Megaupload, Kim Dotcom postou em seu perfil no Twitter que o famoso site compartilhamento de arquivos pode voltar a funcionar em breve, após consecutivos acordos antipirataria terem sido rejeitados ao redor do mundo. “SOPA is dead. PIPA is dead. ACTA is dead. MEGA will return” (SOPA está morta, PIPA está morta, ACTA está morta. MEGA irá retornar, em tradução livre), escreveu Dotcom.
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Centro vai desenvolver tecnologia para aumentar acessibilidade de pessoas com deficiência

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, deve inaugurar no dia 20 de julho o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), alocado no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), em Campinas (SP). O centro será o principal articulador de uma rede nacional de 25 núcleos de tecnologia assistiva (laboratórios e unidades de pesquisa) que deverão conceber tecnologias para aumentar a acessibilidade de pessoas com deficiência.
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Atualmente o negócios da companhia no país é o maior em termos de usuários

O Brasil é hoje o maior mercado da empresa de telecomunicações espanhola em número de clientes. Mas, se não houver mudanças no cenário internacional, as operações brasileiras podem se tornar a maior da companhia em receita e resultado operacional, já nos próximos meses.